terça-feira, 5 de outubro de 2010
Vai no SWU?
terça-feira, 29 de junho de 2010
Eu sou o amargo da língua
Leia ouvindo:
Lembrei pelo Twitter o aniversário (de vida!) do Raul Seixas. E como esse blog é meu, ninguém manda em mim (falou) vou escrever sobre ele pq eu estou afim! Até rimou!
Se eu fizer uma forcinha, consigo lembrar a primeira vez que eu o ouvi. Acho que estava na terceira série e a tia fez uma apresentação com Gita (especialmente no ‘Leia ouvindo de hj, apesar de não ser uma das minhas preferidas do cantor). Lembro dos ensaios, mas não lembro da apresentação. E como a minha mãe nunca teve o hábito de filmar ou fotografar alguma coisa que a gente fazia na escola, não tenho fotos desse dia. Nem lembranças, que estranho.
Enfim, cheguei em casa cantando e meu pai estranhou, pq ele nunca tinha prestado atenção nisso. E logo tratou de me por para ouvir as fitas (faz tempo ein?) que ele tinha do Raul Seixas. Decorei todas, sei um monte de músicas dele de cor, e ele está sempre presente na minha vida. Seja em uma viagem pra praia ou um dia comum no iPod.
Escrevo esse texto sem tanta nostalgia como o sobre o MJ. Quando ele morreu em 89 eu tinha três aninhos, e hj ele está presente em minha vida de uma maneira diferente em comparação aos outros ídolos que morreram (mas eu divago…)
Ah, uma das minhas músicas preferidas do Raulzito é ‘Tu és o MDC da minha vida’. Acho meio brega, mas sempre coloco as frases dessa música no MSN, tipo ‘eu me lembro do dia que você entrou num bode, quebrou minha vitrola e minha coleção do Pink Floyd’ ou ‘não tem pepsi-cola que sacie a delícia dos seus beijos’ ou ‘nessa sala hj eu peço arrego, não tenho paz nem tenho sossego’ ou ‘quando eu me declarava você ria’. Muito bom! Dá pra listar um monte de músicas dele aqui.
Se depender de mim, o Raulzito ficará vivo com sua música por muito tempo.
***
PS: O jogo do Brasil ontem foi tudo de bom! Dei muita risada com as meninas e depois teve até churras em casa de desconhecidos. Adoro.
PS2: Que preguiça, meu jisuis.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Razões que ela desconhecia
Leia ouvindo:
The Killers - For Reasons Unknown
O dia amanheceu com uma grande expectativa. O último feriado antes do Natal estava recheado de planos. Levantou, tomou café e partiu para o trabalho. O dia ia ser corrido. Tudo aconteceu normalmente. O telefonema dele confirmando a viagem dela para o interior do estado ocorreu no horário de sempre. Durante a hora do almoço, ela voou até a rodoviária para comprar a passagem para aquele dia, às 18h. Como ela tinha imaginado, estava lotada de pessoas que como ela, iam visitar parentes, amigos ou amores.
Durante a tarde, a hora não passava, mas finalmente, o relógio bateu às 17h e ela pode ir embora. A tarde estava tão linda! A caminho do interior tirou fotos do crepúsculo do dia que estava terminando. A única coisa que a incomodava era o fato dele ainda não ter ligado, só tinham se falado pela manhã, mas isso não chegava a ser uma preocupação. Ela tinha enviado um e-mail para ele informando a hora da saída e a provável hora de chegada na rodoviária. Com certeza ele já tinha visto.
Deixou que o livro de contos que estava lendo a distraísse sua mente desses pensamentos. Tinha ido a livraria uns dias antes para comprar e autografar o livro de uma de suas cantoras preferidas, que agora se mostrava uma ótima escritora.
Então, começou a lembrar dos planos que eles tinham feito para o feriado prolongado. O carro novo na garagem trazia a espectativa de momentos românticos em algum vilarejo aos arredores da cidade natal dele. A compra do carro pelos dois mostrava um futuro lindo pela frente. Um futuro juntos, destinado um para o outro. Apesar de estarem namorando há apenas dois anos, parecia que eles já se conheciam durante a vida toda. Tudo era belo e especial.
Mas, por razões que ela desconhecia, ele não apareceu na rodoviária. Por razões que ela desconhecia, seu coração não bateria mais como bateu um dia. Por razões que ela desconhecia, seus lábios não beijariam mais como um dia. Por razões que ela desconhecia seus olhos não o reconheceriam novamente.
Por razões que ela ainda desconhecia, depois daquele dia de solidão na rodoviária, a espera de alguém que está para chegar, mas que não chegou, sua vida nunca mais seria a mesma.
PS: Ufa! Meu primeiro texto de ficção (ou não!) do Blog, espero que vocês gostem.
PS2: A foto é de uma trip para Floripa, tanto tempo atrás que eu quase nem me lembro mais.
