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quarta-feira, 12 de outubro de 2011

When you were young

Tudo é tão simples quando somos crianças.

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PS: Doce outubro.
PS2: Ando sumida.
PS3: É a vida.

domingo, 14 de agosto de 2011

Uma carta para meu pai

Gato, tudo bem?

Não sei se você lê o Elo, sei que sua vida é corrida. Sei que você não tem tempo de ficar na internet, e quando fica, resolve o que tem que ser feito e pronto. Por isso Pai, quero que saiba que o texto de hoje é dedicado à você. O único que me entende. O único que não me julga. Me dá a mão quando eu preciso e está sempre ao meu lado. Me escuta e tbém faaaaala "pra mais de metro". Você me ensinou a cozinhar, me deu uma infância rígida, mas divertida. Se sacrificou por mim (por nós) e nunca pediu nada em troca. Tem um coração imenso, onde sempre cabe mais um. Esteve comigo na pior época da minha vida, me apoiando.

Obrigada pelas brigas (acho que foram poucas) pelas noites acordado quando eu passo mal. Pelas risadas nos domingos pela manhã quando eu conto como foi a noite. Pelo sarro que você tira quando chego tropeçando de madrugada. Obrigada por segurar minha mão, quando estou ao seu lado, quando você dirige. Por sempre perguntar como foi meu dia. Por me acordar qndo eu perco a hora. Pelo bom dia sempre animado. Obrigada por me dar irmãos maravilhosos, férias inesquecíveis no interior e tantos ensinamentos. Obrigada por tudo gato, vc não é perfeito, mas é o único homem que eu já amei.

Feliz Dia dos Pais,
De sua filha,

Lálika.



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PS: Estou para escrever sobre o pai desde quando ele fez 60 anos, em fevereiro. A carta de hoje é um começo.
PS2: Gato, te amo!

domingo, 12 de junho de 2011

Solteira e feliz

Não vou me prolongar no papo dia-dos-namorados-é-uma-data-comercial-aham-claudia-senta-lá. O negócio é que mais um ano estou passando o dia sozinha (sem namorado). O que é ótimo! Adoro minha solteirice e minha liberdade. Claro, na hora que aparecer um louco da enchente aí para preencher esse coraçãozinho e esquentar meus pézinhos nestas noites frias, darei uma chance. Por enquanto, o negócio é continuar a chegar tarde, beber, sair, comemorar com os amigos, rir, conhecer pessoas novas, se apaixonar e amar. E claro, ir tentando com os errados enquanto o certo não aparece.

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PS: Gente, no post dos bichos esqueci de falar da Tina Turner, nossa calopsita! Que dó.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Crer é ver


"Senti uma decepção já familiar. Ninguém conseguia concordar em nada. Vivíamos numa névoa de percepções fugidias, compartilhadas apenas em parte, e nossos dados sensoriais eram distorcidos por um prisma feito de desejo e crença, que também alterava nossas memórias. Víamos e lembrávamos em nosso próprio favor, e íamos nos autopersuadindo ao longo do caminho. A objetividade implacável, principalmente em relação a nós mesmos, sempre foi uma estratégia social condenada. Somos descendentes daqueles contadores de meias-verdades que, passionais e indignados, no afã de convencer os outros, simultaneamente convenciam a si mesmos. Através das gerações o sucesso fora nos selecionando, e com o sucesso surgiu esse nosso defeito, gravado profundamente nos nossos genes, como sulcos numa trilha de carroças: quando não era o quer queríamos, não conseguíamos concordar sobre o que estava na nossa frente. Crer é ver. É por isso que há divórcios, disputas por território, e guerras, e é por isso que esta estátua de Virgem Maria chora lágrimas ou aquela, de Ganesh, bebe leite. E era por isso que a metafísica e a ciência eram inimigas tão corajosas, invenções tão espantosas, maiores do que a roda, maiores do que a agricultura: artefatos humanos dirigidos contra a textura da natureza humana. A verdade desinteressada. Mas isso não conseguia nos salvar de nós mesmos; os sulcos eram profundos demais. Não podia haver redenção particular na objetividade”.

***
Amor para Sempre - Ian McEwan - Editora Rocco.

PS: Oitavo livro do McEwan terminado hj na volta pra casa. Sexto com lugar garantido na prateleira. ;D

terça-feira, 5 de abril de 2011

O que você quer?

Leia ouvindo:
Lou Reed - Satellite of Love 



Eu quero dias frios com o céu azul e passarinhos cantando de madrugada.
Quero o sorriso do meu irmão, a gargalhada da minha irmã e a cumplicidade do meu pai.
Quero meus amigos perto e meus inimigos mais ainda.
Quero esquecer o passado e pensar no futuro.
Quero café, papel e caneta sempre à mão.
Quero andar de bicicleta e correr até os pulmões arderem.
Quero que os dias passem rápido e que as noites não terminem.
Quero sorrisos sinceros e carinho retribuído.
Quero dançar atém furar a sola do sapato e beber até cair.
Quero viver loucamente e nascer todos os dias.
Quero passeios a pé intermináveis e viagens solitárias.
Quero um bom livro e um dia de chuva.
Quero um banco na praça e a risada das crianças.
Quero rir até chorar e me emocionar com uma música.
Quero dias preguiçosos e noites em claro.
Quero declarações verdadeiras e dias repletos de amor.

E você, o que quer?

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PS: Resultado de noites insone.
PS2: Gente, não tinha visto, mas a Mi tbém fez um post "eu quero", confere aqui!

sábado, 22 de janeiro de 2011

A banda mais perigosa do mundo

Leia ouvindo:

"Por que fomos parar no 4-Dice Restaurant, em Fordyce, Arkansas, para almoçar no final de semana do Dia da Indepedência? Aliás, qualquer que fosse o dia? Mesmo com tudo o que eu já sabia depois de dez anos percorrendo de carro o Cinturão da Bíblia. A cidadezinha de Fordice. Rolling Stones no cardápio da polícia, em todo o território dos Estados Unidos. Todos os tiras querendo prender a gente, fosse do jeito que fosse, para se promoverem, serem promovidas e patrioticamente livrar a América dessas "bichinhas" inglesas. Estávamos em 1975, tempos de brutalidade e confronto. A temporada de caça aos Stones foi declarada aberta desde nossa última turnê, a de 1972, chamada STP. O Departamento de Estado tinha registrado tumulto nas ruas (verdade), desobediência civil (novamente verdade), sexo ilícito (seja lá o que isso quer dizer) e violência em vários lugares dos Estados Unidos. Tudo por nossa culpa, meros menestréis. Tínhamos incitado os jovens a se rebelar, estávamos corrompendo a América, e eles decretaram que nós nunca mais entraríamos nos Estados Unidos de novo. No governo de Nixon isso havia se tornado uma questão política séria. Ele tinha pessoalmente lançado mão de truques muito baixos e atiçado seus cães contra John Lennon que, no seu entendimento, poderia custar-lhe a eleição. Quanto a nós, disseram oficialmente ao nosso advogado, formávamos a banda de rock and roll mais perigosa do mundo". 

Trecho de Vida - Keith Richards.


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PS: Ganhei o livro do Keith e o vinil dos Beatles da Aline de Natal atrasado junto com um cartão lindo. Obrigada amiga! 
PS2: Tenho que agradecer todos os dias os amigos que eu tenho, eles são os melhores do mundo.
PS3: Já agradeci a Aline? Ah, obrigadaaaa amiga! =D

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vem com tudo, seu lindo!

Eu ia fazer um post especial sobre o ano, tipo uma retrospectiva das coisas que me aconteceram, mas acho que as palavras do Drummond sobre o ano novo, dizem muito mais que as minhas mal traçadas linhas.
Vou viajar terça e amanhã vai ser corrido. Então, sejam felizes em 2011. De resto a gente corre atrás!
E esperem muitas novidades aqui no Elo ano que vem. Boas histórias não vão faltar, deixem comigo.

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"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quando a noite chegar

Leia ouvindo:

Nara Leão - Quando o carnaval chegar


- Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
- Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
- Vou te escrever uma carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
- Vou ver Saturno e me lembrar de você.
- Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- O tempo não existe.
- O tempo existe, sim, e devora.
- Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
- Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

O dia que Júpiter encontrou Saturno - Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu.
Pág 129. Editora Agir.

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PS: Às vezes, só Caio F. me entende.

domingo, 3 de outubro de 2010

Contagem regressiva

Leia Ouvindo:

Pixies – Where is my mind

nirvana Kurt Cobain em entrevista para a Rolling Stone em 27 de janeiro de 1994. Quem o entrevistou foi o David Fricke. Dali há três meses ele estouraria os miolos com uma espingarda, em um suicídio mal explicado até hoje.

Ele está respondendo a uma pergunta sobre o porque deles não terem tocado Smell Like Teen Spirit no show que havia terminado.

Kurt diz:

“Mas eu mal consigo, especialmente numa noite horrível como essa, tocar ‘Teen Spirit’. Eu literalmente quero arremessar minha guitarra no chão e dar o fora. Não consigo ter prazer em tocá-la.”

Mas você deve ter se divertido ao escrevê-la.

Estivemos praticando por três meses. (…) Eu tentava escrever a canção pop definitiva. Eu basicamente estava tentando chupar dos Pixies. Preciso admitir isso (sorri). Quando ouvi pixiesos Pixies pela primeira vez, fiquei tão ligado na banda que deveria ter entrado nela – ou ao menos ter uma banda cover dos Pixies. Nós usamos suas dinâmicas, a suavidade e tranquilidade, só que bem alto e pesado. (…)

As melhores entrevistas da Revista Rolling Stone – Ed. Larousse – 445 páginas.

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PS: Uma semana para o SWU. Sim eu vou ver os Pixies!

PS2: Momento cidadania no Elo: Pensem bem em quem votar!

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eu não me defino

Leia ouvindo:

The Clash - London Calling



"Só quero que você entenda que eu não me defino inteiramente pela minha relação com você. Quero que você entenda que só porque estamos esclarecendo as coisas entre nós, não quer dizer que eu esteja ficando esclarecida. Tenho outras dúvidas e preocupaçãoes e ambições. Não sei que tipo de vida eu quero e não sei em que tipo de casa eu quero morar e a quantidade de dinheiro que estarei ganhando daqui a dois ou três anos me assusta e..."

Alta Fidelidade - Nick Hornby - Ed. Rocco - Pág 218.

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PS: Amanhã escrevo sobre as minhas (rasas) impressões sobre Alta Fidelidade. Vou assistir o filme hj à noite e quero ver qual é.
PS2: O Clash do 'Leia Ouvindo' de hj não é proposital. =D

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Somos quem podemos ser

Leia ouvindo:

Ira! - Feliz aniversário

É pessoal, 24 aninhos não se faz todo dia! Parabéns pra mim (beija o ombro, muá!) E como prometido, o tão esperado post sobre a origem (sacaram?) do meu nome! Isso mesmo, quem pensou que meus pais leram o meu nome naqueles caderninhos com significados (nada contra, acho digno) está muito enganado! Meu nome não significa força, lealdade, mulher guerreira, batalhadora... a tradução (do russo) é boneca. Sim pessoas, eu sou uma boneca! (aloka). Vamos então para a história do meu lindo nome!

Bom, quando eu era criança não achava tão lindo assim, as crianças da escola (e alguns adultos até hoje) não lembravam meu nome, eu sempre era 'aquela menina'. Demorou muito tempo para eu me acostumar, minha mãe gastou muita saliva falando que eu nome era lindo e blablablá. Se um dia eu tiver um filho, o nome será simples para que as pessoas lembrem.

1168693031_f Como alguns sabem, meu pai já tinha duas filhas quando a minha mãe ficou grávida de mim (ele estava separado, é claro). Minha mãe estava morrendo de medo que eu nascesse menina, já que ela queria dar para o meu pai seu primogênito (uma besteira sem tamanho). Ela ficou a gravidez toda sem saber se eu era menino ou menina. E o resto da família já sabia que eu era eu. Pensem na dificuldade das minhas irmãs ficarem quietas (elas eram pequenas).

Então eu nasci, em um dia 21 de setembro, céu azul, dia lindo e frio. Deve ser por isso que eu adoro dias frios com o céu azul. E não tinha nada pendurado entre as pernas. Minha mãe queria me chamar de Catarina (ui) ou Laura (ui ui). Mas o pai bateu o pé (pq eu já tinha até apelido) e sou Lálika até hoje.

Da onde saiu o Lálika? Vamos lá: Entre a mãe das minhas irmãs e a minha mãe, meu pai teve um 'cacho' com uma baiana chamada Lálika. Ele disse pra ela que caso um dia ainda tivesse uma filha, colocaria este nome nela. Segundo reza a lenda, minha mãe (ela não gosta muito de comentar sobre isso, pq será?) só ficou sabendo da história da baiana quando eu tinha uns seis anos. Aí não dava pra mudar mais né? E nessa altura, o Ton (finalmente o filho homem) já tinha vindo e a Vitória (bebê da mãe) já estava a caminho.

Será que eu seria uma pessoa diferente se tivesse um nome comum? Será que eu não seria jornalista, não teria uma cachorra chamada Melancia? Será que eu não passaria a adolescência inteira ouvindo rock progressivo? Eu acho que não. Acho que eu tivesse outro nome eu seria outra pessoa (derrr, sério?). Para outras pessoas, talvez o nome não interfira tanto na personalidade. Mas em mim interfere, interferiu e vai interferir sempre. Afinal, eu adoro ser quem eu sou!

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PS: Já não tenho a mesma idade, envelheço na cidade pessoas! =D
PS2: Agora sim, com a minha foteeenha de criança!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Setembro chove?

Leia ouvindo:

Pato Fu – Primavera

Chegou o mês mais lindo do ano! Setembro! Mês tudibão, início da primavera, dia da árvore e… meu aniversário! Isso mesmo minha gente, dia 21 está chegando! Finalmente o ano começa para mim!
Mês nove, nove meses na barriga da mãe, nove o número mais fodão da numerologia (para quem acredita nessa porcaria), nove milhões de motivos pra dizer que esse ano tem festa. Se preparem! Afinal não é sempre que fazemos 24 aninhos!

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PS: Versão fofa de Primavera, novo álbum do Pato Fu!

PS2: O blog não está abandonado pessoas, vida corrida vocês sabem como é que é.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Até o dia que eu sonhei

Leia ouvindo:


Toca o telefone:

- Alô?

- Oi, sou eu, não… Por favor, não desliga! Sei que você não quer me ouvir mas eu preciso falar. Sério! Por favor me ouça. Sumi por todo esse tempo porque eu precisava pensar na minha vida, nas decisões e nas atitudes que eu tomei, sei que pode parecer besteira tudo isso que eu estou te falando, mas tenta entender o período que eu estava passando, tenta entender os meus problemas! Não! Por favor, não me interrompa! Deixa eu terminar, precisei de muito tempo para criar coragem e te falar tudo o que está engasgado. Bom, então, desde aquela época quero conversar com você, mas não está sendo fácil. O trabalho está puxado e foi agora só que eu comecei enxergar as merdas que eu fiz. Já falei isso, não... por favor! Não! Não bufa no telefone! Para de fungar! Você está chorando? Não chora, por favor! Deixa eu continuar até o final. Então, como eu tava dizendo, me perdoa, me perdoa por tudo que eu te fiz passar. Me perdoa por deixar a sua mala pronta e eu não te buscar. Para de chorar, por favor! Você tá tentando disfarçar as fungadas mas eu estou ouvindo, quero dizer uma única coisa, eu te amo, eu te amo muito, me perdoa... volta pra mim... Alô? Alô? Você tá me ouvindo?

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PS: Levemente inspirado no último capítulo de um livro (re)lido recentemente e também no sonho da manhã.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Entre luz e fusco

Leia ouvindo:

Echo and The Bunnymen - Lips Like Sugar

beijo

“Entre luz e fusco, tudo há de ser breve como esse instante. Nem durou muito nossa despedida, foi o mais que pôde, em casa dela, na sala de visitas, antes do acender de velas; aí é que nos despedimos de uma vez. Juramos novamente que havíamos de casar um com o outro, e não foi só o aperto de mão que selou o contrato, como no quintal, foi a conjunção de nossas bocas amorosas…”

Dom Casmurro – Machado de Assis – Pág 130 – Editora Globo.

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PS: (Re)lendo Dom Casmurro chego a duas conclusões: A) Capitu é uma das melhores personagens femininas da história da literatura mundial. B) Bentinho é o maior corno manso da literatura brasileira. Vale a leitura.

PS2: O trecho é a despedida dos protagonistas.

PS3: Ahhh, o fim de semana…

domingo, 8 de agosto de 2010

As árvores somos nozes

Leia ouvindo:

Cássia Eller – Todo o amor que houver nessa vida

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Sempre morei na mesma casa, desde que eu nasci. Na verdade, morei uns anos fora, na tentativa dos meus pais de desbravar o interior do estado. Qndo voltamos para a capital, voltamos para a mesma casa, onde na época moravam os meus avós. Na sequência, eles mudaram para o sítio em Cândido de Abreu e aqui estamos, desde então.

Tenho lembranças ótimas minhas e do meus irmãos correndo pelas calçadas e desbravando o quintal. Naqueles tempos, tinha até tatu bola! E as árvores do vizinho já estavam lá. Desde épocas imemoráveis, segundo contava a minha avó.

As mini floresta começa logo que termina o nosso quintal, separado por um muro não muito alto. Lembro de criança olhar para aquelas árvores balançando e deixar a mente vagar… era tão legal! As folhas caindo, o barulho dos galhos, o cheiro do eucalipto…

Mas agora, o vizinho (que eu nunca soube quem é) resolveu cortar as árvores, como mostra a foto. Agora eu enxergo a casa dele. Agora o verde não preenche mais o espaço. Toda vez eu eu olhava pela janela da cozinha, dava com as árvores. Agora elas não existem mais. Ele está cortando uma a uma. Começou com uma araucária linda, no momento os coitados dos eucaliptos.

Que tristeza que me dá olhar pela janela e não ver mais as árvores que estão tão presentes em toda a minha vida. Olho e vejo um buraco, e a sensação é que esse buraco está em mim, como se na atitude do cara em cortar as árvores, cortasse um pedaço meu…

Minha mãe tenta justificar, falando que a mini floresta pode servir de mocó para ladrões, como já aconteceu. Prefiro que levem tudo, mas deixem as árvores. Todo o amor que houver nessa vida para elas, que agora estão mortas.

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PS: Feliz dia dos pais! Em especial para o seu Vitoldo, meu gato! =D

PS2: O erro no título é intencional. Para quem não conheçe, clique aqui.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A morte de um ídolo

Leia ouvindo:

Michael Jackson – Smooth Criminal

25 de junho de 2009. Chego em casa depois do trabalho, ligo a tv e quase caio do sofá com a notícia da morte do Rei do Pop, Michael Jackson. Era quase 18h30. Lembro tão bem deste dia! Da tristeza que eu senti. A morte de um ídolo.

Lembro que eu fiquei decepcionada por ele morrer sem eu ao menos tentar ver um show dele. Afinal, a turnê “This is It'” – a última de sua carreira – tinha sido anunciada poucos dias antes. Já começava a fazer uns planos malucos se a turnê viesse para a América do Sul, eu iria vê-lo. Com certeza!michaeljacksondancando1

Mas o Michael morreu. E eu fiquei triste. Sempre o ouvi, desde criança, por influência do meu pai, que sempre gostou. Quando entrei na faculdade, tive uma aula de Teoria da Comunicação onde só falamos do Michael, e do seu mais famoso passo, o Moonwalk. Como esse passo mudou a história do Pop. Como o Michael mudou a história da música.

Acho tão estranho pensar nisso agora. Pensar que estaremos vivos quando a maioria dos nossos ídolos morrerem. Tenho a sensação de que eu deveria morrer antes. O bom é que os verdadeiros ídolos permanecem.

***

PS: Vi na Gazeta do Povo um livro novo sobre o Michael, quero ver se compro.

PS2: Hj tem jogo do Brasil! =D

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Todas as garotas solteiras

Leia ouvindo:

Beyoncé – Single ladies

Este Dia dos Namorados será o primeiro que eu vou passar solteira em (qntos mesmo?) 6 ou 7 anos. Claro, não com o mesmo namorado, é que eu tenho o hábito de sair de um namoro e entrar em outro.

O que significa que é uma novidade para mim passar esse dia alone in the dark. Já arrumei festa para hj e amanhã. Afinal, ser solteira não é só um status. É um estilo de vida!

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Na foto, as três single ladies mais gatas da cidade: Eu, Michelle e a Anna, semana passada lá no Basset. Faltou a Dani, q além de solteira é linda de morrer! Tem tbém a Paola que está em Caxias do Sul, que além de solteira e linda, está fazendo aniversário hoje! Parabéns amigosa!

Para os casados e aqueles que estão namorando, um ótimo fim de semana cheio de amor! E para aqueles que como nós, estão livres, leves e soltos, soltem a franga, arrazem na produção e nos encontramos nos botecos, baladas e afins neste fim de semana!

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PS: Terminei de ler Juliet, Nua e Crua do Nick Hornby. Novidades em breve aqui no Elo.

PS2: Estou quase terminando o bordado, a fase II do Deus prefere os ateus eu coloquei no Twitter e aqui.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Expectativas para o fim de semana

Leia ouvindo:
Velvet Underground - Perfect Day
Imagem0281 Chegou o fim de semana. Finalmente. Aleluia! Não sei o que acontece nas nossas cabeças e corações. É só olhar na folhinha, quando sábado e domingo vai chegando, já vai dando aquele frio na barriga, aquele sensação de ‘o que eu vou aprontar?' Seguindo o clichê do Lulu Santos: “todo mundo sonha em ter uma vida boa, sábado a noite tudo pode mudar”. Eca. Mas enfim.
Comigo é assim, e eu nem estou trabalhando, então todo dia é feriado. O que eu mais gosto no sábado e domingo, é aquela coisa do foda-se sabe? Foda-se, vou sair, chegar tarde e ser feliz, muito feliz.
Todo mundo deveria ser assim, deixa os problemas no portão de casa e sair. Sair para se divertir, conhecer gente, beijar na boca, dar risada, reecontrar os amigos. A semana que eu passei na Ilha do Mel final do ano passado a gente sempre dizia: os problemas, preocupações e inseguranças ficaram no trapiche. Na balada deveria ser a mesma coisa, problemas, evaporem da minha cabeça!
E o domingo? Dia de acordar com a Clô (nome da minha ressaca, copiada da Cinthya), dia de ficar de óculos escuros, de reaprender a ler, de ouvir televisão baixo, de beber litros de água. Ir num churras para o almoço com a aquela sensação de ‘não vou beber, talvez uma latinha’. E quando você percebe, já emendou outro porre, eita vida difícil.
Agora uma confissão, quando começa o Revista RPC bate uma deprê geral. Ninguém merece. Outra semana, mesmos problemas. Contando os dias para o fim de semana.
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PS: Foto do último encontro etílico na casa da Ana Carolinda. Cinco meninas, quatro garrafas de vinho, várias latinhas de Skol. Resultado: Eu e a Papoula se acabando no queijo e no salame! E todas nós dançando Ordinary Word. Acreditem, tem o vídeo!
PS2: Fim de semana despedida da Papoula. Amiga, já estou com saudades!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Be with you

Leia ouvindo:

Alejandro Sanz - Corazón Partío

buenas chicas

Confesso: eu estou feliz porque a Priscilla está voltando. Muito feliz!

Quem dia que aquele dia que eu briguei com vc no primeiro ano da Faculdade fosse mudar tanto a minha vida?

Quem diria que em um fim de semana na praia a gente iria combinar tudo e em menos de duas semana embarcaríamos para a Argentina sem previsão de volta?

Acabei voltando mais cedo do que imaginava, você ficou. Agora você está voltando. Essa semana só me aconteceu coisas boas.

Como eu sempre digo: é muito bom viajar. Mas voltar para casa é melhor.

Obrigada amiga! Seja muito bem vinda!

PS: Foto minha e da Pri do meu último dia em BsAs, eu com cara de foca como sempre. Dá nada!

domingo, 23 de maio de 2010

Coisas mais doces

Leia ouvindo:

Sweetest Thing – U2

Um primeiro beijo. Passeio descompromissado em dias frios com sol. Andar a esmo. Dar risada com as amigas, chorar com as amigas, falar dos outros com as amigas.

Ir a lugares que você nunca esteve. Desabafar, chorar tudo que tem para chorar. Rir de tudo. Cantar bem alto. Pertubar os vizinhos.

Fazer novos amigos, dar atenção e carinho aos antigos. Correr até ficar sem ar. Colocar a cabeça pra fora no carro. Conversar com seus pais, dar conselhos para os irmãos. Brincar com os cachorros.

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Ler, dormir, comer, escrever, atualizar o blog. Falar horas no telefone com um amor ou um amigo. Ler o jornal, tomar um café, ir ao cinema.

Ir em um show, terminar um bom livro, arrumar a bagunça do quarto. Estar presente na vida daqueles que você ama. O riso de uma criança, a risada de um idoso.

Tomar uma cerveja no fim da tarde. Tomar um porre fim de semana. Relembrar os bons momentos passados com um amor antigo, relembrar os momentos nem tão bons assim.

Acordar na praia com cheiro de mar. Andar descalço. Catar conchinhas. Tomar sol. Descansar na areia. Olhar o mar.

Um novo amor, um toque na mão. Um esbarrão, um abraço. Todas as coisas são doces, basta você querer.

PS: Hoje tem Fernanda Takai, então pretendo fazer um texto sobre ela essa semana. Fiquem ligados.

PS2: Muito obrigada para todos os amigos que comentaram no post passado. Vocês são tudo na minha vida!