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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A pérola

Hoje na janta, um assunto puxando o outro. Nem sei como começamos.
Minha mãe:

- Parece aquele filme, Montain Bike.

Três rostos:

- Ahm?

A resposta, aqui.

***
PS: Papo que só acontece na Wences, gente.

domingo, 14 de agosto de 2011

Uma carta para meu pai

Gato, tudo bem?

Não sei se você lê o Elo, sei que sua vida é corrida. Sei que você não tem tempo de ficar na internet, e quando fica, resolve o que tem que ser feito e pronto. Por isso Pai, quero que saiba que o texto de hoje é dedicado à você. O único que me entende. O único que não me julga. Me dá a mão quando eu preciso e está sempre ao meu lado. Me escuta e tbém faaaaala "pra mais de metro". Você me ensinou a cozinhar, me deu uma infância rígida, mas divertida. Se sacrificou por mim (por nós) e nunca pediu nada em troca. Tem um coração imenso, onde sempre cabe mais um. Esteve comigo na pior época da minha vida, me apoiando.

Obrigada pelas brigas (acho que foram poucas) pelas noites acordado quando eu passo mal. Pelas risadas nos domingos pela manhã quando eu conto como foi a noite. Pelo sarro que você tira quando chego tropeçando de madrugada. Obrigada por segurar minha mão, quando estou ao seu lado, quando você dirige. Por sempre perguntar como foi meu dia. Por me acordar qndo eu perco a hora. Pelo bom dia sempre animado. Obrigada por me dar irmãos maravilhosos, férias inesquecíveis no interior e tantos ensinamentos. Obrigada por tudo gato, vc não é perfeito, mas é o único homem que eu já amei.

Feliz Dia dos Pais,
De sua filha,

Lálika.



***
PS: Estou para escrever sobre o pai desde quando ele fez 60 anos, em fevereiro. A carta de hoje é um começo.
PS2: Gato, te amo!

domingo, 17 de julho de 2011

Tristeza de domingo

Leia ouvindo:

Bom, aí que eu ouço em pleno domingo que, toda a terapia que eu já fiz nesta vida foi pouca. Que bom. Não vem ao caso quem disse, o porquê, nem em qual circunstância. O fato é que existe uma "obrigação" em sermos e permanecemos felizes. Como assim? Eu que sempre fui dada às rebeldias, só de birra ficava emburrada para atazanar todo mundo, um lance de carência, para ficarem perguntando o que estava acontecendo, e eu respondendo: "nada, nada". E era exatamente isso. Nada. Mania que perdi com os anos, pq a tristeza que eu comecei a sentir passou a ser real, e aí pra quê fingir?

Enfim, o que eu quero dizer é que acho essa imposição (de estar sempre feliz) quase uma ditadura. E tudo aquilo que eu tenho que fazer obrigada, faço com ódio no coração. Tudo bem que às vezes, o que fazemos no dia a dia, não significa que fazemos felizes. Como andar de ônibus (a não ser que seja para encontrar os bróder no boteco) ou ir ao banco (salvo os dias que vc vai tirar dinheiro e ficar rica). É quase impossible manter o bom humor em todas as situações.

Concordo que ficar permanentemente infeliz e reclamando de tudo é chato e patológico. Se vc é assim, por favor, procure tratamento médico especializado. Existem dias bucólicos, nostálgicos e aqueles em que tudo dá errado. Saiba diferenciar e amadureça com esses sentimentos. A humanidade agradece.

É fato que domingos nos deixam tristes e mal humorados. Simples. As perspectivas da semana podem até trazer um sentimento bom. Mas vamos combinar: em 99% dos casos, o fato de acordar cedo faz que a deprê chegue em ondas.

Em tempo: tento com muito esforço, mas muito esforço meeesmo (chega a doer) não descontar meu humor e minhas tristezas nos outros. Quem me conhece sabe. Normalmente eu falo o que está acontecendo (o motivo pelo qual estou sentido aquilo) e 17 minutos depois já estou fazendo piada.

Reservo estes momentos para mim e meus travesseiros. Uma hora as coisas melhoram.

***
PS: Não estou triste, é só um desabafo.
PS2: Foto de mili anos, de um dia que eu esqueci.
PS3: O "Leia ouvindo" voltou. Por enquanto.

domingo, 3 de julho de 2011

O verdadeiro cobertor de orelha

Nas noites frias de Curitiba, a briga aqui em casa é por ele. O grande Seprocado. Esse é o nome do cobertor mais antigo, que claro, tem uma história curiosa. Minha mãe o comprou logo quando veio para cá, 30 anos atrás (isso mesmo!). Ele é de nailon, verde e lazarento de feio. Mas como é quentinho! 

Por anos ficou esquecido dentro de algum guarda roupa, sem ninguém dar bola. Quando eu comecei a acampar, ressuscitei ele. Por ser fácil de carregar, esquentava as noites frias dentro da barraca. Ficou desaparecido por um tempo, mas tornou a sua casa. Agora compartilha as noites geladas comigo, como é de nailon, não deixa o calor escapar. Pode fazer o frio que fizer, fico bem susse embaixo dele! Meu cobertor de orelha preferido!

Mas como assim, Seprocado? Dá onde veio este nome? Então, como eu disse, a mãe comprou o cobertor mili anos atrás, mas não teve como pagar. Assim, o nome dela foi para o Seproc, de tanto meu pai tirar sarro, virou Seprocado. 

***
PS: Chuva, chuva e mais chuva.
PS2: Na foto, o Seprocado, o computador, a janela e a chuva.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Drops da Vida - parte VIII

Aí toca o meu celular. É meu pai.
- Filha, avisa a mãe que o pai vai chegar mais tarde pq vai doar sangue pra um parente do fulano.
- Tudo bem pai, mas é algo grave?
- Não, fiquei tranquila, só vou demorar pq tem um monte de milico pra doar na minha frente aqui na Santa Casa.
- Ok, aproveita e pergunta se tatuado pode doar.
- Claro que pode! Sua irmã sempre doa. (Se referindo a Luciana, minha irmã mais velha).
- Gato, a Lu tem uma tatuagem. Eu tenho seis, por isso pergunta aí...
- O QUÊ? Como assim seis tatuagens? (Gritando)
- Ué pai, as seis de sempre. (Dois tons abaixo do dele, meio que desesperada, olhando para os lados, pedindo ajuda)
- Mas como ASSIM? TUDO ISSO? (meio desesperado)
- Gato, é que elas ficam escondidas, está frio... (tentando me justificar)
- MAS SÃO SEIS MESMO? Vai faltar lugar! Daqui há pouco vc vira um muro pixado...

Ele continuou nessa um pouco e claro, não perguntou o lance das tatuagens.

Essa é boa tbém. Peguei o cartão do pai para sair no domingo (depois de ter saído quinta, sexta e sábado) e falei: "Gato, fique frau, só vou usar se passar de 30 reais". A conta deu R$ 130. Passei ontem o dia todo morrendo de medo dele ficar puto comigo. No fim, minha mãe intercedeu e deu tudo certo. Mas depois de tanto tempo, lembrei o que é sentir medo do meu pai, e das consequências disso. 

Ah, sem querer me justificar, mas já me justificando: Entendam: uma coisa é sentir medo, outra é respeitar. Meu relacionamento com o pai é baseado em muito amor e respeito. Não preciso ter medo dele, até pq não sou mais adolescente nem faço as coisas escondidas. Mas qndo o lance é de grana (ainda mais se gastar em boteco do dinheiro dele), bate um cagaço, admito. 

***
PS: E como se não bastasse domingo ser aquele-dia-mais-nada-a-ver-do-calendário-nacional, ontem foi dia de santo casamenteiro. Ou seja, além de ter que aguentar a encheção de saco de domingo, teve mais ontem. É demais para mim. 

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Drops da Vida - Parte VII

Leia ouvindo

Barão Vermelho - Malandragem dá um tempo

Eu, bem de buena no computador, ouvindo a versão do Barão para a música do Bezerra (como está no ‘Leia Ouvindo’) chega meu pai:

- Vou apertar, mas não acender agora (cantando todo feliz)
- ...
- Se segura malandro... (continua cantando), filha vc sabe sobre o que ele está falando né?
- Claro, pai.
- Eu não tenho nada contra a maconha sabia? Acho que tinha que liberar geral!
- Como assim pai? (um pouco chocada!)
- É verdade! Nem deve fazer tão mal assim! (como quem discute sobre levar ou não o guarda-chuva qndo sair)
- Então beleza pai! Vamos comprar um tijolo de maconha e chamar a galera pra fumar de buena aqui em casa.
- ...
- Acho melhor não né?


***

PS: Meu pai se supera a cada dia!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Somos quem podemos ser

Leia ouvindo:

Ira! - Feliz aniversário

É pessoal, 24 aninhos não se faz todo dia! Parabéns pra mim (beija o ombro, muá!) E como prometido, o tão esperado post sobre a origem (sacaram?) do meu nome! Isso mesmo, quem pensou que meus pais leram o meu nome naqueles caderninhos com significados (nada contra, acho digno) está muito enganado! Meu nome não significa força, lealdade, mulher guerreira, batalhadora... a tradução (do russo) é boneca. Sim pessoas, eu sou uma boneca! (aloka). Vamos então para a história do meu lindo nome!

Bom, quando eu era criança não achava tão lindo assim, as crianças da escola (e alguns adultos até hoje) não lembravam meu nome, eu sempre era 'aquela menina'. Demorou muito tempo para eu me acostumar, minha mãe gastou muita saliva falando que eu nome era lindo e blablablá. Se um dia eu tiver um filho, o nome será simples para que as pessoas lembrem.

1168693031_f Como alguns sabem, meu pai já tinha duas filhas quando a minha mãe ficou grávida de mim (ele estava separado, é claro). Minha mãe estava morrendo de medo que eu nascesse menina, já que ela queria dar para o meu pai seu primogênito (uma besteira sem tamanho). Ela ficou a gravidez toda sem saber se eu era menino ou menina. E o resto da família já sabia que eu era eu. Pensem na dificuldade das minhas irmãs ficarem quietas (elas eram pequenas).

Então eu nasci, em um dia 21 de setembro, céu azul, dia lindo e frio. Deve ser por isso que eu adoro dias frios com o céu azul. E não tinha nada pendurado entre as pernas. Minha mãe queria me chamar de Catarina (ui) ou Laura (ui ui). Mas o pai bateu o pé (pq eu já tinha até apelido) e sou Lálika até hoje.

Da onde saiu o Lálika? Vamos lá: Entre a mãe das minhas irmãs e a minha mãe, meu pai teve um 'cacho' com uma baiana chamada Lálika. Ele disse pra ela que caso um dia ainda tivesse uma filha, colocaria este nome nela. Segundo reza a lenda, minha mãe (ela não gosta muito de comentar sobre isso, pq será?) só ficou sabendo da história da baiana quando eu tinha uns seis anos. Aí não dava pra mudar mais né? E nessa altura, o Ton (finalmente o filho homem) já tinha vindo e a Vitória (bebê da mãe) já estava a caminho.

Será que eu seria uma pessoa diferente se tivesse um nome comum? Será que eu não seria jornalista, não teria uma cachorra chamada Melancia? Será que eu não passaria a adolescência inteira ouvindo rock progressivo? Eu acho que não. Acho que eu tivesse outro nome eu seria outra pessoa (derrr, sério?). Para outras pessoas, talvez o nome não interfira tanto na personalidade. Mas em mim interfere, interferiu e vai interferir sempre. Afinal, eu adoro ser quem eu sou!

***
PS: Já não tenho a mesma idade, envelheço na cidade pessoas! =D
PS2: Agora sim, com a minha foteeenha de criança!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Setembro chove?

Leia ouvindo:

Pato Fu – Primavera

Chegou o mês mais lindo do ano! Setembro! Mês tudibão, início da primavera, dia da árvore e… meu aniversário! Isso mesmo minha gente, dia 21 está chegando! Finalmente o ano começa para mim!
Mês nove, nove meses na barriga da mãe, nove o número mais fodão da numerologia (para quem acredita nessa porcaria), nove milhões de motivos pra dizer que esse ano tem festa. Se preparem! Afinal não é sempre que fazemos 24 aninhos!

***

PS: Versão fofa de Primavera, novo álbum do Pato Fu!

PS2: O blog não está abandonado pessoas, vida corrida vocês sabem como é que é.

domingo, 8 de agosto de 2010

As árvores somos nozes

Leia ouvindo:

Cássia Eller – Todo o amor que houver nessa vida

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Sempre morei na mesma casa, desde que eu nasci. Na verdade, morei uns anos fora, na tentativa dos meus pais de desbravar o interior do estado. Qndo voltamos para a capital, voltamos para a mesma casa, onde na época moravam os meus avós. Na sequência, eles mudaram para o sítio em Cândido de Abreu e aqui estamos, desde então.

Tenho lembranças ótimas minhas e do meus irmãos correndo pelas calçadas e desbravando o quintal. Naqueles tempos, tinha até tatu bola! E as árvores do vizinho já estavam lá. Desde épocas imemoráveis, segundo contava a minha avó.

As mini floresta começa logo que termina o nosso quintal, separado por um muro não muito alto. Lembro de criança olhar para aquelas árvores balançando e deixar a mente vagar… era tão legal! As folhas caindo, o barulho dos galhos, o cheiro do eucalipto…

Mas agora, o vizinho (que eu nunca soube quem é) resolveu cortar as árvores, como mostra a foto. Agora eu enxergo a casa dele. Agora o verde não preenche mais o espaço. Toda vez eu eu olhava pela janela da cozinha, dava com as árvores. Agora elas não existem mais. Ele está cortando uma a uma. Começou com uma araucária linda, no momento os coitados dos eucaliptos.

Que tristeza que me dá olhar pela janela e não ver mais as árvores que estão tão presentes em toda a minha vida. Olho e vejo um buraco, e a sensação é que esse buraco está em mim, como se na atitude do cara em cortar as árvores, cortasse um pedaço meu…

Minha mãe tenta justificar, falando que a mini floresta pode servir de mocó para ladrões, como já aconteceu. Prefiro que levem tudo, mas deixem as árvores. Todo o amor que houver nessa vida para elas, que agora estão mortas.

***

PS: Feliz dia dos pais! Em especial para o seu Vitoldo, meu gato! =D

PS2: O erro no título é intencional. Para quem não conheçe, clique aqui.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Drops da vida

Leia ouvindo:

Titãs – 32 dentes

Triiiiiiimmm!!! 6h30 o despertador avisa que está na hora de acordar.
- Cacete!
- Querida, sua primeira palavra do dia foi um palavrão!
- Vai tomar no c#$*!
- (…)

***

- Pai, você reparou que eu cortei o cabelo?
- Você cortou o cabelo?
- (…)

***

PS: Eba! Voltei com o ficção ou não, estava meio fraco desde a mudança de editoria (acho chique) aqui do Elo. Agora vou escrever tipo drops, coisas que me acontece ou o que eu ouço dos outros hehe.

PS2: Ah o fim de semana, sempre tão bom qndo ele chega!

PS3: Titãs again no ‘leia ouvindo’. Não consegui pensar em outra música e pq estou ouvindo desde ontem…