sábado, 22 de janeiro de 2011
A banda mais perigosa do mundo
sábado, 16 de outubro de 2010
A poesia de verdade nada diz
Leia ouvindo:
“Veja bem, a poesia de verdade nada diz, apenas apresenta as possibilidades. Abre todas as portas. Você pode atravessar o que quiser. … A poesia é eterna. Enquanto houver pessoas, elas irão lembrar de palavras e combinações de palavras. Nada pode sobreviver a um holocausto, exceto poesia e música. Ninguém consegue se lembrar de um livro inteiro. Ninguém consegue descrever um filme, uma escultura ou uma pintura, mas, enquanto houver seres humanos, a poesia e a música terão continuidade.
Se minha poesia tenta alcançar algum objetivo, esse objetivo é libertar as pessoas das limitações em seus modos de ver e sentir”.
Jim Morrison.
The Doors por The Doors – Ben Fong-Torres – Pág 228 – Editora Agir.
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PS: Novo livro do Doors que eu me dei de presente. Reúne entrevistas com todos os integrantes, familiares e amigos do Jim. Um trabalho enorme de pesquisa. Relato definitivo de uma das minhas bandas preferidas. Vale a leitura.
domingo, 3 de outubro de 2010
Contagem regressiva
Leia Ouvindo:
Kurt Cobain em entrevista para a Rolling Stone em 27 de janeiro de 1994. Quem o entrevistou foi o David Fricke. Dali há três meses ele estouraria os miolos com uma espingarda, em um suicídio mal explicado até hoje.
Ele está respondendo a uma pergunta sobre o porque deles não terem tocado Smell Like Teen Spirit no show que havia terminado.
Kurt diz:
“Mas eu mal consigo, especialmente numa noite horrível como essa, tocar ‘Teen Spirit’. Eu literalmente quero arremessar minha guitarra no chão e dar o fora. Não consigo ter prazer em tocá-la.”
Mas você deve ter se divertido ao escrevê-la.
Estivemos praticando por três meses. (…) Eu tentava escrever a canção pop definitiva. Eu basicamente estava tentando chupar dos Pixies. Preciso admitir isso (sorri). Quando ouvi os Pixies pela primeira vez, fiquei tão ligado na banda que deveria ter entrado nela – ou ao menos ter uma banda cover dos Pixies. Nós usamos suas dinâmicas, a suavidade e tranquilidade, só que bem alto e pesado. (…)
As melhores entrevistas da Revista Rolling Stone – Ed. Larousse – 445 páginas.
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PS: Uma semana para o SWU. Sim eu vou ver os Pixies!
PS2: Momento cidadania no Elo: Pensem bem em quem votar!
terça-feira, 29 de junho de 2010
Eu sou o amargo da língua
Leia ouvindo:
Lembrei pelo Twitter o aniversário (de vida!) do Raul Seixas. E como esse blog é meu, ninguém manda em mim (falou) vou escrever sobre ele pq eu estou afim! Até rimou!
Se eu fizer uma forcinha, consigo lembrar a primeira vez que eu o ouvi. Acho que estava na terceira série e a tia fez uma apresentação com Gita (especialmente no ‘Leia ouvindo de hj, apesar de não ser uma das minhas preferidas do cantor). Lembro dos ensaios, mas não lembro da apresentação. E como a minha mãe nunca teve o hábito de filmar ou fotografar alguma coisa que a gente fazia na escola, não tenho fotos desse dia. Nem lembranças, que estranho.
Enfim, cheguei em casa cantando e meu pai estranhou, pq ele nunca tinha prestado atenção nisso. E logo tratou de me por para ouvir as fitas (faz tempo ein?) que ele tinha do Raul Seixas. Decorei todas, sei um monte de músicas dele de cor, e ele está sempre presente na minha vida. Seja em uma viagem pra praia ou um dia comum no iPod.
Escrevo esse texto sem tanta nostalgia como o sobre o MJ. Quando ele morreu em 89 eu tinha três aninhos, e hj ele está presente em minha vida de uma maneira diferente em comparação aos outros ídolos que morreram (mas eu divago…)
Ah, uma das minhas músicas preferidas do Raulzito é ‘Tu és o MDC da minha vida’. Acho meio brega, mas sempre coloco as frases dessa música no MSN, tipo ‘eu me lembro do dia que você entrou num bode, quebrou minha vitrola e minha coleção do Pink Floyd’ ou ‘não tem pepsi-cola que sacie a delícia dos seus beijos’ ou ‘nessa sala hj eu peço arrego, não tenho paz nem tenho sossego’ ou ‘quando eu me declarava você ria’. Muito bom! Dá pra listar um monte de músicas dele aqui.
Se depender de mim, o Raulzito ficará vivo com sua música por muito tempo.
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PS: O jogo do Brasil ontem foi tudo de bom! Dei muita risada com as meninas e depois teve até churras em casa de desconhecidos. Adoro.
PS2: Que preguiça, meu jisuis.
terça-feira, 4 de maio de 2010
A vida até parece uma festa
Leia ouvindo:
Tenho apenas 23 aninhos. Nessa minha pouca vida, tive a oportunidade de ir em alguns shows memoráveis, pelo menos pra mim! Tanto aqui em Curitiba, como em outras cidades. Alguns internacionais, outros nem tanto. Uns em estádios outros dentro de um porão.
A emoção de ver seu artista ou banda preferido é indescritível. É uma emoção sem tamanho quando você ouve os primeiros acordes de sua música preferida, não tem como não chorar, não tem como não ficar com os pelos arrepiados.
Hoje vou contar um pouco da história dos shows que eu já fui. Por enquanto só os internacionais se não fica muito longo. Espero que vocês gostem.
R.E.M. – Porto Alegre – Estádio do Zequinha
- Acho que foi em novembro de 2008
A história desse show é muito legal. Aconteceu numa quinta-feira em Porto Alegre. Peguei o avião pela manhã e já fui direto para o Zequinha. Este foi o único show que eu fiquei em um espaço VIP. Então quando cheguei estava bem vazio. Os portões abriram às 16h, e às 22h o R.E.M. entrou. Eles estavam lançando o último CD deles Accelarate (dizem que é o último!).
Mas foi quando Michael Stipe cantou Drive, clássico de Automatic for the People, que eu chorei de verdade. Foi um espetáculo lindo, o primeiro com o Obama presidente então eles comentaram sobre isso durante o show, foi muito bacana. Exatamente a meia-noite eles terminaram e eu fui dormir no aeroporto porque pegava o primeiro avião de volta para Curitiba bem cedo. Não era 9h eu já estava no trampo. Valeu o cansaço, valeu a correria, valeu ver a banda da primeira fila no alambrado. Se eu morrer amanhã eu morro feliz.
Radiohead – São Paulo – Chácara do Jóquei.
- Março 2009
Outra história louca. Como a passagem de avião para São Paulo é muito cara, dessa vez fui de excursão, de ônibus. O show era no domingo. Saí de Curitiba sábado à noite e cheguei de manhãzinha em SP. Fiquei o dia inteirinho na fila. Das 7h até a hora que os imbecis dos Looser Hermanos começaram a tocar (desculpa não nunca gostei deles, sempre achei uma banda horrível, e a partir desse dia, passei a odiá-los com cada célula do meu corpicho. Motivo: pense em 30 mil teenagers que vão até a Chácara do Jóquei só para vê-los. Eu pensei que fosse morrer pisoteada!) Enfim, para mim só começou quando o Kraftwerk começou a tocar. Simplismente fenomenal! Os caras mandam muito bem.
Mas foi quando Thom Yorke começou a tocar os primeiros acordes que eu pensei realmente que eu fosse morrer. Eles estavam lançando In Rainbows, um puta cd! Mas claro, meu êxtase foram com as músicas do Ok Computer, Karma Police, Paranoid Android, No surprises.
Mais uma vez, terminou novamente a meia-noite. Volta para o ônibus. Menos de oito horas depois estava novamente sentadinha na minha mesa, trabalhando, só a capa da gaita. O mais legal foi o pessoal do trampo comentando: “Vi o show do Radiohead pela TV no Multishow” e eu respondi: “Eu estava lá!”
The Killers – São Paulo – Chácara do Jóquei (de novo)
- Acho que foi novembro de 2009
Também fui de excursão nesse show, mas dessa vez acompanhada da Cinthya Mara e da Ana Carolinda. Graças à Brian – The God – Wilson esse show foi no sábado, então cedinho fomos pegar o bus em frente ao Shopping Curitiba.
Só que nós saímos na sexta e a Cinthya esqueceu a identidade dela com uma amiga nossa que não ia no show. O tiozinho não queria de jeito nenhum deixar ela embarcar, sem um documento com foto. Então, ela pegou um táxi (eram 6h40 o bus saía as 7h) e foi voando até o Barreirinha onde ela mora para buscar o passaporte. Por incrível que pareça, ela conseguiu chegar a tempo e nós embarcamos.
Ufa! Chegamos com a chuva em São Paulo. Choveu a tarde toda e metade do show. Ficamos molhadas até os ossos. Meu All-Star eu tive que jogar fora quando cheguei porque a lama impregnou nele de um jeito que nada resolveu. Mesmo assim, foi um puta show, com ótimas companhias e muita diversão, afinal os Killers são ótimos, as músicas super dançantes, então uma hora você até esquecia da água que caia ou espirrava.
Afinal, a vida até parece uma festa. E diversão é a solução para mim! Vale muito a pena o sacrifício, o frio, chuva, sol, espera, horas no bonde. Não tem como esquecer. São lembranças para toda a vida mesmo!
PS: Acabei de chegar do cinema, assiti Alice no IMAX 3D. Muito bom! Adorei, essa parada de 3D é a revolução do cinema mesmo.
PS2: A continuação desse post conto as aventuras (mas nem tanto) dos shows nacionais.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Imagine a cena
Leia ouvindo:
Se você mora ou conhece Curitiba não é difícil imaginar a cena: Largo da Ordem, domingo à tarde. O pessoal da feirinha retirando as barracas, o povo da limpeza catando o lixo. Uma galera que ainda não foi pra casa da noite de sábado.
Eu adoro o Largo da Ordem justamente por causa da sua decadência. Sempre que eu vou lá, normalmente no domingo à tarde, me divirto. É uma decadência engraçada, um ‘quê’ de abandono. Mas mesmo assim sou feliz lá. Ainda mais quando eu encontro minhas amigas gatas de ‘mili’ anos! Estava morrendo de saudades.
Por isso, na mesa do Saccy, fiquei pensando sobre beber (e sua maior consequência a ressaca). Como a mulherada está bebendo em baladas. Acho isso ótimo. Temos mais é que beber mesmo.
Como eu já tinha dito no Twitter, ressaca é o novo mal do século! Mas quem tem carro cuidado com a lei seca! Momento cidadania, mas é bom lembrar né? O risco também é para os outros.
Falando em balada, fiz uma lista de coisas que eu mais me irritam quando saio a noite, lá vai:
- Fila. Vamos combinar, pra quê a enrrolação pro povo entrar no lugar? Fico indignada. Sábado, um frio de rachar, e a fila virando a esquina. Paciência!
- Pessoas que FURAM a fila na maior cara de pau. Uma vez quase saí na mão com um imbecil na fila do Bossa Nova. Quando eu estava quase entrando, o idiota veio puxar conversa com umas meninas que estavam junto. Mandei pro inferno.
- Pessoas de óculos. Gente #ficaadica comprem um par de lentes de contato! Ou vão sem óculos mesmo, ninguém enxerga em balada mesmo. Como é que pode?
- Bolsas gigantescas. Vai levar o que dentro? A mãe? Pelo amor, só o essencial.
- Boné. Sem comentários.
- Pulôver. Tinha um infeliz sábado com um sobre os ombros e amarrado na frente. Era de morrer.
Ah, sábado fui ao cinema. Como é bom andar pela cidade no feriado! Dá a sensação de sermos donos da cidade. Não tem ninguém na rua, até o ar parece mais limpo. Menos gente e menos carros nas ruas. Tudo de bom. Um ótimo exercício de observação, pois sempre passamos pelas mesmas ruas, mas nunca prestamos atenção aos detalhes.
PS: A foto é de uma noite no Largo, de dentro do Saccy, gostaria de me lembrar de mais detalhes, mas infelizmente não é possível.
PS2: Assiti “Homem de Ferro 2”. Uma palavra: tédio.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Uma ótima leitura, sempre
Paul McCartney & Wings - Live And Let Die
Nunca me decepciono com Ian McEwan. Tudo o que eu leio dele (ou quase, já explico) me deixa com uma sensação de que eu a) nunca vou escrever na minha vida igual/parecido com ele, nem nos meus melhores sonhos e que b) sempre vou lembrar de trechos, e será mais um daqueles livros em que, qualquer página que eu abrir vou tirar uma citação (vide A Insustetável Leveza do Ser, Milan Kundera, mais em breve).
Terminei meu quarto livro e meio dele, Cães Negros. Já li Reparação, Sábado, Na Praia e infelizmente, por razões que eu desconheço, não terminei de ler Jardim de Cimento. Mas um dia eu termino, juro! É um livro bárbaro, mexeu demais comigo.
Mas vamos aos Cães Negros. Na história, Jeremy é um órfão que sempre busca nos pais dos seus amigos, o carinho que ele nunca teve com os próprios pais, que morreram em um acidente de carro quando ele tinha oito anos. É por isso que ele se identifica tanto com sua sobrinha, Sally, que de uma forma é “meio órfã” já que a mãe e o pai não dão a devida atenção para a menina.
Por isso, ele fica obcecado pela história dos pais da sua mulher, Jenny. June e Bernard Tremaine são um casal de comunistas que se casaram logo após a guerra. O que acontece na lua de mel do casal, pelo interior da França é que faz o recém-casal ir se separando, mas sem nunca deixar de um influenciar na vida do outro.
Os cães negros que dão título ao livro são o motivo da lenta separação do casal, já que ali, a mulher viu a personificação do mal como ela diz, justamente para fugir do pragmatismo de Bernard. A história é contada pelo ponto de vista de Jeremy, na primeira pessoa, e trás também a queda do Muro de Berlim como um parte muito importante da história de Bernard e June que ele futuramente vai contar.
É uma ótima leitura. Fica a dica para quem quiser acompanhar esse escritor que sempre me surpreende e nunca me decepciona. Agora, algumas das frases perfeitas que eu falei no post abaixo. Espero que vocês gostem.
“Eu não era ligado a ninguém. não acreditava em coisa alguma. Não que duvidasse de tudo, ou que estivesse armado com um ceticismo útil da curiosidade racional, ou que fosse capaz de analisar todos lados de um argumento; simplesmente não me identificava com nenhuma causa, nenhum princípio duradouro, nenhuma ideia fundamental, nenhuma entidade trascendente cuja existência eu pudesse verdadeira e apaixonadamente garantir”. Pág 19.
“Eu só os conheci muito mais tarde, mas sentia uma espécie de saudade do tempo distante e breve quando Bernard e June viveram juntos, com amor e sem complicações”. Pág 41.
“Os momentos decisivos da vida são invenção de romancistas e dramaturgos, um mecanismo necessário quando uma exitência é reduzida a um enredo, traduzida por ele, quando a moral deve ser destilada de uma sequência ações, quando o público deve ir para a casa com algo inesquecível que marca o crescimento do personagem”. Pág 46.
“A verdade é que amamos, nunca deixamos de nos amar, é uma obsessão. E não conseguimos fazer coisa alguma com isso. Não fomos capazes de construir uma vida. Não pudemos desistir do amor, mas recusamos nos curvar à sua força”. Pág. 47.
“Cada desacordo era uma interrupção daquilo que sabíamos ser possível – e logo passou a haver uma única interrupção. No fim, o tempo acabou, mas as lembranças não desapareceram, acusadoras, e ainda hoje nenhum de nós pode deixar o outro em paz”. Pág. 48.
“A crença de que a vida realmente tem recompensas e castigos, que no fundo de tudo existe um padrão de significado além do que atribuímos a nós mesmos – isso é mágica consolodora”. Pág. 71.
“O racionalismo é uma fé cega”. Pág. 103.
“Podemos amar sem um deus, muito obrigado. Detesto o modo de como os cristãos sequestraram o mundo”. Pág. 104.PS: Não sou crítica literária! É só um aviso. Críticas são sempre bem vindas, mas de quem entende, por favor.
PS2: Não quis copiar aqui todas as frases do livro que eu gostei. Existem várias e elas precisam do contexto! Então leiam!

