segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vem com tudo, seu lindo!

Eu ia fazer um post especial sobre o ano, tipo uma retrospectiva das coisas que me aconteceram, mas acho que as palavras do Drummond sobre o ano novo, dizem muito mais que as minhas mal traçadas linhas.
Vou viajar terça e amanhã vai ser corrido. Então, sejam felizes em 2011. De resto a gente corre atrás!
E esperem muitas novidades aqui no Elo ano que vem. Boas histórias não vão faltar, deixem comigo.

***

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

1+1=2

Leia ouvindo:
Pixies - Wheres is my mind?

Uma pergunta que eu sempre me faço, quando me deparo com situações inusitadas (algumas minhas ou de outras pessoas) é: até onde vai o grau da loucura? Pergunta que até hoje, não consegui responder, apesar de ter conversado bastante sobre isso, em mesas de botecos, principalmente.

Pois bem. Dias atrás resolvi comprar dois livros do Ian McEwan, escritor inglês que eu já paguei pau aqui, Solar e Na Praia. O primeiro é lançamento e o segundo já é antigo. Comprei pela Estante Virtual, site que reúne milhares de sebos, então o preço é bem bacaninha, já que dinheiro é coisa rara na minha carteira, apesar de não me incomodar em pagar 'caro' em um bom livro, mas se eu posso economizar, economizarei.

Ok, fiz a compra. Demora um pouquinho pra chegar em casa, encomenda simples e tals. Os dias passam, os livros chegam. Começo a ler Solar (ainda não terminei) e coloco o outro na prateleira. Bem alegre e serelepe, como diz uma amiga.

Mais alguns dias passam. Essa época do ano é terrível para mim. Odeio Natal, papai noel e pisca-pisca. Sempre fico introspectiva, pensando o que estou fazendo da minha vida, tentando lembrar o porque de não ter realizado nenhuma meta do ano novo, fazendo um retrospecto das coisas que eu fiz e deixei de fazer. Faço planos para o ano que vai chegar: 'vou dar um jeito na minha vida, gastar menos dinheiro com cachaça, ir mais ao teatro ou ao cinema, fazer o bem, viajar, encontrar o amor da minha vida, emagrecer' essas coisas.

Eis que eu chego em casa, uma noite, super cansada lá da Revista. Sento na minha cama, penso no dia de trabalho, mas coisas feitas, nas palavras ditas. Viro a cabeça para a esquerda, olho para os meus livros, que ficam bem na minha frente, e penso: "ai como eu adoro meus livros, eles são a unica coisa de valor que eu tenho. Ai como eu adoro o Ian McEwan! Aos pouquinhos vou comprando os livros dele, mas já tenho o Na Praia, Sábado, Na Praia, Cães Negros..."

Ops, deu tilt. Como assim Na Praia e Na Praia?

Sim pessoas, eu comprei um livro que eu já tinha. Eu simplesmente esqueci. Me dei ao trabalho de entrar no site, encomendar, pagar e esperar. Daí o livro chegou e eu coloquei na prateleira quase ao lado do outro e não percebi. Gente, eu não percebi.

Só que quando eu me deparei com a "cagada", reparei como ando distraída. Como coisas supérfluas andam sugando minha energia, fazendo eu esquecer de coisas tão importantes para mim. Aguardem mudanças para o ano que vem. Em 2011 esse tipo de coisa não vai acontecer. Só terei uma resolução de ano novo. 


Ah, o que eu fiz como o livro repetido? Dei para a Aline de presente, ela adorou. E fica a dica é uma ótima leitura.

***
PS:  "Leia Ouvindo" repetido. O blog é meu e eu mando aqui. Coloco a música que eu quiser, capiche?
PS2: Ai ai, dezembro. Mês de reflexão. 2010 foi um ano libertador, 2011 venha com tudo, seu lindo.
PS3: Minha irmã faz 18 anos por esses dias. O baby cresceu.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Não te abandonei

Leia ouvindo:

Vinícius de Moraes - Samba da bênção



Gente, não esqueci de vocês. A vida anda corrida. Revista em fechamento, planos para o fim do ano e shows do ano que vem estão consumindo meu tempo. Além dos três livros novos que chegaram essa semana. Correria danada.

Aguardem!
Novidades por aqui em breve.

***

PS: Hoje é dia do samba. No "Leia Ouvindo" uma das músicas mais lindas já compostas.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Jogo do Currículo

Leia ouvindo:
Pato Fu - Me explica



Eu nunca vi neve.
Eu já dormi 30 horas seguidas.
Eu já fiquei 32 horas acordada.
Eu nunca tive um diário.
Eu já nadei pelada.
Eu nunca dirigi.
Eu já chorei por amor.
Eu nunca li  Foucault.
Eu já decepcionei meu pai.
Eu nunca pintei o cabelo.
Eu já desejei a morte.
Eu nunca entrei em uma academia.
Eu nunca fiz um exame de sangue.
Eu já passei um ano novo dormindo em uma barraca, com chuva.
Eu já furei o tubo.
Eu já fui arrastada pelos cabelos para a aula de catequese.
Eu nunca aprendi a fazer regra de três.
Eu já me apaixonei por um desconhecido, no ônibus.

(continua...)

***
PS: Deixem seus 'eu já e eu nunca' nos comentários!
PS2: Imitando as ótimas: Marina W, Ronise e Tina.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Cinco coisas sobre mim

Leia ouvindo:
Eu - Pato Fu



1 - Quando a noite chega, eu fico rouca.
2 - Faço tudo de meia, menos tomar banho.
3 - Só confio 100% na minha intuição.
4 - Quase morri atropelada por um carro em marcha ré. Duas vezes.
5 - Minha palavra em inglês preferida é 'suspicious'.

***

PS: Iniciando uma nova série aqui no Elo: Sobre mim.
PS2: Foto da estadia em Buenos Aires. Da cor do banco!
PS3: Calorzinho néam pessoal?

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Nem foi tempo perdido...

Leia ouvindo:
Legião Urbana - Tempo Perdido



Ontem fui na facul e peguei o meu diploma. Fiquei tirando sarro no Twitter sobre a utilidade dele, nesses tempos onde não é preciso ter qualificação para ser jornalista. Mas confesso que fiquei feliz com aquele pedaço de papel.

Fiquei feliz pq tive a certeza que foi o fim de um ciclo na minha vida. Durante o tempo que passei na faculdade (foram mais de quatro anos, como já contei aqui) conheci muitas pessoas, fiz grandes amigos, aprendi e cresci muito como pessoa e principalmente como profissional.

Mas passou. Sou uma pessoa cíclíca, tenho fases para tudo na minha vida, minha fase estudante universitária já era. Como se o diploma não significasse apenas que agora eu posso 'gozar de todos os direitos e prerrogativas legais', mas significasse o fim de uma era, o fim de uma Lálika que foi, e já não é mais.

Agora, que venham novas fases de crescimento profissional, novas amizades, novos contatos. O que ficou para trás, passou. Aquela menina, não existe mais.

***

PS: Novembro né, fim do ano.
PS2: Post sobre o SWU vai sair minha gente, só preciso pegar as fotos com a Ana Carolinda!

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Quando a noite chegar

Leia ouvindo:

Nara Leão - Quando o carnaval chegar


- Quando a noite chegar cedo e a neve cobrir as ruas, ficarei o dia inteiro na cama pensando em dormir com você.
- Quando estiver muito quente, me dará uma moleza de balançar devagarinho na rede pensando em dormir com você.
- Vou te escrever uma carta e não mandar.
- Vou tentar recompor teu rosto sem conseguir.
- Vou ver Júpiter e me lembrar de você.
- Vou ver Saturno e me lembrar de você.
- Daqui a vinte anos voltarão a se encontrar.
- O tempo não existe.
- O tempo existe, sim, e devora.
- Vou procurar teu cheiro no corpo de outra mulher. Sem encontrar, porque terei esquecido. Alfazema?
- Alecrim. Quando eu olhar a noite enorme do Equador, pensarei se tudo isso foi um encontro ou uma despedida.
- E que uma palavra ou um gesto, seu ou meu, seria suficiente para modificar nossos roteiros.

O dia que Júpiter encontrou Saturno - Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu.
Pág 129. Editora Agir.

**
PS: Às vezes, só Caio F. me entende.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Drops da Vida - Parte VII

Leia ouvindo

Barão Vermelho - Malandragem dá um tempo

Eu, bem de buena no computador, ouvindo a versão do Barão para a música do Bezerra (como está no ‘Leia Ouvindo’) chega meu pai:

- Vou apertar, mas não acender agora (cantando todo feliz)
- ...
- Se segura malandro... (continua cantando), filha vc sabe sobre o que ele está falando né?
- Claro, pai.
- Eu não tenho nada contra a maconha sabia? Acho que tinha que liberar geral!
- Como assim pai? (um pouco chocada!)
- É verdade! Nem deve fazer tão mal assim! (como quem discute sobre levar ou não o guarda-chuva qndo sair)
- Então beleza pai! Vamos comprar um tijolo de maconha e chamar a galera pra fumar de buena aqui em casa.
- ...
- Acho melhor não né?


***

PS: Meu pai se supera a cada dia!

sábado, 16 de outubro de 2010

A poesia de verdade nada diz

Leia ouvindo:

The Doors – Moolight Drive

doors 2 

“Veja bem, a poesia de verdade nada diz, apenas apresenta as possibilidades. Abre todas as portas. Você pode atravessar o que quiser. … A poesia é eterna. Enquanto houver pessoas,  elas irão lembrar de palavras e combinações de palavras. Nada pode sobreviver a um holocausto, exceto poesia e música. Ninguém consegue se lembrar de um livro inteiro. Ninguém consegue descrever um filme, uma escultura ou uma pintura, mas, enquanto houver seres humanos, a poesia e a música terão continuidade.
Se minha poesia tenta alcançar algum objetivo, esse objetivo é libertar as pessoas das limitações em seus modos de ver e sentir”.

Jim Morrison.

The Doors por The Doors – Ben Fong-Torres – Pág 228 – Editora Agir.

doors 1

***

PS: Novo livro do Doors que eu me dei de presente. Reúne entrevistas com todos os integrantes, familiares e amigos do Jim. Um trabalho enorme de pesquisa. Relato definitivo de uma das minhas bandas preferidas. Vale a leitura.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vai no SWU?

Leia ouvindo:


Olá pessoal, tudo bem? Tudo na mais tranquila ordem? Preparados para o fim de semana mais esperado do ano? Isso mesmo pessoas, o Dia das Crianças está chegando! Se comportaram esse ano? Fizeram a listinha de presentes para a mamãe comprar? Não? Então deixa de frescura e confira algumas dicas para você, que vai no SWU, não se ferrar! Como eu já contei aqui, já fui em alguns shows internacionais de grande porte, então posso dar umas dicas para você, querido leitor, ficar mais orientado daqui em diante! Comentem outras dicas! Me contem os perrengues que vocês já passaram para ver a banda dos seus sonhos, vou dar muita risada, óbvio.

Vamos parar de putaria e ir ao que interessa:

*Vista do SWU que acontece em Itu, este fim de semana.

- Sempre leve uma muda de roupa, meias limpas e de preferência vá de galocha ou coturno. Chove, e vira um lamaçal e vc vai se arrepender de ter ido de All Star (como eu no show do Killers). E vai voltar para casa com o pé molhado. Ninguém merece.
- Meninas: Caprichem no shortinho, tshirt da banda e galocha. Sério, não adianta mais do que isso. Se vc chegar cedo, pode até fazer frio. Mas na hora do show o calor vai ficar insuportável! Você só vai se preocupar em não perder o moletom.
- Meninos: Mesma coisa: tênis ou galocha, shorts e camiseta! Se joguem!
- Levem de casa: frutas como maçã e banana para volta, protetor solar (mesmo em dias nublados o mormaço queima!), e no caso do SWU repelente, afinal lá é no meio do mato. Leve também travesseiro e coberta para volta. Provavelmente você virá dormindo, então qndo mais confortável melhor.
- Na chegada: Não adianta levar as barrinhas de cereal para dentro do show. Normalmente a organização não deixa entrar com nenhum tipo de comida ou bebida. Deixa no ônibus para a volta, acredite é a melhor coisa que você faz.
- Na bolsa, dentro do show: Escolha uma pequena, com um compartimento para o ingresso, dinheiro, identidade e carteirinha. Não levem a carteira inteira que se vc perder, um abraço. Coloquem o protetor solar, capa de chuva, câmera (cuidado, tem shows que é proibido) e só. É legal embrulhar em algum plástico pq se vc levar uma chuva torrencial (como eu no Killers) não molha seu moneys nem seus documentos!

Provavelmente você vai se estressar, então não dê bola para: patricinhas de salto no meio da lama (sim eu já vi), playboys, maconha (rola muito), gente bêbada. Aliás, não se estresse com as pessoas! Muito provavelmente você vai levar muitas encoxadas! Quer conforto? Fica em casa!
O que importa é que você se divirta, faça amizades e conte suas aventuras para os netos!

***
PS: Foto que o pessoal do @SWUbrasil colocou no Twitter hoje. Entederam o pq das galochas?
PS2: Conto como foi o show por aqui, semana que vem! Aguardem! =D
PS3: Não estou conseguindo postar a foto. Em casa eu atualizo. ¬¬

domingo, 3 de outubro de 2010

Contagem regressiva

Leia Ouvindo:

Pixies – Where is my mind

nirvana Kurt Cobain em entrevista para a Rolling Stone em 27 de janeiro de 1994. Quem o entrevistou foi o David Fricke. Dali há três meses ele estouraria os miolos com uma espingarda, em um suicídio mal explicado até hoje.

Ele está respondendo a uma pergunta sobre o porque deles não terem tocado Smell Like Teen Spirit no show que havia terminado.

Kurt diz:

“Mas eu mal consigo, especialmente numa noite horrível como essa, tocar ‘Teen Spirit’. Eu literalmente quero arremessar minha guitarra no chão e dar o fora. Não consigo ter prazer em tocá-la.”

Mas você deve ter se divertido ao escrevê-la.

Estivemos praticando por três meses. (…) Eu tentava escrever a canção pop definitiva. Eu basicamente estava tentando chupar dos Pixies. Preciso admitir isso (sorri). Quando ouvi pixiesos Pixies pela primeira vez, fiquei tão ligado na banda que deveria ter entrado nela – ou ao menos ter uma banda cover dos Pixies. Nós usamos suas dinâmicas, a suavidade e tranquilidade, só que bem alto e pesado. (…)

As melhores entrevistas da Revista Rolling Stone – Ed. Larousse – 445 páginas.

***

PS: Uma semana para o SWU. Sim eu vou ver os Pixies!

PS2: Momento cidadania no Elo: Pensem bem em quem votar!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Drops da Vida - Parte VI

Leia ouvindo:

The Cars - Drive

O pai volta de viagem cheio daqueles potinhos de xampu e sabonetinhos do hotel.
- Pai! o que é isso? Você pegou tudo do hotel? Eles embutiram na conta e você nem percebeu!
- Claro que não! Imagina se eles vão ter o controle disso tudo.
- Eles tem sim pai! É igual quando você vai no motel, eles tem o controle de tudo que tem no quarto e...
- Como você sabe que é assim que funciona?
- (...)
- (...)
- (...) Ahm? (como quem diz: responde!)
- Pai, acho que meu celular está tocando!

***

PS: HAHAHAHA
PS2: Sem inspiração para o 'Leia Ouvindo'...
PS3: Linda a imagem do istockphoto né? Com preguiça de procurar outra...

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Eu não me defino

Leia ouvindo:

The Clash - London Calling



"Só quero que você entenda que eu não me defino inteiramente pela minha relação com você. Quero que você entenda que só porque estamos esclarecendo as coisas entre nós, não quer dizer que eu esteja ficando esclarecida. Tenho outras dúvidas e preocupaçãoes e ambições. Não sei que tipo de vida eu quero e não sei em que tipo de casa eu quero morar e a quantidade de dinheiro que estarei ganhando daqui a dois ou três anos me assusta e..."

Alta Fidelidade - Nick Hornby - Ed. Rocco - Pág 218.

***
PS: Amanhã escrevo sobre as minhas (rasas) impressões sobre Alta Fidelidade. Vou assistir o filme hj à noite e quero ver qual é.
PS2: O Clash do 'Leia Ouvindo' de hj não é proposital. =D

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Somos quem podemos ser

Leia ouvindo:

Ira! - Feliz aniversário

É pessoal, 24 aninhos não se faz todo dia! Parabéns pra mim (beija o ombro, muá!) E como prometido, o tão esperado post sobre a origem (sacaram?) do meu nome! Isso mesmo, quem pensou que meus pais leram o meu nome naqueles caderninhos com significados (nada contra, acho digno) está muito enganado! Meu nome não significa força, lealdade, mulher guerreira, batalhadora... a tradução (do russo) é boneca. Sim pessoas, eu sou uma boneca! (aloka). Vamos então para a história do meu lindo nome!

Bom, quando eu era criança não achava tão lindo assim, as crianças da escola (e alguns adultos até hoje) não lembravam meu nome, eu sempre era 'aquela menina'. Demorou muito tempo para eu me acostumar, minha mãe gastou muita saliva falando que eu nome era lindo e blablablá. Se um dia eu tiver um filho, o nome será simples para que as pessoas lembrem.

1168693031_f Como alguns sabem, meu pai já tinha duas filhas quando a minha mãe ficou grávida de mim (ele estava separado, é claro). Minha mãe estava morrendo de medo que eu nascesse menina, já que ela queria dar para o meu pai seu primogênito (uma besteira sem tamanho). Ela ficou a gravidez toda sem saber se eu era menino ou menina. E o resto da família já sabia que eu era eu. Pensem na dificuldade das minhas irmãs ficarem quietas (elas eram pequenas).

Então eu nasci, em um dia 21 de setembro, céu azul, dia lindo e frio. Deve ser por isso que eu adoro dias frios com o céu azul. E não tinha nada pendurado entre as pernas. Minha mãe queria me chamar de Catarina (ui) ou Laura (ui ui). Mas o pai bateu o pé (pq eu já tinha até apelido) e sou Lálika até hoje.

Da onde saiu o Lálika? Vamos lá: Entre a mãe das minhas irmãs e a minha mãe, meu pai teve um 'cacho' com uma baiana chamada Lálika. Ele disse pra ela que caso um dia ainda tivesse uma filha, colocaria este nome nela. Segundo reza a lenda, minha mãe (ela não gosta muito de comentar sobre isso, pq será?) só ficou sabendo da história da baiana quando eu tinha uns seis anos. Aí não dava pra mudar mais né? E nessa altura, o Ton (finalmente o filho homem) já tinha vindo e a Vitória (bebê da mãe) já estava a caminho.

Será que eu seria uma pessoa diferente se tivesse um nome comum? Será que eu não seria jornalista, não teria uma cachorra chamada Melancia? Será que eu não passaria a adolescência inteira ouvindo rock progressivo? Eu acho que não. Acho que eu tivesse outro nome eu seria outra pessoa (derrr, sério?). Para outras pessoas, talvez o nome não interfira tanto na personalidade. Mas em mim interfere, interferiu e vai interferir sempre. Afinal, eu adoro ser quem eu sou!

***
PS: Já não tenho a mesma idade, envelheço na cidade pessoas! =D
PS2: Agora sim, com a minha foteeenha de criança!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Drops da Vida - Parte V

Leia ouvindo:

Chico Science e Nação Zumbi - A praieira

cerveja


Na balada:
- Me vê uma cerveja, por favor?
- Qual?
- Qual vc tem?
- Moça, tenho mais de 180 rótulos…
- Beleza, fala um por um para eu escolher!
- ¬¬'

***

PS: Da série: aconteceu no feriado! Rá! =D

PS2: Essa não aconteceu comigo, com uma amiga lá em Caxias, mas eu estava junto! haha =D

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Setembro chove?

Leia ouvindo:

Pato Fu – Primavera

Chegou o mês mais lindo do ano! Setembro! Mês tudibão, início da primavera, dia da árvore e… meu aniversário! Isso mesmo minha gente, dia 21 está chegando! Finalmente o ano começa para mim!
Mês nove, nove meses na barriga da mãe, nove o número mais fodão da numerologia (para quem acredita nessa porcaria), nove milhões de motivos pra dizer que esse ano tem festa. Se preparem! Afinal não é sempre que fazemos 24 aninhos!

***

PS: Versão fofa de Primavera, novo álbum do Pato Fu!

PS2: O blog não está abandonado pessoas, vida corrida vocês sabem como é que é.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Até o dia que eu sonhei

Leia ouvindo:


Toca o telefone:

- Alô?

- Oi, sou eu, não… Por favor, não desliga! Sei que você não quer me ouvir mas eu preciso falar. Sério! Por favor me ouça. Sumi por todo esse tempo porque eu precisava pensar na minha vida, nas decisões e nas atitudes que eu tomei, sei que pode parecer besteira tudo isso que eu estou te falando, mas tenta entender o período que eu estava passando, tenta entender os meus problemas! Não! Por favor, não me interrompa! Deixa eu terminar, precisei de muito tempo para criar coragem e te falar tudo o que está engasgado. Bom, então, desde aquela época quero conversar com você, mas não está sendo fácil. O trabalho está puxado e foi agora só que eu comecei enxergar as merdas que eu fiz. Já falei isso, não... por favor! Não! Não bufa no telefone! Para de fungar! Você está chorando? Não chora, por favor! Deixa eu continuar até o final. Então, como eu tava dizendo, me perdoa, me perdoa por tudo que eu te fiz passar. Me perdoa por deixar a sua mala pronta e eu não te buscar. Para de chorar, por favor! Você tá tentando disfarçar as fungadas mas eu estou ouvindo, quero dizer uma única coisa, eu te amo, eu te amo muito, me perdoa... volta pra mim... Alô? Alô? Você tá me ouvindo?

***

PS: Levemente inspirado no último capítulo de um livro (re)lido recentemente e também no sonho da manhã.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Entre luz e fusco

Leia ouvindo:

Echo and The Bunnymen - Lips Like Sugar

beijo

“Entre luz e fusco, tudo há de ser breve como esse instante. Nem durou muito nossa despedida, foi o mais que pôde, em casa dela, na sala de visitas, antes do acender de velas; aí é que nos despedimos de uma vez. Juramos novamente que havíamos de casar um com o outro, e não foi só o aperto de mão que selou o contrato, como no quintal, foi a conjunção de nossas bocas amorosas…”

Dom Casmurro – Machado de Assis – Pág 130 – Editora Globo.

***

PS: (Re)lendo Dom Casmurro chego a duas conclusões: A) Capitu é uma das melhores personagens femininas da história da literatura mundial. B) Bentinho é o maior corno manso da literatura brasileira. Vale a leitura.

PS2: O trecho é a despedida dos protagonistas.

PS3: Ahhh, o fim de semana…

domingo, 8 de agosto de 2010

As árvores somos nozes

Leia ouvindo:

Cássia Eller – Todo o amor que houver nessa vida

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Sempre morei na mesma casa, desde que eu nasci. Na verdade, morei uns anos fora, na tentativa dos meus pais de desbravar o interior do estado. Qndo voltamos para a capital, voltamos para a mesma casa, onde na época moravam os meus avós. Na sequência, eles mudaram para o sítio em Cândido de Abreu e aqui estamos, desde então.

Tenho lembranças ótimas minhas e do meus irmãos correndo pelas calçadas e desbravando o quintal. Naqueles tempos, tinha até tatu bola! E as árvores do vizinho já estavam lá. Desde épocas imemoráveis, segundo contava a minha avó.

As mini floresta começa logo que termina o nosso quintal, separado por um muro não muito alto. Lembro de criança olhar para aquelas árvores balançando e deixar a mente vagar… era tão legal! As folhas caindo, o barulho dos galhos, o cheiro do eucalipto…

Mas agora, o vizinho (que eu nunca soube quem é) resolveu cortar as árvores, como mostra a foto. Agora eu enxergo a casa dele. Agora o verde não preenche mais o espaço. Toda vez eu eu olhava pela janela da cozinha, dava com as árvores. Agora elas não existem mais. Ele está cortando uma a uma. Começou com uma araucária linda, no momento os coitados dos eucaliptos.

Que tristeza que me dá olhar pela janela e não ver mais as árvores que estão tão presentes em toda a minha vida. Olho e vejo um buraco, e a sensação é que esse buraco está em mim, como se na atitude do cara em cortar as árvores, cortasse um pedaço meu…

Minha mãe tenta justificar, falando que a mini floresta pode servir de mocó para ladrões, como já aconteceu. Prefiro que levem tudo, mas deixem as árvores. Todo o amor que houver nessa vida para elas, que agora estão mortas.

***

PS: Feliz dia dos pais! Em especial para o seu Vitoldo, meu gato! =D

PS2: O erro no título é intencional. Para quem não conheçe, clique aqui.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Drops da Vida - Parte IV

Leia ouvindo:

Zeca Baleiro – Telegrama

Juro que aconteceu comigo, mas algumas pessoas não acreditam. Estava aqui em casa, um sábado, bem triste, tristinha, quando a Paola me liga, tipo umas 23h.

- Guria, coloca uma roupa AGORA que eu estou passando te buscar e nós vamos sair.
- Ah não guria, tô de pijama e...
- Não quero saber! Se arrume! Em 10 minutos passo aí.
- (...) Tá bom!

Levantei (pq já estava debaixo das cobertas) me arrumei e esperei a Papoula. Achei inocentemente que íamos no samba, mas dentro do carro ela me solta:

- Guria, só pra te avisar que a gente vai no sertanejo tá?
- Como assim sertanejo, lôka?
- Sertanejo amiga, pra vc se animar.
- (...)

Não tenho nada contra de quem gosta de sertanejo. É que não faz meu estilo (acho chique). Enfim, chegamos no Victoria Villa (meu jesus).

Papo vai, papo vem, cerveja vai, cerveja vem e o ‘serta’ rolando. E eu morrendo de rir (por dentro) do povo que frequenta o lugar. Tem de tudo. De patricinha a favelado, de rock star a chaparrilha, de saia de cós alto a tênis de pantufa. Eclético não?

Lá pelas tantas, conseguimos entrar num camarote. E é aí que a história começa. Chega um ser do nada, e solta a maior pérola que esses ouvidos já tiveram a oportunidade de ouvir na minha vida. Depois das devidas apresentações, eis o diálogo:

Ele pra mim:
- Então, faz dois anos que eu não saio na noite.
- Ah! Faz tempo que eu não saio também, estava namorando. Daí com namorado é mais complicado né? A gente fica mais em casa. E vc? Tava namorando?
- Não, eu estava preso.
- (...)
- (...)

Fiquei uns 30 segundos olhando séria pra cara do infeliz. Dava para ouvir o barulho das engrenagens do meu cérebro trabalhando para tentar achar uma resposta. Minha única reação foi:
- Preso? (engasgando, meio tossindo)
- É mas consegui minha condicional e estou livre agora.
- Ah, tá. (olhando para os lados, procurando desesperadamente alguém)
- Mas não fique com receio, afinal já cumpri minha dívida com a sociedade. Está vendo minha mão? (pega a minha mão e põe na dele) Está cheia de calos! Isso pq eu agora trabalho! Coisa que eu nunca fiz antes! Aprendi a lição.
- (...) Entendi. Só um pouquinho, minha amiga está me chamando.

Estava nada. Fiquei morrendo de medo, tipo "pai me busca agora!" Toda vez que eu conto essa história, alguém pergunta: ‘Mas vc não quis saber pq ele foi preso?’ e eu ‘E se ele responde que foi por matar alguém na saída do sertanejo?’ Medo, muito medo. Sei que não podemos julgar as pessoas, mas isso é jeito de chegar em alguém na balada?

***
PS: Engraçado né? Perguntem para a Paola, é verdade.

PS2: Como acabou minha noite? Não foi com o ex-presidiário, podem ter certeza! =D

PS3: Fujam do Victoria Villa, pelo amor!

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Tudo que começa um dia acaba…

Leia ouvindo:
Bruce Springsteen – Born to Run
… ou não. Tenho uma dificuldade enorme em terminar as coisas que eu começo.
Escola: Um inferno. Do primeiro grau quase não lembro (para minha sorte), sempre passei na média, nunca me matei de estudar. Nem para a prova de matemática, química ou física.
Segundo grau: Aprendi a chegar na segunda aula e gazear a última. Nunca reprovei, mas nunca me esforcei.
Faculdade: Jornalismo. Adorava ir para aula. Mas nunca fui daquelas que já tinha assistido todos os filmes do mundo e lido  todos os livros já escrito. Demorei seis anos (e meio) pra me formar. Quase jubilei!
Teclado: Acho que eu tinha uns 15 ou 16 anos, ganhei um teclado do vô e comecei a aprender pra não decepcionar o velhinho. Quase morri durante anos. Não posso dizer que eu odiava ir para as aulas. Mas eu não gostava.
Carteira de motorista: Quando eu fiz 18 anos fui tirar a carteira. Abandonei. Um dia fiquei com preguiça de ir e nunca mais dei as caras.
Carteira de motorista (again): Ano passado comecei a frequentar as aulas na autoescola de novo. Durou um dia.
Pandeiro: Sou apaixonada por samba, ganhei um pandeiro, e se fiz dois meses de aula foi muito.
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Inglês: Ia quase morrendo de tanta ressaca todos os sábados de manhã para as aulinhas de duas horas. De novo, abandonei na metade.
Isso sem contar dos planos que ficam somente no campo dos pensamentos: morar sozinha, mochilão pela Europa, economizar dinheiro, comprar um gato, fazer trabalho voluntário, aulas de espanhol, voltar para Buenos Aires, virar uma estrela do rock ou qualquer uma das alternativas listadas acima. Desisto de tudo na vida. Um desânimo me consome assim que eu assumo algum compromisso.
Vou conseguir terminar alguma coisa um dia? Eu não sei.
***
PS: Hj não tem muitos ‘ps’s’. Estou com preguiça.
PS2: Foto de quando eu estava no voo para a Argentina. As nuvens pareciam pipoca!

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Drops da vida – Parte III

Leia ouvindo:

The Doors – Moonlight Drive

Reproduzo aqui a minha conversa (ou monólogo) com a minha irmã, a Vitória. Ela é a caçula daqui de casa, tem 17 anos.

Eu, no computador, bem tranquila. Ela começa:BaleiaCachalote

- Lálika?

- Hmmm.

- Você sabia que a baleia macho goza 300 litros? Só que desses 300 litros, só uns 10% entra na baleia fêmea, o resto fica boiando na água do mar. Daí a gente vai para a praia e toma banho no mar, junto com trilhões de espermatozóides de baleia.

- (…)

- Legal né?

***

PS: Se esse tipo de coisa não acontecesse comigo, eu não acreditaria.

PS2: A Cachalote escolhida pra ilustrar é uma pequena homenagem a uma das noites mais legais da minha vida. Esses dias, Daniel Galera e Rafael Coutinho vieram pra Curitiba lançar o novo quadrinho deles, Cachalote. Foi muito bacana. E eu aproveitei para comprar  (Eee valeu Ana, obrigada amiga!) meu exemplar de Até o dia que o Cão Morreu, um dos livros mais legais que eu já li. Me lembra uma época da minha vida tão boa, mas que passou.

PS3: Quem me ajudou a escolher o leia ouvindo foi o Thiago, pq eu não lembrava nenhuma música de praia, mar, céu ou alguma coisa do gênero. E ele simplificou com a do Doors.

PS4: Gente, eu não abandonei o Elo, é que tá corrido, trampo novo e tals.

E por último mas não menos importante:

PS5: Fim de semana! \o/

sábado, 10 de julho de 2010

Mente sã, corpo são

Leia ouvindo:

The Cure – In Between Days

Mente sã, corpo são é o ca****. O imbecil que inventou essa história nunca pegou uma balada sem poder beber em Curitiba. Fiquei gripada durante a semana tive que tomar uns remédios sinistros. O problema é que passei mal a noite e meu pai teve que sair de casa para comprar a porcaria do remédio. Na volta, ele me disse, com todas as letras, que seu eu bebesse e cortasse o efeito, ele me deixaria morrer.

Então eu como sou uma filha exemplar (e por medo da morte) obedeci meu pai. Ontem saímos para comemorar que a Anna foi  efetivada (êêêêê \o/) e não coloquei uma gota de álcool na boca. As meninas estranharam, as pessoas tiraram sarro da minha cara, mas eu continuei firme! Pensei ‘nossa, nem faz diferença’.

98777Não faz diferença pq eu estava sentada em um boteco lá no Alto da XV! Quando eu e a Dani decidimos ir no Layout a coisa ficou feia. O lugar ficou feio, o tempo ficou feio e principalmente, as pessoas ficaram feias! É por isso que eu ia lá e todo mundo era bonito! Acabou o mistério.

Mas não é só isso. Acho que qndo estamos meio de piliquinho, conversamos com as pessoas, não nos importamos se alguém esbarra ou dá uma chicotada com o cabelo, tipo aquela tia do Mortal Kombat. Como eu odeio cabelo de desconhecidos na balada.

Sinceramente, o que eu acho que é cada um deve ser feliz do seu jeito na balada. Bebendo ou não. Eu sou feliz bebendo. E hj, comemoração do niver do Ton, meu irmão, deixei de tomar a última dose do remédio. Tomara que eu não morra!

***

PS: Na foto, eu a Mi e a Dani no dia do jogo do Brasil lá no Taj. Esse dia foi legal.

PS2: Poucas vezes o ‘Leia Ouvindo’ dá tão certo como hoje. Nem sempre a música tem a ver com o post. Hoje está em sintonia, primeiro pq tocou na baladinha e segundo,  a letra ‘yesterday I got so old I felt like I could die’, foi como eu me senti ontem. Velha e achando que iria morrer.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Drops da vida – Parte II

Leia ouvindo:

Elza Soares - Eu bebo sim 

Cheguei em casa ontem e falei pro meu pai:

- Gato, vou parar de beber.

156- AHHAHAHAHHAHAHAHAHAHHAAHAHAH (toma fôlego)  HAHAHAHAHAHAHAHAH (enxuga a lágrima que escorreu) HAHAHAHAHAHAHA

- (…)

- (Respira fundo) Filha, vc é muito divertida.

- (…) ¬¬

***
PS: Gente, meu pai é muito engraçado. Me divirto com ele.

PS2: Acho que já postei essa música aqui no ‘Leia ouvindo’. Não dá nada. Na foto, eu no Taj no dia do Jogo do Brasil!

PS3: Post especial em breve sobre as coisas boas da vida! =D

sábado, 3 de julho de 2010

Valeu, Brasil!

Somos brasileiros e não desistimos nunca. A taça será nossa em 2014!

camisaselecao

***

PS: Hj não tem ‘Leia ouvindo’ em luto a derrota do Brasil.

PS2: Ahhh, o fim de semana! =D

terça-feira, 29 de junho de 2010

Eu sou o amargo da língua

Leia ouvindo:

Raul Seixas – Gita

Lembrei pelo Twitter o aniversário (de vida!) do Raul Seixas. E como esse blog é meu, ninguém manda em mim (falou) vou escrever sobre ele pq eu estou afim! Até rimou!

Se eu fizer uma forcinha, consigo lembrar a primeira vez que eu o ouvi. Acho que estava na terceira série e a tia fez uma apresentação com Gita (especialmente no ‘Leia ouvindo de hj, apesar de não ser uma das minhas preferidas do cantor). Lembro dos ensaios, mas não lembro da apresentação. E como a minha mãe nunca teve o hábito de filmar ou fotografar alguma coisa que a gente fazia na escola, não tenho fotos desse dia. Nem lembranças, que estranho.

rauzito Enfim, cheguei em casa cantando e meu pai estranhou, pq ele nunca tinha prestado atenção nisso. E logo tratou de me por para ouvir as fitas (faz tempo ein?) que ele tinha do Raul Seixas. Decorei todas, sei um monte de músicas dele de cor, e ele está sempre presente na minha vida. Seja em uma viagem pra praia ou um dia comum no iPod.

Escrevo esse texto sem tanta nostalgia como o sobre o MJ. Quando ele morreu em 89 eu tinha três aninhos, e hj ele está presente em minha vida de uma maneira diferente em comparação aos outros ídolos que morreram (mas eu divago…)

Ah, uma das minhas músicas preferidas do Raulzito é ‘Tu és o MDC da minha vida’. Acho meio brega, mas sempre coloco as frases dessa música no MSN, tipo ‘eu me lembro do dia que você entrou num bode, quebrou minha vitrola e minha coleção do Pink Floyd’ ou ‘não tem pepsi-cola que sacie a delícia dos seus beijos’ ou ‘nessa sala hj eu peço arrego, não tenho paz nem tenho sossego’ ou ‘quando eu me declarava você ria’. Muito bom! Dá pra listar um monte de músicas dele aqui.

Se depender de mim, o Raulzito ficará vivo com sua música por muito tempo.

***

PS: O jogo do Brasil ontem foi tudo de bom! Dei muita risada com as meninas e depois teve até churras em casa de desconhecidos. Adoro.

PS2: Que preguiça, meu jisuis.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

A morte de um ídolo

Leia ouvindo:

Michael Jackson – Smooth Criminal

25 de junho de 2009. Chego em casa depois do trabalho, ligo a tv e quase caio do sofá com a notícia da morte do Rei do Pop, Michael Jackson. Era quase 18h30. Lembro tão bem deste dia! Da tristeza que eu senti. A morte de um ídolo.

Lembro que eu fiquei decepcionada por ele morrer sem eu ao menos tentar ver um show dele. Afinal, a turnê “This is It'” – a última de sua carreira – tinha sido anunciada poucos dias antes. Já começava a fazer uns planos malucos se a turnê viesse para a América do Sul, eu iria vê-lo. Com certeza!michaeljacksondancando1

Mas o Michael morreu. E eu fiquei triste. Sempre o ouvi, desde criança, por influência do meu pai, que sempre gostou. Quando entrei na faculdade, tive uma aula de Teoria da Comunicação onde só falamos do Michael, e do seu mais famoso passo, o Moonwalk. Como esse passo mudou a história do Pop. Como o Michael mudou a história da música.

Acho tão estranho pensar nisso agora. Pensar que estaremos vivos quando a maioria dos nossos ídolos morrerem. Tenho a sensação de que eu deveria morrer antes. O bom é que os verdadeiros ídolos permanecem.

***

PS: Vi na Gazeta do Povo um livro novo sobre o Michael, quero ver se compro.

PS2: Hj tem jogo do Brasil! =D

segunda-feira, 21 de junho de 2010

190 milhões em ação!

Leia ouvindo:

Skank – É uma partida de futebol

Existe alguém que não torça para o Brasil em época de Copa? Acho isso o cúmulo do absurdo. Afinal, o futebol é uma força que nos une, sem contar que é tão divertido torcer, xingar o juíz, cobrar as injustiça cometidas!

Gente que torce para outros times (principalmente Argentina) ou que fica fazendo uruca nos jogos. Coitados. Eu não entendo nada de futebol, não acompanho os campeonatos, não sei quem está em primeiro no Brasileirão, muito menos no Paranaense. Mas em época de Copa do Mundo, viro expert, dou palpite, assisto aos jogos, falo quem tá jogando bem. Até aprendi o que é impedimento!

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O legal é vestir a camisa verde e amarela nessa época e ser feliz! Isso é que conta! Justamente por isso, eu a Dani e a Michelle vestimos as cores verde, amarelo ou azul e gritamos, torcemos, juramos o juíz de morte ontem no Zapatta! E depois ainda caímos no samba! Expulsar o Kaká é muita sacanagem, como eu vi no Twitter, sempre tem um francês tentando ferrar o Brasil de qualquer jeito!65478

Ah, ainda por cima demos sorte e ganhamos o bolão no bar! Opa, três cervejas nos aguardam próxima vez que fomos no Zappata! Que engraçado. Teve até vuvuzela roubada. Pena que roubaram de mim depois. Mas dá nada, ladrão que rouba ladrão (ZZzzzZZ)…

E que venha Portugal sexta! Fizeram 7 gols hoje? Não tenho medo! Podem vir quente que estaremos fervendo esperando vocês gajos!

***
PS: Cibe, se acalme que eu estou pensando em super post sobre os bares decadentes da cidade!

PS2: E o fim de semana acabou ficando agitado com o jogo do Brasil.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Drops da vida

Leia ouvindo:

Titãs – 32 dentes

Triiiiiiimmm!!! 6h30 o despertador avisa que está na hora de acordar.
- Cacete!
- Querida, sua primeira palavra do dia foi um palavrão!
- Vai tomar no c#$*!
- (…)

***

- Pai, você reparou que eu cortei o cabelo?
- Você cortou o cabelo?
- (…)

***

PS: Eba! Voltei com o ficção ou não, estava meio fraco desde a mudança de editoria (acho chique) aqui do Elo. Agora vou escrever tipo drops, coisas que me acontece ou o que eu ouço dos outros hehe.

PS2: Ah o fim de semana, sempre tão bom qndo ele chega!

PS3: Titãs again no ‘leia ouvindo’. Não consegui pensar em outra música e pq estou ouvindo desde ontem…

quinta-feira, 17 de junho de 2010

O pulso (ainda) pulsa

Leia ouvindo:

Titãs - O pulso

Fiquei doente a semana inteira. Explica o abandono do Elo (tadinho), meu mau humor, minha vontade de morrer de matar todos, a falta de paciência e outras coisinhas mais.

Achei sinceramente que fosse morrer. Sorte que tomei aquela vacina da gripe A, se não eu acho que eu morria mesmo.

Claro que eu não pude ‘forguetear’ (como diria minha tia, mas existe essa palavra?) o tanto que eu queria durante o fim de semana do dia dos namorados. Acabei saindo na sexta, de vestido, com aquele frio do c$%&*. E eu já estava doente na sexta! Conclusão: sábado e domingo muito remédio e descanso.

gripe_espi Mesmo assim quase fui com a Ana Carol no show do Júpiter Maçã, não fui pq custava R$ 35 pilas. Tudo isso pra ver o Júpiter-fim-de-carreira- dentro-de-uma-caixa-de sapatos? Não muito obrigada, vou curtir meus ranhos que eu ganho mais.

Como é péssimo ficar doente. Dá vontade de fazer… nada. Não queria ler, nem comer, sair… nada. Nem sexo dava pra fazer pq 1°) não tinha ninguém disponível e 2°) faltava vontade com tantos micróbios no meu ser.

Quando eu achei que estava melhorando, me deu conjutivite. Aí sim eu queria largar os bets. Mas não foi dessa vez que esse corpicho desencarnou. Melhorei milagrosamente de ontem para hj e já estou fazendo a programação para o fim de semana! Pq se for pra morrer que seja de rir, beber, dançar ou de tanto comer (lembram mais algum?). Aí sim vale a pena!

É, Arnaldo Antunes já falava (nos idos do Titãs) o corpo ainda é pouco.

***

PS: Larguei o bordado. Como estava doente fiquei com preguiça.

PS2: Claro que eu nunca cumpro o que eu digo aqui nos ‘ps’. A resenha do Juliet, Nua e Crua não passa de uma ilusão na minha cabecinha.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Todas as garotas solteiras

Leia ouvindo:

Beyoncé – Single ladies

Este Dia dos Namorados será o primeiro que eu vou passar solteira em (qntos mesmo?) 6 ou 7 anos. Claro, não com o mesmo namorado, é que eu tenho o hábito de sair de um namoro e entrar em outro.

O que significa que é uma novidade para mim passar esse dia alone in the dark. Já arrumei festa para hj e amanhã. Afinal, ser solteira não é só um status. É um estilo de vida!

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Na foto, as três single ladies mais gatas da cidade: Eu, Michelle e a Anna, semana passada lá no Basset. Faltou a Dani, q além de solteira é linda de morrer! Tem tbém a Paola que está em Caxias do Sul, que além de solteira e linda, está fazendo aniversário hoje! Parabéns amigosa!

Para os casados e aqueles que estão namorando, um ótimo fim de semana cheio de amor! E para aqueles que como nós, estão livres, leves e soltos, soltem a franga, arrazem na produção e nos encontramos nos botecos, baladas e afins neste fim de semana!

***
PS: Terminei de ler Juliet, Nua e Crua do Nick Hornby. Novidades em breve aqui no Elo.

PS2: Estou quase terminando o bordado, a fase II do Deus prefere os ateus eu coloquei no Twitter e aqui.

domingo, 6 de junho de 2010

Deus prefere os ateus – Parte I

Leia ouvindo:

Zeca Baleiro – Mamãe Oxum

Pessoas, como assim estamos em junho? Pare o mundo que eu quero descer, por favor! Clichezinho básico sobre como o tempo passa rápido e eu ainda não fiz nada de bom esse ano. Mas enfim, é a vida.

O motivo a razão e a circunstância de eu estar atualizando o Elo nesse domingo lazarento de frio é que (olhem só!) eu sou uma garota prendada, além de todas as outras características que esse corpicho possui, (não esqueçam da humildade!)

Que gracinha que está ficando o meu bordado com a frase ‘Deus prefere os ateus’. Fala sério eu sou realmente muito boa nisso. Só não peçam para olhar o avesso.

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Vou colocando aqui no Elo as fases da vida dele oks? Depois vou colocar em um quadrinho e pendurar no meu quarto. Vai ficar jóia! Ah, ainda falta uma florzinha no D de Deus, por isso está meio estranho. Eu não aceito encomendas, se vcs quiserem um igual aprendam a bordar!

***
PS: Meu fim de semana foi sinistro. Que medo. Ontem Bossa Nova pra variar. Afff.

PS2: Não consegui pensar em outra música pra o Leia Ouvindo de hj, estou com a do Zeca Baleiro na cabeça desde ontem, ou hoje, ou sei lá desde quando.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Until the end

Leia ouvindo:

The Doors – When the music’s over

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Jim Morrison revirou no caixão. Eu explico: esqueci (cabeça a minha!) de contar sobre o show do Doors no meu post sobre os shows internacionais que eu já fui nessa minha vidinha – claro que não me compara com a Ana Carolina que já foi em 500 mil shows na vida dela, inclusive o do Ramones na Pedreira quando ela tinha 13 anos – mas ãnfãm (como dizem os franceses).

Doors em Curitiba. Quer dizer, 50% do Doors em Curitiba. Pq todo mundo sabe que o Lagarto Rei está enterrado em Paris bem próximo do Napoleão, e o tio da bateria não quis brincar mais. Mesmo assim, caraca! Doors em Curitiba!

Se eu fizesse um Top Five das minhas bandas preferidas, o Doors estaria em 2° lugar. O resto eu conto um dia. Mas existe uma banda que predomina no meu coraçãozinho. Podem adivinhar se quiserem. O vencedor ganha um tchauzinho meu e uma folha do meu caderno de matemática da 7°série.

Voltando ao assunto, Doors em Curitiba! Fui né? Um frio de rachar (para variar) nessa cidade esquecida por God, acompanhada de um casal de amigos. Claro que o tio vocalista quase-imitação de Jim Morrison atrasou o show em quase duas horas. Mas dá nada, era um sonho se realizando.

doors2 Quando eles começaram, eu realmente achei que eu ia ter um siricutico e fosse partir dessa-para-melhor. Sabe o que é passar adolescência inteira (quase inteira) ouvindo a mesma banda (quase a mesma banda)?

E como eu ouvi. Pensando hoje não sei como não enlouqueci com esse pianinho do Ray e estou viva até hoje (mistério…) tem músicas que eu consigo ‘imitar’ todos os instrumentos.

Tocaram a maioria das músicas que eu gosto, incluindo a que eu indico hj no ‘Leia ouvindo’. Se bem que demorou tanto que uma hora eu queria mesmo que a música acabasse.

Posso dizer sem sombra de dúvida que foi um dos dia mais felizes da minha vida. O mais feliz será o dia que o número 1 da lista fizer um show no Brasil, mas acho que eu não vou sobreviver para contar o relato nesse humilde broguis.

***

PS: Fim de semaninha básico com as gatas no Layout. Como diria, ‘o de sempre’.

PS2: Não tem ps2 hj, minha vida está muito desinteressante. ¬¬

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Expectativas para o fim de semana

Leia ouvindo:
Velvet Underground - Perfect Day
Imagem0281 Chegou o fim de semana. Finalmente. Aleluia! Não sei o que acontece nas nossas cabeças e corações. É só olhar na folhinha, quando sábado e domingo vai chegando, já vai dando aquele frio na barriga, aquele sensação de ‘o que eu vou aprontar?' Seguindo o clichê do Lulu Santos: “todo mundo sonha em ter uma vida boa, sábado a noite tudo pode mudar”. Eca. Mas enfim.
Comigo é assim, e eu nem estou trabalhando, então todo dia é feriado. O que eu mais gosto no sábado e domingo, é aquela coisa do foda-se sabe? Foda-se, vou sair, chegar tarde e ser feliz, muito feliz.
Todo mundo deveria ser assim, deixa os problemas no portão de casa e sair. Sair para se divertir, conhecer gente, beijar na boca, dar risada, reecontrar os amigos. A semana que eu passei na Ilha do Mel final do ano passado a gente sempre dizia: os problemas, preocupações e inseguranças ficaram no trapiche. Na balada deveria ser a mesma coisa, problemas, evaporem da minha cabeça!
E o domingo? Dia de acordar com a Clô (nome da minha ressaca, copiada da Cinthya), dia de ficar de óculos escuros, de reaprender a ler, de ouvir televisão baixo, de beber litros de água. Ir num churras para o almoço com a aquela sensação de ‘não vou beber, talvez uma latinha’. E quando você percebe, já emendou outro porre, eita vida difícil.
Agora uma confissão, quando começa o Revista RPC bate uma deprê geral. Ninguém merece. Outra semana, mesmos problemas. Contando os dias para o fim de semana.
***
PS: Foto do último encontro etílico na casa da Ana Carolinda. Cinco meninas, quatro garrafas de vinho, várias latinhas de Skol. Resultado: Eu e a Papoula se acabando no queijo e no salame! E todas nós dançando Ordinary Word. Acreditem, tem o vídeo!
PS2: Fim de semana despedida da Papoula. Amiga, já estou com saudades!

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Be with you

Leia ouvindo:

Alejandro Sanz - Corazón Partío

buenas chicas

Confesso: eu estou feliz porque a Priscilla está voltando. Muito feliz!

Quem dia que aquele dia que eu briguei com vc no primeiro ano da Faculdade fosse mudar tanto a minha vida?

Quem diria que em um fim de semana na praia a gente iria combinar tudo e em menos de duas semana embarcaríamos para a Argentina sem previsão de volta?

Acabei voltando mais cedo do que imaginava, você ficou. Agora você está voltando. Essa semana só me aconteceu coisas boas.

Como eu sempre digo: é muito bom viajar. Mas voltar para casa é melhor.

Obrigada amiga! Seja muito bem vinda!

PS: Foto minha e da Pri do meu último dia em BsAs, eu com cara de foca como sempre. Dá nada!

domingo, 23 de maio de 2010

Coisas mais doces

Leia ouvindo:

Sweetest Thing – U2

Um primeiro beijo. Passeio descompromissado em dias frios com sol. Andar a esmo. Dar risada com as amigas, chorar com as amigas, falar dos outros com as amigas.

Ir a lugares que você nunca esteve. Desabafar, chorar tudo que tem para chorar. Rir de tudo. Cantar bem alto. Pertubar os vizinhos.

Fazer novos amigos, dar atenção e carinho aos antigos. Correr até ficar sem ar. Colocar a cabeça pra fora no carro. Conversar com seus pais, dar conselhos para os irmãos. Brincar com os cachorros.

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Ler, dormir, comer, escrever, atualizar o blog. Falar horas no telefone com um amor ou um amigo. Ler o jornal, tomar um café, ir ao cinema.

Ir em um show, terminar um bom livro, arrumar a bagunça do quarto. Estar presente na vida daqueles que você ama. O riso de uma criança, a risada de um idoso.

Tomar uma cerveja no fim da tarde. Tomar um porre fim de semana. Relembrar os bons momentos passados com um amor antigo, relembrar os momentos nem tão bons assim.

Acordar na praia com cheiro de mar. Andar descalço. Catar conchinhas. Tomar sol. Descansar na areia. Olhar o mar.

Um novo amor, um toque na mão. Um esbarrão, um abraço. Todas as coisas são doces, basta você querer.

PS: Hoje tem Fernanda Takai, então pretendo fazer um texto sobre ela essa semana. Fiquem ligados.

PS2: Muito obrigada para todos os amigos que comentaram no post passado. Vocês são tudo na minha vida!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aos meus amigos, todo o amor do mundo

Leia ouvindo:

Amigo – Roberto Carlos
ou
Canção da América – Milton Nascimento

Amigo. Só sabe o significado dessa palavra quem é amigo de verdade. Porque não é preciso TER amigos, é preciso SER amigo.

Meus amigos são os melhores do mundo. Tem a intrometida (Fran, é de você que eu estou falando, mas que sempre me dá os melhores conselhos, e está sempre comigo, para o que der e vier) tenho a amiga parceira (Paola, o que vai ser de mim sem você?) Tenho a amiga esforçada (Ana Carol, deixa a vida te levar um pouco!) Tem a indecisa (Cibe, vc sabe do que estou falando!).

Tenho as amigas que estão longe, mas sempre perto (né Michelle, Camie e Laís, afinal quarteto um dia, sempre quarteto). As amigas que eu trabalhei um dia e me aguentaram nas minhas piores manhãs (Ione, Dai, Lari, Pati, Sil, Clau, Ruth, Ana V). As amigas da faculdade que mudaram tanto, pq casaram, separaram ou tiveram filho! Não é mesmo Suellen, Suzana e Taci?

Ou da Priscila Farias com quem eu peguei a mania de fazer as coisas cantando, ou de cantar do nada? A Pri César que acompanha as novidades do Elo lá da Argentina, e que faz meu peito doer de saudades dela. E a Vitória? Minha irmã? Vejo tanto de mim nela que as vezes eu não sei quem é quem. Minha mãe, que é sempre sincera, não importa quem esteja certo ou errado.

Tem os amigos homens, aqueles que me colocam no chão, como o Ton, que além de tudo é meu irmão e não se preocupa muito com nossa amizade quando é para me alertar ou me xingar de alguma coisa que eu fiz ou vou fazer. O que dizer do Clau que sai comigo agora que estamos solteiros? E do Felipe? Que é meu amigo antes de ser meu professor na facul (além de orientador) e que me fez uma jornalista muito melhor. Die, Nigga, Guinho, Fer e Fábio, que vinham aqui em casa e ficavam falando de mangás, assistindo desenho e jogando video-game. Tempo bom que não volta nunca mais.

Tem o Seu Vitoldo (meu pai) que é meu melhor amigo, aquele que eu nunca precisei mentir (de uns anos para cá! Confesso, mas fazer o quê? Adolescência é assim mesmo). Me entende e me conheçe melhor do que ninguém. Mas é fácil pq eu sou a versão feminina dele.

Não acredito naquela história de que amigos vem e vão. Acho que os amores vem e vão, os amigos vem e ficam. Porque sempre aprendemos com eles, somos melhores (ou piores, depende) por causa deles. Com eles aprendemos a amar verdadeiramente, afinal amizade também é amor. Claro que pode virar amor, como diria o Cazuza “amizade é uma das coisas mais preciosas da vida e fica melhor ainda quando vira amor”.

Aos meus amigos, citados aqui ou não, é muito bom saber que vocês são MEUS amigos. Muito obrigada por tudo! E lembrem-se: sempre contem comigo!

PS: O texto é em homenagem a todos aqueles que estão sempre comigo, muito obrigada!

PS2: Marca tbém a nova cara do blog! Chega de histórias tristes!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Onde estiver, juntos

Leia ouvindo:

Scar Tissue – Red Hot Chilli Peppers

Um relacionamento pode ser comparado a um livro.

Às vezes ficamos indecisos no começo, antes de ‘pegar no tranco’. Sempre com algumas dúvidas do tipo: prosseguir com a leitura ou não, largar no meio ou continuar? Podemos deixar ele quietinho em algum lugar, mas uma hora alguma coisa vai lembrá-lo que você precisa terminar o que começou. Mesmo que isso não te incomode mais.

Ou, podemos nos empenhar na leitura, nem perceber que as páginas estão terminando. Podemos continuar lendo, mesmo depois que o livro já está na prateleira há séculos. E o tempo vai parecer que não passou, porque você vai estar sempre com ele, como uma cicatriz.

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O pior é quando não queremos que as páginas acabem. Fazemos de tudo para retardar aquele momento. Tudo para não deixar aquela sensação no coração, aquele ato de derrota quando você finalmente termina um livro. Ele te venceu. Te tornou uma pessoa melhor, mais sábia. Te ensinou várias coisas. Trechos ficarão para sempre em sua memória, gravados em seu coração.

Ou podemos ter a impressão de que o livro não te deixou tão mais sábia assim, não mexeu tanto com você. Não te tornou uma pessoa melhor. Na verdade, você tenta escondê-lo no fundo de uma gaveta, dentro do baú antigo da avó, só para não admitir que perdeu tempo. Só para não admitir que teve vergonha de ler tudo aquilo.

Mesmo quando um livro é excelente ou quando não é tão bom assim, as palavras escritas de caneta, na primeira página, sempre te trazem uma lembrança boa. Como aquelas palavras que diziam em tom de profecia: ‘Onde estiver, juntos’.

PS: A editora “Ficção ou não” está bombando. Sempre é difícil para mim escrever, mas tem se mostrado um ótimo exercício.

PS2: Estou com medo de assistir o remake do Freddy Krugger, até pq sonhei (mas sobrevivi) com o infeliz essa semana. Se eu encarar eu conto a experiência por aqui.

PS3: A foto é do meu quarto reformado! O pai ajeitou ele nas férias, ficou bem legal. Claro que faltam um monte de livros nas prateleiras e a de cima despencou com o peso das Barsas, então no momento a coitada está precisando de um reforço. Vamos esperar a boa vontade do meu pai.

terça-feira, 4 de maio de 2010

A vida até parece uma festa

Leia ouvindo:

Diversão – Titãs

Tenho apenas 23 aninhos. Nessa minha pouca vida, tive a oportunidade de ir em alguns shows memoráveis, pelo menos pra mim! Tanto aqui em Curitiba, como em outras cidades. Alguns internacionais, outros nem tanto. Uns em estádios outros dentro de um porão.

A emoção de ver seu artista ou banda preferido é indescritível. É uma emoção sem tamanho quando você ouve os primeiros acordes de sua música preferida, não tem como não chorar, não tem como não ficar com os pelos arrepiados.

Hoje vou contar um pouco da história dos shows que eu já fui. Por enquanto só os internacionais se não fica muito longo. Espero que vocês gostem.

R.E.M. – Porto Alegre – Estádio do Zequinha
- Acho que foi em novembro de 2008

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A história desse show é muito legal. Aconteceu numa quinta-feira em Porto Alegre. Peguei o avião pela manhã e já fui direto para o Zequinha. Este foi o único show que eu fiquei em um espaço VIP. Então quando cheguei estava bem vazio. Os portões abriram às 16h, e às 22h o R.E.M. entrou. Eles estavam lançando o último CD deles Accelarate (dizem que é o último!).

Mas foi quando Michael Stipe cantou Drive, clássico de Automatic for the People, que eu chorei de verdade. Foi um espetáculo lindo, o primeiro com o Obama presidente então eles comentaram sobre isso durante o show, foi muito bacana. rem2Exatamente a meia-noite eles terminaram e eu fui dormir no aeroporto porque pegava o primeiro avião de volta para Curitiba bem cedo. Não era 9h eu já estava no trampo. Valeu o cansaço, valeu a correria, valeu ver a banda da primeira fila no alambrado. Se eu morrer amanhã eu morro feliz.

Radiohead – São Paulo – Chácara do Jóquei.
- Março 2009

radiohead

Outra história louca. Como a passagem de avião para São Paulo é muito cara, dessa vez fui de excursão, de ônibus. O show era no domingo. Saí de Curitiba sábado à noite e cheguei de manhãzinha em SP. Fiquei o dia inteirinho na fila. Das 7h até a hora que os imbecis dos Looser Hermanos começaram a tocar (desculpa não nunca gostei deles, sempre achei uma banda horrível, e a partir desse dia, passei a odiá-los com cada célula do meu corpicho. Motivo: pense em 30 mil teenagers que vão até a Chácara do Jóquei só para vê-los. Eu pensei que fosse morrer pisoteada!) Enfim, para mim só começou quando o Kraftwerk começou a tocar. Simplismente fenomenal! Os caras mandam muito bem.

Mas foi quando Thom Yorke começou a tocar os primeiros acordes que eu pensei realmente que eu fosse morrer. Eles estavam lançando In Rainbows, um puta cd! Mas claro, meu êxtase foram com as músicas do Ok Computer, Karma Police, Paranoid Android, No surprises.

Mais uma vez, terminou novamente a meia-noite. Volta para o ônibus. Menos de oito horas depois estava novamente sentadinha na minha mesa, trabalhando, só a capa da gaita. O mais legal foi o pessoal do trampo comentando: “Vi o show do Radiohead pela TV no Multishow” e eu respondi: “Eu estava lá!”

The Killers – São Paulo – Chácara do Jóquei (de novo)
- Acho que foi novembro de 2009

killers

Também fui de excursão nesse show, mas dessa vez acompanhada da Cinthya Mara e da Ana Carolinda. Graças à Brian – The God – Wilson esse show foi no sábado, então cedinho fomos pegar o bus em frente ao Shopping Curitiba.

Só que nós saímos na sexta e a Cinthya esqueceu a identidade dela com uma amiga nossa que não ia no show. O tiozinho não queria de jeito nenhum deixar ela embarcar, sem um documento com foto. Então, ela pegou um táxi (eram 6h40 o bus saía as 7h) e foi voando até o Barreirinha onde ela mora para buscar o passaporte. Por incrível que pareça, ela conseguiu chegar a tempo e nós embarcamos.

killers2 Ufa! Chegamos com a chuva em São Paulo. Choveu a tarde toda e metade do show. Ficamos molhadas até os ossos. Meu All-Star eu tive que jogar fora quando cheguei porque a lama impregnou nele de um jeito que nada resolveu. Mesmo assim, foi um puta show, com ótimas companhias e muita diversão, afinal os Killers são ótimos, as músicas super dançantes, então uma hora você até esquecia da água que caia ou espirrava.

Afinal, a vida até parece uma festa. E diversão é a solução para mim! Vale muito a pena o sacrifício, o frio, chuva, sol, espera, horas no bonde. Não tem como esquecer. São lembranças para toda a vida mesmo!

PS: Acabei de chegar do cinema, assiti Alice no IMAX 3D. Muito bom! Adorei, essa parada de 3D é a revolução do cinema mesmo.

PS2: A continuação desse post conto as aventuras (mas nem tanto) dos shows nacionais.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Imagine a cena

Leia ouvindo:

Help! – Beatles

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Se você mora ou conhece Curitiba não é difícil imaginar a cena: Largo da Ordem, domingo à tarde. O pessoal da feirinha retirando as barracas, o povo da limpeza catando o lixo. Uma galera que ainda não foi pra casa da noite de sábado.

Eu adoro o Largo da Ordem justamente por causa da sua decadência. Sempre que eu vou lá, normalmente no domingo à tarde, me divirto. É uma decadência engraçada, um ‘quê’ de abandono. Mas mesmo assim sou feliz lá. Ainda mais quando eu encontro minhas amigas gatas de ‘mili’ anos! Estava morrendo de saudades.

Por isso, na mesa do Saccy, fiquei pensando sobre beber (e sua maior consequência a ressaca). Como a mulherada está bebendo em baladas. Acho isso ótimo. Temos mais é que beber mesmo.

Como eu já tinha dito no Twitter, ressaca é o novo mal do século! Mas quem tem carro cuidado com a lei seca! Momento cidadania, mas é bom lembrar né? O risco também é para os outros.

Falando em balada, fiz uma lista de coisas que eu mais me irritam quando saio a noite, lá vai:

  • Fila. Vamos combinar, pra quê a enrrolação pro povo entrar no lugar? Fico indignada. Sábado, um frio de rachar, e a fila virando a esquina. Paciência! 
  • Pessoas que FURAM a fila na maior cara de pau. Uma vez quase saí na mão com um imbecil na fila do Bossa Nova. Quando eu estava quase entrando, o idiota veio puxar conversa com umas meninas que estavam junto. Mandei pro inferno.
  • Pessoas de óculos. Gente #ficaadica comprem um par de lentes de contato! Ou vão sem óculos mesmo, ninguém enxerga em balada mesmo. Como é que pode?
  • Bolsas gigantescas. Vai levar o que dentro? A mãe? Pelo amor, só o essencial.
  • Boné. Sem comentários.
  • Pulôver. Tinha um infeliz sábado com um sobre os ombros e amarrado na frente. Era de morrer.

Ah, sábado fui ao cinema. Como é bom andar pela cidade no feriado! Dá a sensação de sermos donos da cidade. Não tem ninguém na rua, até o ar parece mais limpo. Menos gente e menos carros nas ruas. Tudo de bom. Um ótimo exercício de observação, pois sempre passamos pelas mesmas ruas, mas nunca prestamos atenção aos detalhes.

PS: A foto é de uma noite no Largo, de dentro do Saccy, gostaria de me lembrar de mais detalhes, mas infelizmente não é possível.

PS2: Assiti “Homem de Ferro 2”. Uma palavra: tédio.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Sua posição preferida

Leia ouvindo:

Detalhes – Roberto Carlos

Sentada na cama, com os joelhos dobrados, o braço esquerdo abraçando as pernas, a mão direita puxando o lábio inferior. O olhar fixo em algum ponto do quarto, o cabelo desarrumado, vestida sempre com o seu pijama. Ao lado, seus livros “de adolescente”, como gostava de dizer, relidos pela terceira, quarta vez. Só para não pensar nele. Tudo para ocupar sua mente.

Quantos dias tinham se passado? Semana? Meses? Não conseguia lembrar, não queria lembrar. Estava começando a bloqueá-lo da sua mente. Não queria lembrar das conversas, das tardes ensolaradas, das idas ao cinema, dos acampamentos, das férias na praia. Não queria lembrar dos momentos que passaram juntos.
Para isso, tinha um “macete”. Quando vinha alguma alguma imagem dos dois em sua cabeça, colocava as palmas mãos nos ouvidos, fechava bem os olhos e chacoalhava a cabeça com força. Assim, os pensamentos escapavam, um pouco.

As coisas estavam se encaixando, com o tempo. Mas para dois “detalhes” ela ainda não tinha solução. O buraco no peito, como se tivessem arrancado seu coração e seus sonhos. Porque ela conseguia controlar tudo, menos seu subconsciente.

PS: Outro texto para a editoria “Ficção ou não”.

PS2: Hoje é sexta! Comemoração do aniver da Ana Carolina, minha arquiteta preferida. A noite promete!

PS3: E o dia amanheceu lindo. Sem chuva e com sol! Pedir calor já é demais né? Mesmo assim, adoro dias frios com sol.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Uma ótima leitura, sempre

Leia ouvindo:
Paul McCartney & Wings - Live And Let Die

Nunca me decepciono com Ian McEwan. Tudo o que eu leio dele (ou quase, já explico) me deixa com uma sensação de que eu a) nunca vou escrever na minha vida igual/parecido com ele, nem nos meus melhores sonhos e que b) sempre vou lembrar de trechos, e será mais um daqueles livros em que, qualquer página que eu abrir vou tirar uma citação (vide A Insustetável Leveza do Ser, Milan Kundera, mais em breve).

Terminei meu quarto livro e meio dele, Cães Negros. Já li Reparação, Sábado, Na Praia e infelizmente, por razões que eu desconheço, não terminei de ler Jardim de Cimento. Mas um dia eu termino, juro! É um livro bárbaro, mexeu demais comigo.

Mas vamos aos Cães Negros. Na história, Jeremy é um órfão que sempre busca nos pais dos seus amigos, o carinho que ele nunca teve com os próprios pais, que morreram em um acidente de carro quando ele tinha oito anos. É por isso que ele se identifica tanto com sua sobrinha, Sally, que de uma forma é “meio órfã” já que a mãe e o pai não dão a devida atenção para a menina.

Por isso, ele fica obcecado pela história dos pais da sua mulher, Jenny. June e Bernard Tremaine são um casal de comunistas que se casaram logo após a guerra. O que acontece na lua de mel do casal, pelo interior da França é que faz o recém-casal ir se separando, mas sem nunca deixar de um influenciar na vida do outro.

Os cães negros que dão título ao livro são o motivo da lenta separação do casal, já que ali, a mulher viu a personificação do mal como ela diz, justamente para fugir do pragmatismo de Bernard. A história é contada pelo ponto de vista de Jeremy, na primeira pessoa, e trás também a queda do Muro de Berlim como um parte muito importante da história de Bernard e June que ele futuramente vai contar.

É uma ótima leitura. Fica a dica para quem quiser acompanhar esse escritor que sempre me surpreende e nunca me decepciona. Agora, algumas das frases perfeitas que eu falei no post abaixo. Espero que vocês gostem.

“Eu não era ligado a ninguém. não acreditava em coisa alguma. Não que duvidasse de tudo, ou que estivesse armado com um ceticismo útil da curiosidade racional, ou que fosse capaz de analisar todos lados de um argumento; simplesmente não me identificava com nenhuma causa, nenhum princípio duradouro, nenhuma ideia fundamental, nenhuma entidade trascendente cuja existência eu pudesse verdadeira e apaixonadamente garantir”. Pág 19.
“Eu só os conheci muito mais tarde, mas sentia uma espécie de saudade do tempo distante e breve quando Bernard e June viveram juntos, com amor e sem complicações”. Pág 41.
“Os momentos decisivos da vida são invenção de romancistas e dramaturgos, um mecanismo necessário quando uma exitência é reduzida a um enredo, traduzida por ele, quando a moral deve ser destilada de uma sequência ações, quando o público deve ir para a casa com algo inesquecível que marca o crescimento do personagem”. Pág 46.
“A verdade é que amamos, nunca deixamos de nos amar, é uma obsessão. E não conseguimos fazer coisa alguma com isso. Não fomos capazes de construir uma vida. Não pudemos desistir do amor, mas recusamos nos curvar à sua força”. Pág. 47.
“Cada desacordo era uma interrupção daquilo que sabíamos ser possível – e logo passou a haver uma única interrupção. No fim, o tempo acabou, mas as lembranças não desapareceram, acusadoras, e ainda hoje nenhum de nós pode deixar o outro em paz”. Pág. 48.
“A crença de que a vida realmente tem recompensas e castigos, que no fundo de tudo existe um padrão de significado além do que atribuímos a nós mesmos – isso é mágica consolodora”. Pág. 71.
“O racionalismo é uma fé cega”. Pág. 103.
“Podemos amar sem um deus, muito obrigado. Detesto o modo de como os cristãos sequestraram o mundo”. Pág. 104.
PS: Não sou crítica literária! É só um aviso. Críticas são sempre bem vindas, mas de quem entende, por favor.

PS2: Não quis copiar aqui todas as frases do livro que eu gostei. Existem várias e elas precisam do contexto! Então leiam!

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Razões que ela desconhecia

Leia ouvindo:
The Killers - For Reasons Unknown

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O dia amanheceu com uma grande expectativa. O último feriado antes do Natal estava recheado de planos. Levantou, tomou café e partiu para o trabalho. O dia ia ser corrido. Tudo aconteceu normalmente. O telefonema dele confirmando a viagem dela para o interior do estado ocorreu no horário de sempre. Durante a hora do almoço, ela voou até a rodoviária para comprar a passagem para aquele dia, às 18h. Como ela tinha imaginado, estava lotada de pessoas que como ela, iam visitar parentes, amigos ou amores.

Durante a tarde, a hora não passava, mas finalmente, o relógio bateu às 17h e ela pode ir embora. A tarde estava tão linda! A caminho do interior tirou fotos do crepúsculo do dia que estava terminando. A única coisa que a incomodava era o fato dele ainda não ter ligado, só tinham se falado pela manhã, mas isso não chegava a ser uma preocupação. Ela tinha enviado um e-mail para ele informando a hora da saída e a provável hora de chegada na rodoviária. Com certeza ele já tinha visto.

Deixou que o livro de contos que estava lendo a distraísse sua mente desses pensamentos. Tinha ido a livraria uns dias antes para comprar e autografar o livro de uma de suas cantoras preferidas, que agora se mostrava uma ótima escritora.

Então, começou a lembrar dos planos que eles tinham feito para o feriado prolongado. O carro novo na garagem trazia a espectativa de momentos românticos em algum vilarejo aos arredores da cidade natal dele. A compra do carro pelos dois mostrava um futuro lindo pela frente. Um futuro juntos, destinado um para o outro. Apesar de estarem namorando há apenas dois anos, parecia que eles já se conheciam durante a vida toda. Tudo era belo e especial.

Mas, por razões que ela desconhecia, ele não apareceu na rodoviária. Por razões que ela desconhecia, seu coração não bateria mais como bateu um dia. Por razões que ela desconhecia, seus lábios não beijariam mais como um dia. Por razões que ela desconhecia seus olhos não o reconheceriam novamente.

Por razões que ela ainda desconhecia, depois daquele dia de solidão na rodoviária, a espera de alguém que está para chegar, mas que não chegou, sua vida nunca mais seria a mesma.

PS: Ufa! Meu primeiro texto de ficção (ou não!) do Blog, espero que vocês gostem.

PS2: A foto é de uma trip para Floripa, tanto tempo atrás que eu quase nem me lembro mais.