quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Tudo se renova
O grande Gatsby, Penguin Companhia, pág. 68.
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PS: Um livro triste, que tanto ouvi falar mas só agora conheci seu final.
PS2: Mais sobre ele por aqui em breve. Prometo!
domingo, 4 de setembro de 2011
A primavera triunfa
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Crer é ver
sábado, 22 de janeiro de 2011
A banda mais perigosa do mundo
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Quando a noite chegar
Nara Leão - Quando o carnaval chegar
- Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
- Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
- Vou te escrever uma carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
- Vou ver Saturno e me lembrar de você.
- Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- O tempo não existe.
- O tempo existe, sim, e devora.
- Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
- Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.
O dia que Júpiter encontrou Saturno - Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu.
Pág 129. Editora Agir.
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PS: Às vezes, só Caio F. me entende.
sábado, 16 de outubro de 2010
A poesia de verdade nada diz
Leia ouvindo:
“Veja bem, a poesia de verdade nada diz, apenas apresenta as possibilidades. Abre todas as portas. Você pode atravessar o que quiser. … A poesia é eterna. Enquanto houver pessoas, elas irão lembrar de palavras e combinações de palavras. Nada pode sobreviver a um holocausto, exceto poesia e música. Ninguém consegue se lembrar de um livro inteiro. Ninguém consegue descrever um filme, uma escultura ou uma pintura, mas, enquanto houver seres humanos, a poesia e a música terão continuidade.
Se minha poesia tenta alcançar algum objetivo, esse objetivo é libertar as pessoas das limitações em seus modos de ver e sentir”.
Jim Morrison.
The Doors por The Doors – Ben Fong-Torres – Pág 228 – Editora Agir.
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PS: Novo livro do Doors que eu me dei de presente. Reúne entrevistas com todos os integrantes, familiares e amigos do Jim. Um trabalho enorme de pesquisa. Relato definitivo de uma das minhas bandas preferidas. Vale a leitura.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Eu não me defino
Leia ouvindo:
PS2: O Clash do 'Leia Ouvindo' de hj não é proposital. =D
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Até o dia que eu sonhei
domingo, 23 de maio de 2010
Coisas mais doces
Leia ouvindo:
Um primeiro beijo. Passeio descompromissado em dias frios com sol. Andar a esmo. Dar risada com as amigas, chorar com as amigas, falar dos outros com as amigas.
Ir a lugares que você nunca esteve. Desabafar, chorar tudo que tem para chorar. Rir de tudo. Cantar bem alto. Pertubar os vizinhos.
Fazer novos amigos, dar atenção e carinho aos antigos. Correr até ficar sem ar. Colocar a cabeça pra fora no carro. Conversar com seus pais, dar conselhos para os irmãos. Brincar com os cachorros.
Ler, dormir, comer, escrever, atualizar o blog. Falar horas no telefone com um amor ou um amigo. Ler o jornal, tomar um café, ir ao cinema.
Ir em um show, terminar um bom livro, arrumar a bagunça do quarto. Estar presente na vida daqueles que você ama. O riso de uma criança, a risada de um idoso.
Tomar uma cerveja no fim da tarde. Tomar um porre fim de semana. Relembrar os bons momentos passados com um amor antigo, relembrar os momentos nem tão bons assim.
Acordar na praia com cheiro de mar. Andar descalço. Catar conchinhas. Tomar sol. Descansar na areia. Olhar o mar.
Um novo amor, um toque na mão. Um esbarrão, um abraço. Todas as coisas são doces, basta você querer.
PS: Hoje tem Fernanda Takai, então pretendo fazer um texto sobre ela essa semana. Fiquem ligados.
PS2: Muito obrigada para todos os amigos que comentaram no post passado. Vocês são tudo na minha vida!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Onde estiver, juntos
Leia ouvindo:
Scar Tissue – Red Hot Chilli Peppers
Um relacionamento pode ser comparado a um livro.
Às vezes ficamos indecisos no começo, antes de ‘pegar no tranco’. Sempre com algumas dúvidas do tipo: prosseguir com a leitura ou não, largar no meio ou continuar? Podemos deixar ele quietinho em algum lugar, mas uma hora alguma coisa vai lembrá-lo que você precisa terminar o que começou. Mesmo que isso não te incomode mais.
Ou, podemos nos empenhar na leitura, nem perceber que as páginas estão terminando. Podemos continuar lendo, mesmo depois que o livro já está na prateleira há séculos. E o tempo vai parecer que não passou, porque você vai estar sempre com ele, como uma cicatriz.
O pior é quando não queremos que as páginas acabem. Fazemos de tudo para retardar aquele momento. Tudo para não deixar aquela sensação no coração, aquele ato de derrota quando você finalmente termina um livro. Ele te venceu. Te tornou uma pessoa melhor, mais sábia. Te ensinou várias coisas. Trechos ficarão para sempre em sua memória, gravados em seu coração.
Ou podemos ter a impressão de que o livro não te deixou tão mais sábia assim, não mexeu tanto com você. Não te tornou uma pessoa melhor. Na verdade, você tenta escondê-lo no fundo de uma gaveta, dentro do baú antigo da avó, só para não admitir que perdeu tempo. Só para não admitir que teve vergonha de ler tudo aquilo.
Mesmo quando um livro é excelente ou quando não é tão bom assim, as palavras escritas de caneta, na primeira página, sempre te trazem uma lembrança boa. Como aquelas palavras que diziam em tom de profecia: ‘Onde estiver, juntos’.
PS: A editora “Ficção ou não” está bombando. Sempre é difícil para mim escrever, mas tem se mostrado um ótimo exercício.
PS2: Estou com medo de assistir o remake do Freddy Krugger, até pq sonhei (mas sobrevivi) com o infeliz essa semana. Se eu encarar eu conto a experiência por aqui.
PS3: A foto é do meu quarto reformado! O pai ajeitou ele nas férias, ficou bem legal. Claro que faltam um monte de livros nas prateleiras e a de cima despencou com o peso das Barsas, então no momento a coitada está precisando de um reforço. Vamos esperar a boa vontade do meu pai.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Uma ótima leitura, sempre
Paul McCartney & Wings - Live And Let Die
Nunca me decepciono com Ian McEwan. Tudo o que eu leio dele (ou quase, já explico) me deixa com uma sensação de que eu a) nunca vou escrever na minha vida igual/parecido com ele, nem nos meus melhores sonhos e que b) sempre vou lembrar de trechos, e será mais um daqueles livros em que, qualquer página que eu abrir vou tirar uma citação (vide A Insustetável Leveza do Ser, Milan Kundera, mais em breve).
Terminei meu quarto livro e meio dele, Cães Negros. Já li Reparação, Sábado, Na Praia e infelizmente, por razões que eu desconheço, não terminei de ler Jardim de Cimento. Mas um dia eu termino, juro! É um livro bárbaro, mexeu demais comigo.
Mas vamos aos Cães Negros. Na história, Jeremy é um órfão que sempre busca nos pais dos seus amigos, o carinho que ele nunca teve com os próprios pais, que morreram em um acidente de carro quando ele tinha oito anos. É por isso que ele se identifica tanto com sua sobrinha, Sally, que de uma forma é “meio órfã” já que a mãe e o pai não dão a devida atenção para a menina.
Por isso, ele fica obcecado pela história dos pais da sua mulher, Jenny. June e Bernard Tremaine são um casal de comunistas que se casaram logo após a guerra. O que acontece na lua de mel do casal, pelo interior da França é que faz o recém-casal ir se separando, mas sem nunca deixar de um influenciar na vida do outro.
Os cães negros que dão título ao livro são o motivo da lenta separação do casal, já que ali, a mulher viu a personificação do mal como ela diz, justamente para fugir do pragmatismo de Bernard. A história é contada pelo ponto de vista de Jeremy, na primeira pessoa, e trás também a queda do Muro de Berlim como um parte muito importante da história de Bernard e June que ele futuramente vai contar.
É uma ótima leitura. Fica a dica para quem quiser acompanhar esse escritor que sempre me surpreende e nunca me decepciona. Agora, algumas das frases perfeitas que eu falei no post abaixo. Espero que vocês gostem.
“Eu não era ligado a ninguém. não acreditava em coisa alguma. Não que duvidasse de tudo, ou que estivesse armado com um ceticismo útil da curiosidade racional, ou que fosse capaz de analisar todos lados de um argumento; simplesmente não me identificava com nenhuma causa, nenhum princípio duradouro, nenhuma ideia fundamental, nenhuma entidade trascendente cuja existência eu pudesse verdadeira e apaixonadamente garantir”. Pág 19.
“Eu só os conheci muito mais tarde, mas sentia uma espécie de saudade do tempo distante e breve quando Bernard e June viveram juntos, com amor e sem complicações”. Pág 41.
“Os momentos decisivos da vida são invenção de romancistas e dramaturgos, um mecanismo necessário quando uma exitência é reduzida a um enredo, traduzida por ele, quando a moral deve ser destilada de uma sequência ações, quando o público deve ir para a casa com algo inesquecível que marca o crescimento do personagem”. Pág 46.
“A verdade é que amamos, nunca deixamos de nos amar, é uma obsessão. E não conseguimos fazer coisa alguma com isso. Não fomos capazes de construir uma vida. Não pudemos desistir do amor, mas recusamos nos curvar à sua força”. Pág. 47.
“Cada desacordo era uma interrupção daquilo que sabíamos ser possível – e logo passou a haver uma única interrupção. No fim, o tempo acabou, mas as lembranças não desapareceram, acusadoras, e ainda hoje nenhum de nós pode deixar o outro em paz”. Pág. 48.
“A crença de que a vida realmente tem recompensas e castigos, que no fundo de tudo existe um padrão de significado além do que atribuímos a nós mesmos – isso é mágica consolodora”. Pág. 71.
“O racionalismo é uma fé cega”. Pág. 103.
“Podemos amar sem um deus, muito obrigado. Detesto o modo de como os cristãos sequestraram o mundo”. Pág. 104.PS: Não sou crítica literária! É só um aviso. Críticas são sempre bem vindas, mas de quem entende, por favor.
PS2: Não quis copiar aqui todas as frases do livro que eu gostei. Existem várias e elas precisam do contexto! Então leiam!
domingo, 25 de abril de 2010
Vivendo e (não) aprendendo
Vou Festejar - Beth Carvalho
Sou péssima para dar conselhos. Uma das vantagens de ser minha amiga, é que eu sempre ouço, e é difícil eu expressar minha opinião de cara. Depois de um tempo posso até falar o que eu estou pensando, mas isso nem sempre acontece.
Por isso mesmo que eu não sigo nem os meus próprios conselhos. No post passado falei das coisas para se fazer sozinha. Me deu uma louca e eu saí de casa depois que eu escrevi, fui no cinema, fui na livraria, tomei café em um café e comprei o jornal. Para terminar o dia, caí no samba com minha amiga Paola e estou com os dois joelhos arrebentados (velhice!).
Será que foi um passo importante? Talvez. Como eu disse, as coisas tem que acontecer naturalmente, sem pressão. Um dia de cada vez. E claro, reaprender a fazer as coisas, reaprender a ser você novamente.
PS: Ontem fui no cinema, finalmente assisti O Segredo de Seus Olhos. Estou chocada até agora. O cinema mexe comigo de uma maneira que eu não consigo explicar. Um filmão. Vou deixar para quem entende tentar explicar. Aqui e aqui. Um dos melhores diálogos do filme, na minha humilde opinião é quando Sandoval (Guillermo Francella) conversa com Benjamin (Ricardo Darín) em um boteco de Buenos Aires tentando desvendar o crime que acontece no início da trama. Ele diz para seu companheiro que um homem pode mudar tudo, nome, cidade, país, religião, Deus. Mas não pode mudar uma paixão. Devastador.
PS2: Comprei o livro da Alice no País das Maravilhas. Uma edição boa, bonita e barata da editora Zahar. Leitura de domingo. Ah, vem o Alice através do Espelho nessa edição também. Aproveitem!
PS3: Estou bolando um post sobre o novo mal do século. A ressaca! Aguardem!





