Mostrando postagens com marcador Despedidas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Despedidas. Mostrar todas as postagens

domingo, 24 de julho de 2011

Eu volto para o luto

Amy Winehouse - You know I'm no good

A morte da Amy Winehouse me fez refletir. Depois as piadinhas sem graça, (eu mesma fiz algumas, confesso) comecei a pensar na falta que um ídolo faz para nossa geração. Não estou falando de alguém que devemos idolatrar como um deus ou algo parecido. Mas daquele que nos faça sentir completos. Alguém que por meio de sua arte, toque nossos corações cibernéticos. Seja por meio da música, pintura ou qualquer outra forma de expressão. 

Acho que a comoção toda com a morte da Amy vem em uma época em que não temos mais nossos heróis. Ela não era exemplo de nada, mas com certeza se ela não tivesse feito o sucesso que fez, muitas outras cantoras não existiriam, entre elas a Adele. Desde a Janis, linda, louca e drogada, não existiu uma figura feminina tão controversa na música. Alguns vão se lembrar da Courtney Love, que é doida e noiada, mas querida, vc jamais será tão diva quanto Amy um dia foi.

Infelizmente nós que não vivemos os anos 60, 70 ou até os 80 nunca saberemos como é estar em uma época em que Bowies, Lennons e Morrisons faziam sucesso, ao vivo, naquele momento. Mas sabemos como foram os anos em que Amy nos acompanhou, e acreditem: foram os melhores, evah. Hoje eu chorei por você no chão da cozinha.

***
PS: Obrigada por ter vindo para o Brasil. Ainda bem que eu te conheci antes disso tudo.
PS2: Amy morreu ontem (sábado) mas provavelmente você estará lendo isso hoje (domingo) mas para mim ainda é ontem (sábado) pq eu não dormi. 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sem perder a ternura

Leia ouvindo:
Titãs - Não vou lutar


Lembrei agora que há um ano, embarcarva para a minha aventura em terras hermanas. Decisão tomada em apenas um fim de semana de conversa, duas semanas antes. Foi o tempo de tirar o passaporte e fazer as malas. Sem pensar direito e sem arrependimentos.

Foram dias lindos em Buenos Aires, dias corridos, alegres e tristes. A saudade dos amigos e da família batia forte, sentia falta de tudo. Foi lá que eu percebi que eu não sou tão cidadã do mundo, como eu imaginava. Percebi que sou muito enraizada e que sim, minha mãe faz falta.

Neste ano que passou aprendi a não me arrepender das minhas decisões e a viver todos os momenrtos. Não deixar as oportunidades passarem. Fazer amigos, sair, cair e levantar. Tudo sem perder a ternura e sem deixar de lutar.

***
PS: Viciada no livro do Keith. Vou colocar mais trechos por aqui em breve.
PS2: Foto da rua de casa, em Buenos Aires, a Avenida de Mayo.
PS3:  Findes começa amanhã, simbora galera!

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Nem foi tempo perdido...

Leia ouvindo:
Legião Urbana - Tempo Perdido



Ontem fui na facul e peguei o meu diploma. Fiquei tirando sarro no Twitter sobre a utilidade dele, nesses tempos onde não é preciso ter qualificação para ser jornalista. Mas confesso que fiquei feliz com aquele pedaço de papel.

Fiquei feliz pq tive a certeza que foi o fim de um ciclo na minha vida. Durante o tempo que passei na faculdade (foram mais de quatro anos, como já contei aqui) conheci muitas pessoas, fiz grandes amigos, aprendi e cresci muito como pessoa e principalmente como profissional.

Mas passou. Sou uma pessoa cíclíca, tenho fases para tudo na minha vida, minha fase estudante universitária já era. Como se o diploma não significasse apenas que agora eu posso 'gozar de todos os direitos e prerrogativas legais', mas significasse o fim de uma era, o fim de uma Lálika que foi, e já não é mais.

Agora, que venham novas fases de crescimento profissional, novas amizades, novos contatos. O que ficou para trás, passou. Aquela menina, não existe mais.

***

PS: Novembro né, fim do ano.
PS2: Post sobre o SWU vai sair minha gente, só preciso pegar as fotos com a Ana Carolinda!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quando a noite chegar

Leia ouvindo:

Nara Leão - Quando o carnaval chegar


- Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
- Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
- Vou te escrever uma carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
- Vou ver Saturno e me lembrar de você.
- Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- O tempo não existe.
- O tempo existe, sim, e devora.
- Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
- Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

O dia que Júpiter encontrou Saturno - Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu.
Pág 129. Editora Agir.

**
PS: Às vezes, só Caio F. me entende.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Até o dia que eu sonhei

Leia ouvindo:


Toca o telefone:

- Alô?

- Oi, sou eu, não… Por favor, não desliga! Sei que você não quer me ouvir mas eu preciso falar. Sério! Por favor me ouça. Sumi por todo esse tempo porque eu precisava pensar na minha vida, nas decisões e nas atitudes que eu tomei, sei que pode parecer besteira tudo isso que eu estou te falando, mas tenta entender o período que eu estava passando, tenta entender os meus problemas! Não! Por favor, não me interrompa! Deixa eu terminar, precisei de muito tempo para criar coragem e te falar tudo o que está engasgado. Bom, então, desde aquela época quero conversar com você, mas não está sendo fácil. O trabalho está puxado e foi agora só que eu comecei enxergar as merdas que eu fiz. Já falei isso, não... por favor! Não! Não bufa no telefone! Para de fungar! Você está chorando? Não chora, por favor! Deixa eu continuar até o final. Então, como eu tava dizendo, me perdoa, me perdoa por tudo que eu te fiz passar. Me perdoa por deixar a sua mala pronta e eu não te buscar. Para de chorar, por favor! Você tá tentando disfarçar as fungadas mas eu estou ouvindo, quero dizer uma única coisa, eu te amo, eu te amo muito, me perdoa... volta pra mim... Alô? Alô? Você tá me ouvindo?

***

PS: Levemente inspirado no último capítulo de um livro (re)lido recentemente e também no sonho da manhã.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Entre luz e fusco

Leia ouvindo:

Echo and The Bunnymen - Lips Like Sugar

beijo

“Entre luz e fusco, tudo há de ser breve como esse instante. Nem durou muito nossa despedida, foi o mais que pôde, em casa dela, na sala de visitas, antes do acender de velas; aí é que nos despedimos de uma vez. Juramos novamente que havíamos de casar um com o outro, e não foi só o aperto de mão que selou o contrato, como no quintal, foi a conjunção de nossas bocas amorosas…”

Dom Casmurro – Machado de Assis – Pág 130 – Editora Globo.

***

PS: (Re)lendo Dom Casmurro chego a duas conclusões: A) Capitu é uma das melhores personagens femininas da história da literatura mundial. B) Bentinho é o maior corno manso da literatura brasileira. Vale a leitura.

PS2: O trecho é a despedida dos protagonistas.

PS3: Ahhh, o fim de semana…

sábado, 3 de julho de 2010

Valeu, Brasil!

Somos brasileiros e não desistimos nunca. A taça será nossa em 2014!

camisaselecao

***

PS: Hj não tem ‘Leia ouvindo’ em luto a derrota do Brasil.

PS2: Ahhh, o fim de semana! =D

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A morte de um ídolo

Leia ouvindo:

Michael Jackson – Smooth Criminal

25 de junho de 2009. Chego em casa depois do trabalho, ligo a tv e quase caio do sofá com a notícia da morte do Rei do Pop, Michael Jackson. Era quase 18h30. Lembro tão bem deste dia! Da tristeza que eu senti. A morte de um ídolo.

Lembro que eu fiquei decepcionada por ele morrer sem eu ao menos tentar ver um show dele. Afinal, a turnê “This is It'” – a última de sua carreira – tinha sido anunciada poucos dias antes. Já começava a fazer uns planos malucos se a turnê viesse para a América do Sul, eu iria vê-lo. Com certeza!michaeljacksondancando1

Mas o Michael morreu. E eu fiquei triste. Sempre o ouvi, desde criança, por influência do meu pai, que sempre gostou. Quando entrei na faculdade, tive uma aula de Teoria da Comunicação onde só falamos do Michael, e do seu mais famoso passo, o Moonwalk. Como esse passo mudou a história do Pop. Como o Michael mudou a história da música.

Acho tão estranho pensar nisso agora. Pensar que estaremos vivos quando a maioria dos nossos ídolos morrerem. Tenho a sensação de que eu deveria morrer antes. O bom é que os verdadeiros ídolos permanecem.

***

PS: Vi na Gazeta do Povo um livro novo sobre o Michael, quero ver se compro.

PS2: Hj tem jogo do Brasil! =D

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Onde estiver, juntos

Leia ouvindo:

Scar Tissue – Red Hot Chilli Peppers

Um relacionamento pode ser comparado a um livro.

Às vezes ficamos indecisos no começo, antes de ‘pegar no tranco’. Sempre com algumas dúvidas do tipo: prosseguir com a leitura ou não, largar no meio ou continuar? Podemos deixar ele quietinho em algum lugar, mas uma hora alguma coisa vai lembrá-lo que você precisa terminar o que começou. Mesmo que isso não te incomode mais.

Ou, podemos nos empenhar na leitura, nem perceber que as páginas estão terminando. Podemos continuar lendo, mesmo depois que o livro já está na prateleira há séculos. E o tempo vai parecer que não passou, porque você vai estar sempre com ele, como uma cicatriz.

Imagem0105

O pior é quando não queremos que as páginas acabem. Fazemos de tudo para retardar aquele momento. Tudo para não deixar aquela sensação no coração, aquele ato de derrota quando você finalmente termina um livro. Ele te venceu. Te tornou uma pessoa melhor, mais sábia. Te ensinou várias coisas. Trechos ficarão para sempre em sua memória, gravados em seu coração.

Ou podemos ter a impressão de que o livro não te deixou tão mais sábia assim, não mexeu tanto com você. Não te tornou uma pessoa melhor. Na verdade, você tenta escondê-lo no fundo de uma gaveta, dentro do baú antigo da avó, só para não admitir que perdeu tempo. Só para não admitir que teve vergonha de ler tudo aquilo.

Mesmo quando um livro é excelente ou quando não é tão bom assim, as palavras escritas de caneta, na primeira página, sempre te trazem uma lembrança boa. Como aquelas palavras que diziam em tom de profecia: ‘Onde estiver, juntos’.

PS: A editora “Ficção ou não” está bombando. Sempre é difícil para mim escrever, mas tem se mostrado um ótimo exercício.

PS2: Estou com medo de assistir o remake do Freddy Krugger, até pq sonhei (mas sobrevivi) com o infeliz essa semana. Se eu encarar eu conto a experiência por aqui.

PS3: A foto é do meu quarto reformado! O pai ajeitou ele nas férias, ficou bem legal. Claro que faltam um monte de livros nas prateleiras e a de cima despencou com o peso das Barsas, então no momento a coitada está precisando de um reforço. Vamos esperar a boa vontade do meu pai.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sua posição preferida

Leia ouvindo:

Detalhes – Roberto Carlos

Sentada na cama, com os joelhos dobrados, o braço esquerdo abraçando as pernas, a mão direita puxando o lábio inferior. O olhar fixo em algum ponto do quarto, o cabelo desarrumado, vestida sempre com o seu pijama. Ao lado, seus livros “de adolescente”, como gostava de dizer, relidos pela terceira, quarta vez. Só para não pensar nele. Tudo para ocupar sua mente.

Quantos dias tinham se passado? Semana? Meses? Não conseguia lembrar, não queria lembrar. Estava começando a bloqueá-lo da sua mente. Não queria lembrar das conversas, das tardes ensolaradas, das idas ao cinema, dos acampamentos, das férias na praia. Não queria lembrar dos momentos que passaram juntos.
Para isso, tinha um “macete”. Quando vinha alguma alguma imagem dos dois em sua cabeça, colocava as palmas mãos nos ouvidos, fechava bem os olhos e chacoalhava a cabeça com força. Assim, os pensamentos escapavam, um pouco.

As coisas estavam se encaixando, com o tempo. Mas para dois “detalhes” ela ainda não tinha solução. O buraco no peito, como se tivessem arrancado seu coração e seus sonhos. Porque ela conseguia controlar tudo, menos seu subconsciente.

PS: Outro texto para a editoria “Ficção ou não”.

PS2: Hoje é sexta! Comemoração do aniver da Ana Carolina, minha arquiteta preferida. A noite promete!

PS3: E o dia amanheceu lindo. Sem chuva e com sol! Pedir calor já é demais né? Mesmo assim, adoro dias frios com sol.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Um novo começo

Leia ouvindo:
How Soon Is Now - The Smiths

Hoje eu perguntei no Twitter (@lalikatz) algumas sugestões de músicas deprês. E surgiu a ideia dos Smiths. Realmente, dependendo do dia eles são bem deprimentes.
Reativei esse blog. Faz tempo que tinha criado, o nome vem de um haikai do Paulo Leminski. Vou escrever aqui tudo que vier na minha cabeça, sem pretenção nenhuma. Sem compromisso de atualiza-lo, sem nada.

Para começar, hoje vou escrever sobre um assunto que vem me incomodando há alguns dias: despedidas. São sempre tão dificeis. Seja qual for. Quando eu morei na Argentina, mesmo tendo ficado pouco tempo por lá, tive que me despedir de um monte de gente. Foi difícil.

Mas acho que o pior é se despedir de um amor. De alguém que um dia significou muita coisa para você, e hoje, faz parte do passado, mas parte do ontem.
E quando não há despedidas? Ficam somente as ofensas e aquela sensação horrível de estar devendo algo, talvez uma última conversa, aquela coisa de colocar os 'pingos nos is'. É terrível.

No fim, não temos que ter medo das despedidas. Temos que viver. E se elas acontecerem novamente, fica o sentimento de que pelo menos estamos vivendo. E como dizia meu avô, "assim caminha a humanidade".

PS: Volto quando quiser. Mas acho que não vai demorar!