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domingo, 17 de julho de 2011

Tristeza de domingo

Leia ouvindo:

Bom, aí que eu ouço em pleno domingo que, toda a terapia que eu já fiz nesta vida foi pouca. Que bom. Não vem ao caso quem disse, o porquê, nem em qual circunstância. O fato é que existe uma "obrigação" em sermos e permanecemos felizes. Como assim? Eu que sempre fui dada às rebeldias, só de birra ficava emburrada para atazanar todo mundo, um lance de carência, para ficarem perguntando o que estava acontecendo, e eu respondendo: "nada, nada". E era exatamente isso. Nada. Mania que perdi com os anos, pq a tristeza que eu comecei a sentir passou a ser real, e aí pra quê fingir?

Enfim, o que eu quero dizer é que acho essa imposição (de estar sempre feliz) quase uma ditadura. E tudo aquilo que eu tenho que fazer obrigada, faço com ódio no coração. Tudo bem que às vezes, o que fazemos no dia a dia, não significa que fazemos felizes. Como andar de ônibus (a não ser que seja para encontrar os bróder no boteco) ou ir ao banco (salvo os dias que vc vai tirar dinheiro e ficar rica). É quase impossible manter o bom humor em todas as situações.

Concordo que ficar permanentemente infeliz e reclamando de tudo é chato e patológico. Se vc é assim, por favor, procure tratamento médico especializado. Existem dias bucólicos, nostálgicos e aqueles em que tudo dá errado. Saiba diferenciar e amadureça com esses sentimentos. A humanidade agradece.

É fato que domingos nos deixam tristes e mal humorados. Simples. As perspectivas da semana podem até trazer um sentimento bom. Mas vamos combinar: em 99% dos casos, o fato de acordar cedo faz que a deprê chegue em ondas.

Em tempo: tento com muito esforço, mas muito esforço meeesmo (chega a doer) não descontar meu humor e minhas tristezas nos outros. Quem me conhece sabe. Normalmente eu falo o que está acontecendo (o motivo pelo qual estou sentido aquilo) e 17 minutos depois já estou fazendo piada.

Reservo estes momentos para mim e meus travesseiros. Uma hora as coisas melhoram.

***
PS: Não estou triste, é só um desabafo.
PS2: Foto de mili anos, de um dia que eu esqueci.
PS3: O "Leia ouvindo" voltou. Por enquanto.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Até o dia que eu sonhei

Leia ouvindo:


Toca o telefone:

- Alô?

- Oi, sou eu, não… Por favor, não desliga! Sei que você não quer me ouvir mas eu preciso falar. Sério! Por favor me ouça. Sumi por todo esse tempo porque eu precisava pensar na minha vida, nas decisões e nas atitudes que eu tomei, sei que pode parecer besteira tudo isso que eu estou te falando, mas tenta entender o período que eu estava passando, tenta entender os meus problemas! Não! Por favor, não me interrompa! Deixa eu terminar, precisei de muito tempo para criar coragem e te falar tudo o que está engasgado. Bom, então, desde aquela época quero conversar com você, mas não está sendo fácil. O trabalho está puxado e foi agora só que eu comecei enxergar as merdas que eu fiz. Já falei isso, não... por favor! Não! Não bufa no telefone! Para de fungar! Você está chorando? Não chora, por favor! Deixa eu continuar até o final. Então, como eu tava dizendo, me perdoa, me perdoa por tudo que eu te fiz passar. Me perdoa por deixar a sua mala pronta e eu não te buscar. Para de chorar, por favor! Você tá tentando disfarçar as fungadas mas eu estou ouvindo, quero dizer uma única coisa, eu te amo, eu te amo muito, me perdoa... volta pra mim... Alô? Alô? Você tá me ouvindo?

***

PS: Levemente inspirado no último capítulo de um livro (re)lido recentemente e também no sonho da manhã.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Onde estiver, juntos

Leia ouvindo:

Scar Tissue – Red Hot Chilli Peppers

Um relacionamento pode ser comparado a um livro.

Às vezes ficamos indecisos no começo, antes de ‘pegar no tranco’. Sempre com algumas dúvidas do tipo: prosseguir com a leitura ou não, largar no meio ou continuar? Podemos deixar ele quietinho em algum lugar, mas uma hora alguma coisa vai lembrá-lo que você precisa terminar o que começou. Mesmo que isso não te incomode mais.

Ou, podemos nos empenhar na leitura, nem perceber que as páginas estão terminando. Podemos continuar lendo, mesmo depois que o livro já está na prateleira há séculos. E o tempo vai parecer que não passou, porque você vai estar sempre com ele, como uma cicatriz.

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O pior é quando não queremos que as páginas acabem. Fazemos de tudo para retardar aquele momento. Tudo para não deixar aquela sensação no coração, aquele ato de derrota quando você finalmente termina um livro. Ele te venceu. Te tornou uma pessoa melhor, mais sábia. Te ensinou várias coisas. Trechos ficarão para sempre em sua memória, gravados em seu coração.

Ou podemos ter a impressão de que o livro não te deixou tão mais sábia assim, não mexeu tanto com você. Não te tornou uma pessoa melhor. Na verdade, você tenta escondê-lo no fundo de uma gaveta, dentro do baú antigo da avó, só para não admitir que perdeu tempo. Só para não admitir que teve vergonha de ler tudo aquilo.

Mesmo quando um livro é excelente ou quando não é tão bom assim, as palavras escritas de caneta, na primeira página, sempre te trazem uma lembrança boa. Como aquelas palavras que diziam em tom de profecia: ‘Onde estiver, juntos’.

PS: A editora “Ficção ou não” está bombando. Sempre é difícil para mim escrever, mas tem se mostrado um ótimo exercício.

PS2: Estou com medo de assistir o remake do Freddy Krugger, até pq sonhei (mas sobrevivi) com o infeliz essa semana. Se eu encarar eu conto a experiência por aqui.

PS3: A foto é do meu quarto reformado! O pai ajeitou ele nas férias, ficou bem legal. Claro que faltam um monte de livros nas prateleiras e a de cima despencou com o peso das Barsas, então no momento a coitada está precisando de um reforço. Vamos esperar a boa vontade do meu pai.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sua posição preferida

Leia ouvindo:

Detalhes – Roberto Carlos

Sentada na cama, com os joelhos dobrados, o braço esquerdo abraçando as pernas, a mão direita puxando o lábio inferior. O olhar fixo em algum ponto do quarto, o cabelo desarrumado, vestida sempre com o seu pijama. Ao lado, seus livros “de adolescente”, como gostava de dizer, relidos pela terceira, quarta vez. Só para não pensar nele. Tudo para ocupar sua mente.

Quantos dias tinham se passado? Semana? Meses? Não conseguia lembrar, não queria lembrar. Estava começando a bloqueá-lo da sua mente. Não queria lembrar das conversas, das tardes ensolaradas, das idas ao cinema, dos acampamentos, das férias na praia. Não queria lembrar dos momentos que passaram juntos.
Para isso, tinha um “macete”. Quando vinha alguma alguma imagem dos dois em sua cabeça, colocava as palmas mãos nos ouvidos, fechava bem os olhos e chacoalhava a cabeça com força. Assim, os pensamentos escapavam, um pouco.

As coisas estavam se encaixando, com o tempo. Mas para dois “detalhes” ela ainda não tinha solução. O buraco no peito, como se tivessem arrancado seu coração e seus sonhos. Porque ela conseguia controlar tudo, menos seu subconsciente.

PS: Outro texto para a editoria “Ficção ou não”.

PS2: Hoje é sexta! Comemoração do aniver da Ana Carolina, minha arquiteta preferida. A noite promete!

PS3: E o dia amanheceu lindo. Sem chuva e com sol! Pedir calor já é demais né? Mesmo assim, adoro dias frios com sol.