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quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Hatoum & Eu


Sou apaixonada pelos livros do Milton Hatoum. Apesar de não ter lido sua obra completa, dois deles tem um cantinho especial na minha prateleira. Adoro suas histórias do Amazonas, que misturam lendas, personagens, culturas, credos e religiões. Desde que o conhecei, toda vez que eu ouço falar do nosso maior estado, o imagino como nas histórias dos seus livros, cheio de cores e sons. Seus livros me fazem pensar como nosso Brasil é grande e como eu conheço pouco o país que eu vivo. São tantas culturas em uma só que é de espantar. 

Agora imaginem a minha felicidade quando soube que ele se descambar lá de Manaus para uma sessão de autógrafos na Livrarias Curitiba. Nem me lembro qual livro ele estava lançando na época, talvez fosse "Órfãos do Eldorado". Mas, como tudo nessa vida tem um 'mas', tinha prova do Paulo Camargo no dia, um dos meus grandes mestres.

Pensei, ingenuamente que ele ia me 'liberar', já que o motivo era nobre, oras! Fiquei o dia inteiro matutando o diálogo, tentando imaginar o ele ia falar (totalmente em vão). Eis (mais ou menos) o diálogo (a prova e o encontro seria na semana seguinte). Achei melhor vomitar as palavras de uma vez do que ficar me enrolando para falar:

- Professor, não posso fazer sua prova semana que vem. Você vai ter que me liberar pq é um motivo muito nobre, o Milton Hatoum vai estar em Curitiba para uma noite de autógrafos, ele é um dos meus escritores preferidos, preciso ir até lá e ouvir ele contar as histórias pessoalmente professor, por isso não posso estar aqui.

Paulo Camargo olha pra mim, cheio de sabedoria e diz:

- Ele também é um dos meus escritores preferidos e eu também gostaria de ir vê-lo, mas vou ter que aplicar prova, para você.

Na semana seguinte eu fui fazer a prova. Compartilhei com meu professor o mesmo sentimento, nós dois estávamos ali, e nosso ídolo lá, contando as suas histórias maravilhosas para alguns sortudos. Ficou para a próxima.

***
PS: Não dá para ter tudo na vida, gente.
PS2: Para quem não conhece, fica a dica.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Nem foi tempo perdido...

Leia ouvindo:
Legião Urbana - Tempo Perdido



Ontem fui na facul e peguei o meu diploma. Fiquei tirando sarro no Twitter sobre a utilidade dele, nesses tempos onde não é preciso ter qualificação para ser jornalista. Mas confesso que fiquei feliz com aquele pedaço de papel.

Fiquei feliz pq tive a certeza que foi o fim de um ciclo na minha vida. Durante o tempo que passei na faculdade (foram mais de quatro anos, como já contei aqui) conheci muitas pessoas, fiz grandes amigos, aprendi e cresci muito como pessoa e principalmente como profissional.

Mas passou. Sou uma pessoa cíclíca, tenho fases para tudo na minha vida, minha fase estudante universitária já era. Como se o diploma não significasse apenas que agora eu posso 'gozar de todos os direitos e prerrogativas legais', mas significasse o fim de uma era, o fim de uma Lálika que foi, e já não é mais.

Agora, que venham novas fases de crescimento profissional, novas amizades, novos contatos. O que ficou para trás, passou. Aquela menina, não existe mais.

***

PS: Novembro né, fim do ano.
PS2: Post sobre o SWU vai sair minha gente, só preciso pegar as fotos com a Ana Carolinda!