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quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tudo se renova

"E assim, com o sol e as explosões de folhas brotando nas árvores, à maneira como as coisas crescem num filme acelerado, tive aquela certeza familiar de que a vida se renova a cada verão".

O grande Gatsby, Penguin Companhia, pág. 68.



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PS: Um livro triste, que tanto ouvi falar mas só agora conheci seu final.
PS2: Mais sobre ele por aqui em breve. Prometo!

domingo, 4 de setembro de 2011

A primavera triunfa


"Com tantas árvores na cidade, podia-se ver a primavera chegando dia a dia, até que uma noite de vento quente a traria de repente na manhã seguinte. Pesadas chuvas frias poderiam retardá-la às vezes, e temíamos que nunca mais chegasse, fazendo-nos perder, assim, uma estação em nossa vida. Esse era o único tempo realmente triste em Paris porque era fora do natural. A gente já espera ficar triste no outono. Uma parte da gente morre a cada ano, quando as folhas caem das arvores e seus galhos ficam nus, batidos pelo vento e pela luz fria, invernal. Mas sabíamos que haveria sempre outra primavera, como sabíamos que o rio fluiria de novo depois de ser congelado. Quando as chuvas frias continuavam durante longo tempo e acabavam matando a primavera, era como se um jovem tivesse morrido à toa.
Naqueles dias, porém, a primavera triunfava, mas dava-nos um frio na espinha pensar que faltava pouco para que ela tivesse falhado". 

Paris é uma festa, Ernest Hemingway. Pág. 59 - Bertrand Brasil.

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PS: Tatie, meu BFF do feriado.
PS2: Primavera é a minha estação gente.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Crer é ver


"Senti uma decepção já familiar. Ninguém conseguia concordar em nada. Vivíamos numa névoa de percepções fugidias, compartilhadas apenas em parte, e nossos dados sensoriais eram distorcidos por um prisma feito de desejo e crença, que também alterava nossas memórias. Víamos e lembrávamos em nosso próprio favor, e íamos nos autopersuadindo ao longo do caminho. A objetividade implacável, principalmente em relação a nós mesmos, sempre foi uma estratégia social condenada. Somos descendentes daqueles contadores de meias-verdades que, passionais e indignados, no afã de convencer os outros, simultaneamente convenciam a si mesmos. Através das gerações o sucesso fora nos selecionando, e com o sucesso surgiu esse nosso defeito, gravado profundamente nos nossos genes, como sulcos numa trilha de carroças: quando não era o quer queríamos, não conseguíamos concordar sobre o que estava na nossa frente. Crer é ver. É por isso que há divórcios, disputas por território, e guerras, e é por isso que esta estátua de Virgem Maria chora lágrimas ou aquela, de Ganesh, bebe leite. E era por isso que a metafísica e a ciência eram inimigas tão corajosas, invenções tão espantosas, maiores do que a roda, maiores do que a agricultura: artefatos humanos dirigidos contra a textura da natureza humana. A verdade desinteressada. Mas isso não conseguia nos salvar de nós mesmos; os sulcos eram profundos demais. Não podia haver redenção particular na objetividade”.

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Amor para Sempre - Ian McEwan - Editora Rocco.

PS: Oitavo livro do McEwan terminado hj na volta pra casa. Sexto com lugar garantido na prateleira. ;D

sábado, 22 de janeiro de 2011

A banda mais perigosa do mundo

Leia ouvindo:

"Por que fomos parar no 4-Dice Restaurant, em Fordyce, Arkansas, para almoçar no final de semana do Dia da Indepedência? Aliás, qualquer que fosse o dia? Mesmo com tudo o que eu já sabia depois de dez anos percorrendo de carro o Cinturão da Bíblia. A cidadezinha de Fordice. Rolling Stones no cardápio da polícia, em todo o território dos Estados Unidos. Todos os tiras querendo prender a gente, fosse do jeito que fosse, para se promoverem, serem promovidas e patrioticamente livrar a América dessas "bichinhas" inglesas. Estávamos em 1975, tempos de brutalidade e confronto. A temporada de caça aos Stones foi declarada aberta desde nossa última turnê, a de 1972, chamada STP. O Departamento de Estado tinha registrado tumulto nas ruas (verdade), desobediência civil (novamente verdade), sexo ilícito (seja lá o que isso quer dizer) e violência em vários lugares dos Estados Unidos. Tudo por nossa culpa, meros menestréis. Tínhamos incitado os jovens a se rebelar, estávamos corrompendo a América, e eles decretaram que nós nunca mais entraríamos nos Estados Unidos de novo. No governo de Nixon isso havia se tornado uma questão política séria. Ele tinha pessoalmente lançado mão de truques muito baixos e atiçado seus cães contra John Lennon que, no seu entendimento, poderia custar-lhe a eleição. Quanto a nós, disseram oficialmente ao nosso advogado, formávamos a banda de rock and roll mais perigosa do mundo". 

Trecho de Vida - Keith Richards.


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PS: Ganhei o livro do Keith e o vinil dos Beatles da Aline de Natal atrasado junto com um cartão lindo. Obrigada amiga! 
PS2: Tenho que agradecer todos os dias os amigos que eu tenho, eles são os melhores do mundo.
PS3: Já agradeci a Aline? Ah, obrigadaaaa amiga! =D

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quando a noite chegar

Leia ouvindo:

Nara Leão - Quando o carnaval chegar


- Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
- Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
- Vou te escrever uma carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
- Vou ver Saturno e me lembrar de você.
- Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- O tempo não existe.
- O tempo existe, sim, e devora.
- Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
- Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

O dia que Júpiter encontrou Saturno - Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu.
Pág 129. Editora Agir.

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PS: Às vezes, só Caio F. me entende.

sábado, 16 de outubro de 2010

A poesia de verdade nada diz

Leia ouvindo:

The Doors – Moolight Drive

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“Veja bem, a poesia de verdade nada diz, apenas apresenta as possibilidades. Abre todas as portas. Você pode atravessar o que quiser. … A poesia é eterna. Enquanto houver pessoas,  elas irão lembrar de palavras e combinações de palavras. Nada pode sobreviver a um holocausto, exceto poesia e música. Ninguém consegue se lembrar de um livro inteiro. Ninguém consegue descrever um filme, uma escultura ou uma pintura, mas, enquanto houver seres humanos, a poesia e a música terão continuidade.
Se minha poesia tenta alcançar algum objetivo, esse objetivo é libertar as pessoas das limitações em seus modos de ver e sentir”.

Jim Morrison.

The Doors por The Doors – Ben Fong-Torres – Pág 228 – Editora Agir.

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PS: Novo livro do Doors que eu me dei de presente. Reúne entrevistas com todos os integrantes, familiares e amigos do Jim. Um trabalho enorme de pesquisa. Relato definitivo de uma das minhas bandas preferidas. Vale a leitura.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eu não me defino

Leia ouvindo:

The Clash - London Calling



"Só quero que você entenda que eu não me defino inteiramente pela minha relação com você. Quero que você entenda que só porque estamos esclarecendo as coisas entre nós, não quer dizer que eu esteja ficando esclarecida. Tenho outras dúvidas e preocupaçãoes e ambições. Não sei que tipo de vida eu quero e não sei em que tipo de casa eu quero morar e a quantidade de dinheiro que estarei ganhando daqui a dois ou três anos me assusta e..."

Alta Fidelidade - Nick Hornby - Ed. Rocco - Pág 218.

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PS: Amanhã escrevo sobre as minhas (rasas) impressões sobre Alta Fidelidade. Vou assistir o filme hj à noite e quero ver qual é.
PS2: O Clash do 'Leia Ouvindo' de hj não é proposital. =D

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Até o dia que eu sonhei

Leia ouvindo:


Toca o telefone:

- Alô?

- Oi, sou eu, não… Por favor, não desliga! Sei que você não quer me ouvir mas eu preciso falar. Sério! Por favor me ouça. Sumi por todo esse tempo porque eu precisava pensar na minha vida, nas decisões e nas atitudes que eu tomei, sei que pode parecer besteira tudo isso que eu estou te falando, mas tenta entender o período que eu estava passando, tenta entender os meus problemas! Não! Por favor, não me interrompa! Deixa eu terminar, precisei de muito tempo para criar coragem e te falar tudo o que está engasgado. Bom, então, desde aquela época quero conversar com você, mas não está sendo fácil. O trabalho está puxado e foi agora só que eu comecei enxergar as merdas que eu fiz. Já falei isso, não... por favor! Não! Não bufa no telefone! Para de fungar! Você está chorando? Não chora, por favor! Deixa eu continuar até o final. Então, como eu tava dizendo, me perdoa, me perdoa por tudo que eu te fiz passar. Me perdoa por deixar a sua mala pronta e eu não te buscar. Para de chorar, por favor! Você tá tentando disfarçar as fungadas mas eu estou ouvindo, quero dizer uma única coisa, eu te amo, eu te amo muito, me perdoa... volta pra mim... Alô? Alô? Você tá me ouvindo?

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PS: Levemente inspirado no último capítulo de um livro (re)lido recentemente e também no sonho da manhã.

domingo, 23 de maio de 2010

Coisas mais doces

Leia ouvindo:

Sweetest Thing – U2

Um primeiro beijo. Passeio descompromissado em dias frios com sol. Andar a esmo. Dar risada com as amigas, chorar com as amigas, falar dos outros com as amigas.

Ir a lugares que você nunca esteve. Desabafar, chorar tudo que tem para chorar. Rir de tudo. Cantar bem alto. Pertubar os vizinhos.

Fazer novos amigos, dar atenção e carinho aos antigos. Correr até ficar sem ar. Colocar a cabeça pra fora no carro. Conversar com seus pais, dar conselhos para os irmãos. Brincar com os cachorros.

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Ler, dormir, comer, escrever, atualizar o blog. Falar horas no telefone com um amor ou um amigo. Ler o jornal, tomar um café, ir ao cinema.

Ir em um show, terminar um bom livro, arrumar a bagunça do quarto. Estar presente na vida daqueles que você ama. O riso de uma criança, a risada de um idoso.

Tomar uma cerveja no fim da tarde. Tomar um porre fim de semana. Relembrar os bons momentos passados com um amor antigo, relembrar os momentos nem tão bons assim.

Acordar na praia com cheiro de mar. Andar descalço. Catar conchinhas. Tomar sol. Descansar na areia. Olhar o mar.

Um novo amor, um toque na mão. Um esbarrão, um abraço. Todas as coisas são doces, basta você querer.

PS: Hoje tem Fernanda Takai, então pretendo fazer um texto sobre ela essa semana. Fiquem ligados.

PS2: Muito obrigada para todos os amigos que comentaram no post passado. Vocês são tudo na minha vida!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Onde estiver, juntos

Leia ouvindo:

Scar Tissue – Red Hot Chilli Peppers

Um relacionamento pode ser comparado a um livro.

Às vezes ficamos indecisos no começo, antes de ‘pegar no tranco’. Sempre com algumas dúvidas do tipo: prosseguir com a leitura ou não, largar no meio ou continuar? Podemos deixar ele quietinho em algum lugar, mas uma hora alguma coisa vai lembrá-lo que você precisa terminar o que começou. Mesmo que isso não te incomode mais.

Ou, podemos nos empenhar na leitura, nem perceber que as páginas estão terminando. Podemos continuar lendo, mesmo depois que o livro já está na prateleira há séculos. E o tempo vai parecer que não passou, porque você vai estar sempre com ele, como uma cicatriz.

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O pior é quando não queremos que as páginas acabem. Fazemos de tudo para retardar aquele momento. Tudo para não deixar aquela sensação no coração, aquele ato de derrota quando você finalmente termina um livro. Ele te venceu. Te tornou uma pessoa melhor, mais sábia. Te ensinou várias coisas. Trechos ficarão para sempre em sua memória, gravados em seu coração.

Ou podemos ter a impressão de que o livro não te deixou tão mais sábia assim, não mexeu tanto com você. Não te tornou uma pessoa melhor. Na verdade, você tenta escondê-lo no fundo de uma gaveta, dentro do baú antigo da avó, só para não admitir que perdeu tempo. Só para não admitir que teve vergonha de ler tudo aquilo.

Mesmo quando um livro é excelente ou quando não é tão bom assim, as palavras escritas de caneta, na primeira página, sempre te trazem uma lembrança boa. Como aquelas palavras que diziam em tom de profecia: ‘Onde estiver, juntos’.

PS: A editora “Ficção ou não” está bombando. Sempre é difícil para mim escrever, mas tem se mostrado um ótimo exercício.

PS2: Estou com medo de assistir o remake do Freddy Krugger, até pq sonhei (mas sobrevivi) com o infeliz essa semana. Se eu encarar eu conto a experiência por aqui.

PS3: A foto é do meu quarto reformado! O pai ajeitou ele nas férias, ficou bem legal. Claro que faltam um monte de livros nas prateleiras e a de cima despencou com o peso das Barsas, então no momento a coitada está precisando de um reforço. Vamos esperar a boa vontade do meu pai.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Uma ótima leitura, sempre

Leia ouvindo:
Paul McCartney & Wings - Live And Let Die

Nunca me decepciono com Ian McEwan. Tudo o que eu leio dele (ou quase, já explico) me deixa com uma sensação de que eu a) nunca vou escrever na minha vida igual/parecido com ele, nem nos meus melhores sonhos e que b) sempre vou lembrar de trechos, e será mais um daqueles livros em que, qualquer página que eu abrir vou tirar uma citação (vide A Insustetável Leveza do Ser, Milan Kundera, mais em breve).

Terminei meu quarto livro e meio dele, Cães Negros. Já li Reparação, Sábado, Na Praia e infelizmente, por razões que eu desconheço, não terminei de ler Jardim de Cimento. Mas um dia eu termino, juro! É um livro bárbaro, mexeu demais comigo.

Mas vamos aos Cães Negros. Na história, Jeremy é um órfão que sempre busca nos pais dos seus amigos, o carinho que ele nunca teve com os próprios pais, que morreram em um acidente de carro quando ele tinha oito anos. É por isso que ele se identifica tanto com sua sobrinha, Sally, que de uma forma é “meio órfã” já que a mãe e o pai não dão a devida atenção para a menina.

Por isso, ele fica obcecado pela história dos pais da sua mulher, Jenny. June e Bernard Tremaine são um casal de comunistas que se casaram logo após a guerra. O que acontece na lua de mel do casal, pelo interior da França é que faz o recém-casal ir se separando, mas sem nunca deixar de um influenciar na vida do outro.

Os cães negros que dão título ao livro são o motivo da lenta separação do casal, já que ali, a mulher viu a personificação do mal como ela diz, justamente para fugir do pragmatismo de Bernard. A história é contada pelo ponto de vista de Jeremy, na primeira pessoa, e trás também a queda do Muro de Berlim como um parte muito importante da história de Bernard e June que ele futuramente vai contar.

É uma ótima leitura. Fica a dica para quem quiser acompanhar esse escritor que sempre me surpreende e nunca me decepciona. Agora, algumas das frases perfeitas que eu falei no post abaixo. Espero que vocês gostem.

“Eu não era ligado a ninguém. não acreditava em coisa alguma. Não que duvidasse de tudo, ou que estivesse armado com um ceticismo útil da curiosidade racional, ou que fosse capaz de analisar todos lados de um argumento; simplesmente não me identificava com nenhuma causa, nenhum princípio duradouro, nenhuma ideia fundamental, nenhuma entidade trascendente cuja existência eu pudesse verdadeira e apaixonadamente garantir”. Pág 19.
“Eu só os conheci muito mais tarde, mas sentia uma espécie de saudade do tempo distante e breve quando Bernard e June viveram juntos, com amor e sem complicações”. Pág 41.
“Os momentos decisivos da vida são invenção de romancistas e dramaturgos, um mecanismo necessário quando uma exitência é reduzida a um enredo, traduzida por ele, quando a moral deve ser destilada de uma sequência ações, quando o público deve ir para a casa com algo inesquecível que marca o crescimento do personagem”. Pág 46.
“A verdade é que amamos, nunca deixamos de nos amar, é uma obsessão. E não conseguimos fazer coisa alguma com isso. Não fomos capazes de construir uma vida. Não pudemos desistir do amor, mas recusamos nos curvar à sua força”. Pág. 47.
“Cada desacordo era uma interrupção daquilo que sabíamos ser possível – e logo passou a haver uma única interrupção. No fim, o tempo acabou, mas as lembranças não desapareceram, acusadoras, e ainda hoje nenhum de nós pode deixar o outro em paz”. Pág. 48.
“A crença de que a vida realmente tem recompensas e castigos, que no fundo de tudo existe um padrão de significado além do que atribuímos a nós mesmos – isso é mágica consolodora”. Pág. 71.
“O racionalismo é uma fé cega”. Pág. 103.
“Podemos amar sem um deus, muito obrigado. Detesto o modo de como os cristãos sequestraram o mundo”. Pág. 104.
PS: Não sou crítica literária! É só um aviso. Críticas são sempre bem vindas, mas de quem entende, por favor.

PS2: Não quis copiar aqui todas as frases do livro que eu gostei. Existem várias e elas precisam do contexto! Então leiam!

domingo, 25 de abril de 2010

Vivendo e (não) aprendendo

Leia ouvindo:
Vou Festejar - Beth Carvalho

Sou péssima para dar conselhos. Uma das vantagens de ser minha amiga, é que eu sempre ouço, e é difícil eu expressar minha opinião de cara. Depois de um tempo posso até falar o que eu estou pensando, mas isso nem sempre acontece.

Por isso mesmo que eu não sigo nem os meus próprios conselhos. No post passado falei das coisas para se fazer sozinha. Me deu uma louca e eu saí de casa depois que eu escrevi, fui no cinema, fui na livraria, tomei café em um café e comprei o jornal. Para terminar o dia, caí no samba com minha amiga Paola e estou com os dois joelhos arrebentados (velhice!).

Será que foi um passo importante? Talvez. Como eu disse, as coisas tem que acontecer naturalmente, sem pressão. Um dia de cada vez. E claro, reaprender a fazer as coisas, reaprender a ser você novamente.

PS: Ontem fui no cinema, finalmente assisti O Segredo de Seus Olhos. Estou chocada até agora. O cinema mexe comigo de uma maneira que eu não consigo explicar. Um filmão. Vou deixar para quem entende tentar explicar. Aqui e aqui. Um dos melhores diálogos do filme, na minha humilde opinião é quando Sandoval (Guillermo Francella) conversa com Benjamin (Ricardo Darín) em um boteco de Buenos Aires tentando desvendar o crime que acontece no início da trama. Ele diz para seu companheiro que um homem pode mudar tudo, nome, cidade, país, religião, Deus. Mas não pode mudar uma paixão. Devastador.

PS2: Comprei o livro da Alice no País das Maravilhas. Uma edição boa, bonita e barata da editora Zahar. Leitura de domingo. Ah, vem o Alice através do Espelho nessa edição também. Aproveitem!

PS3: Estou bolando um post sobre o novo mal do século. A ressaca! Aguardem!