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domingo, 24 de julho de 2011

Eu volto para o luto

Amy Winehouse - You know I'm no good

A morte da Amy Winehouse me fez refletir. Depois as piadinhas sem graça, (eu mesma fiz algumas, confesso) comecei a pensar na falta que um ídolo faz para nossa geração. Não estou falando de alguém que devemos idolatrar como um deus ou algo parecido. Mas daquele que nos faça sentir completos. Alguém que por meio de sua arte, toque nossos corações cibernéticos. Seja por meio da música, pintura ou qualquer outra forma de expressão. 

Acho que a comoção toda com a morte da Amy vem em uma época em que não temos mais nossos heróis. Ela não era exemplo de nada, mas com certeza se ela não tivesse feito o sucesso que fez, muitas outras cantoras não existiriam, entre elas a Adele. Desde a Janis, linda, louca e drogada, não existiu uma figura feminina tão controversa na música. Alguns vão se lembrar da Courtney Love, que é doida e noiada, mas querida, vc jamais será tão diva quanto Amy um dia foi.

Infelizmente nós que não vivemos os anos 60, 70 ou até os 80 nunca saberemos como é estar em uma época em que Bowies, Lennons e Morrisons faziam sucesso, ao vivo, naquele momento. Mas sabemos como foram os anos em que Amy nos acompanhou, e acreditem: foram os melhores, evah. Hoje eu chorei por você no chão da cozinha.

***
PS: Obrigada por ter vindo para o Brasil. Ainda bem que eu te conheci antes disso tudo.
PS2: Amy morreu ontem (sábado) mas provavelmente você estará lendo isso hoje (domingo) mas para mim ainda é ontem (sábado) pq eu não dormi. 

sábado, 22 de janeiro de 2011

A banda mais perigosa do mundo

Leia ouvindo:

"Por que fomos parar no 4-Dice Restaurant, em Fordyce, Arkansas, para almoçar no final de semana do Dia da Indepedência? Aliás, qualquer que fosse o dia? Mesmo com tudo o que eu já sabia depois de dez anos percorrendo de carro o Cinturão da Bíblia. A cidadezinha de Fordice. Rolling Stones no cardápio da polícia, em todo o território dos Estados Unidos. Todos os tiras querendo prender a gente, fosse do jeito que fosse, para se promoverem, serem promovidas e patrioticamente livrar a América dessas "bichinhas" inglesas. Estávamos em 1975, tempos de brutalidade e confronto. A temporada de caça aos Stones foi declarada aberta desde nossa última turnê, a de 1972, chamada STP. O Departamento de Estado tinha registrado tumulto nas ruas (verdade), desobediência civil (novamente verdade), sexo ilícito (seja lá o que isso quer dizer) e violência em vários lugares dos Estados Unidos. Tudo por nossa culpa, meros menestréis. Tínhamos incitado os jovens a se rebelar, estávamos corrompendo a América, e eles decretaram que nós nunca mais entraríamos nos Estados Unidos de novo. No governo de Nixon isso havia se tornado uma questão política séria. Ele tinha pessoalmente lançado mão de truques muito baixos e atiçado seus cães contra John Lennon que, no seu entendimento, poderia custar-lhe a eleição. Quanto a nós, disseram oficialmente ao nosso advogado, formávamos a banda de rock and roll mais perigosa do mundo". 

Trecho de Vida - Keith Richards.


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PS: Ganhei o livro do Keith e o vinil dos Beatles da Aline de Natal atrasado junto com um cartão lindo. Obrigada amiga! 
PS2: Tenho que agradecer todos os dias os amigos que eu tenho, eles são os melhores do mundo.
PS3: Já agradeci a Aline? Ah, obrigadaaaa amiga! =D

sábado, 16 de outubro de 2010

A poesia de verdade nada diz

Leia ouvindo:

The Doors – Moolight Drive

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“Veja bem, a poesia de verdade nada diz, apenas apresenta as possibilidades. Abre todas as portas. Você pode atravessar o que quiser. … A poesia é eterna. Enquanto houver pessoas,  elas irão lembrar de palavras e combinações de palavras. Nada pode sobreviver a um holocausto, exceto poesia e música. Ninguém consegue se lembrar de um livro inteiro. Ninguém consegue descrever um filme, uma escultura ou uma pintura, mas, enquanto houver seres humanos, a poesia e a música terão continuidade.
Se minha poesia tenta alcançar algum objetivo, esse objetivo é libertar as pessoas das limitações em seus modos de ver e sentir”.

Jim Morrison.

The Doors por The Doors – Ben Fong-Torres – Pág 228 – Editora Agir.

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PS: Novo livro do Doors que eu me dei de presente. Reúne entrevistas com todos os integrantes, familiares e amigos do Jim. Um trabalho enorme de pesquisa. Relato definitivo de uma das minhas bandas preferidas. Vale a leitura.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Eu sou o amargo da língua

Leia ouvindo:

Raul Seixas – Gita

Lembrei pelo Twitter o aniversário (de vida!) do Raul Seixas. E como esse blog é meu, ninguém manda em mim (falou) vou escrever sobre ele pq eu estou afim! Até rimou!

Se eu fizer uma forcinha, consigo lembrar a primeira vez que eu o ouvi. Acho que estava na terceira série e a tia fez uma apresentação com Gita (especialmente no ‘Leia ouvindo de hj, apesar de não ser uma das minhas preferidas do cantor). Lembro dos ensaios, mas não lembro da apresentação. E como a minha mãe nunca teve o hábito de filmar ou fotografar alguma coisa que a gente fazia na escola, não tenho fotos desse dia. Nem lembranças, que estranho.

rauzito Enfim, cheguei em casa cantando e meu pai estranhou, pq ele nunca tinha prestado atenção nisso. E logo tratou de me por para ouvir as fitas (faz tempo ein?) que ele tinha do Raul Seixas. Decorei todas, sei um monte de músicas dele de cor, e ele está sempre presente na minha vida. Seja em uma viagem pra praia ou um dia comum no iPod.

Escrevo esse texto sem tanta nostalgia como o sobre o MJ. Quando ele morreu em 89 eu tinha três aninhos, e hj ele está presente em minha vida de uma maneira diferente em comparação aos outros ídolos que morreram (mas eu divago…)

Ah, uma das minhas músicas preferidas do Raulzito é ‘Tu és o MDC da minha vida’. Acho meio brega, mas sempre coloco as frases dessa música no MSN, tipo ‘eu me lembro do dia que você entrou num bode, quebrou minha vitrola e minha coleção do Pink Floyd’ ou ‘não tem pepsi-cola que sacie a delícia dos seus beijos’ ou ‘nessa sala hj eu peço arrego, não tenho paz nem tenho sossego’ ou ‘quando eu me declarava você ria’. Muito bom! Dá pra listar um monte de músicas dele aqui.

Se depender de mim, o Raulzito ficará vivo com sua música por muito tempo.

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PS: O jogo do Brasil ontem foi tudo de bom! Dei muita risada com as meninas e depois teve até churras em casa de desconhecidos. Adoro.

PS2: Que preguiça, meu jisuis.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Todas as garotas solteiras

Leia ouvindo:

Beyoncé – Single ladies

Este Dia dos Namorados será o primeiro que eu vou passar solteira em (qntos mesmo?) 6 ou 7 anos. Claro, não com o mesmo namorado, é que eu tenho o hábito de sair de um namoro e entrar em outro.

O que significa que é uma novidade para mim passar esse dia alone in the dark. Já arrumei festa para hj e amanhã. Afinal, ser solteira não é só um status. É um estilo de vida!

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Na foto, as três single ladies mais gatas da cidade: Eu, Michelle e a Anna, semana passada lá no Basset. Faltou a Dani, q além de solteira é linda de morrer! Tem tbém a Paola que está em Caxias do Sul, que além de solteira e linda, está fazendo aniversário hoje! Parabéns amigosa!

Para os casados e aqueles que estão namorando, um ótimo fim de semana cheio de amor! E para aqueles que como nós, estão livres, leves e soltos, soltem a franga, arrazem na produção e nos encontramos nos botecos, baladas e afins neste fim de semana!

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PS: Terminei de ler Juliet, Nua e Crua do Nick Hornby. Novidades em breve aqui no Elo.

PS2: Estou quase terminando o bordado, a fase II do Deus prefere os ateus eu coloquei no Twitter e aqui.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Until the end

Leia ouvindo:

The Doors – When the music’s over

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Jim Morrison revirou no caixão. Eu explico: esqueci (cabeça a minha!) de contar sobre o show do Doors no meu post sobre os shows internacionais que eu já fui nessa minha vidinha – claro que não me compara com a Ana Carolina que já foi em 500 mil shows na vida dela, inclusive o do Ramones na Pedreira quando ela tinha 13 anos – mas ãnfãm (como dizem os franceses).

Doors em Curitiba. Quer dizer, 50% do Doors em Curitiba. Pq todo mundo sabe que o Lagarto Rei está enterrado em Paris bem próximo do Napoleão, e o tio da bateria não quis brincar mais. Mesmo assim, caraca! Doors em Curitiba!

Se eu fizesse um Top Five das minhas bandas preferidas, o Doors estaria em 2° lugar. O resto eu conto um dia. Mas existe uma banda que predomina no meu coraçãozinho. Podem adivinhar se quiserem. O vencedor ganha um tchauzinho meu e uma folha do meu caderno de matemática da 7°série.

Voltando ao assunto, Doors em Curitiba! Fui né? Um frio de rachar (para variar) nessa cidade esquecida por God, acompanhada de um casal de amigos. Claro que o tio vocalista quase-imitação de Jim Morrison atrasou o show em quase duas horas. Mas dá nada, era um sonho se realizando.

doors2 Quando eles começaram, eu realmente achei que eu ia ter um siricutico e fosse partir dessa-para-melhor. Sabe o que é passar adolescência inteira (quase inteira) ouvindo a mesma banda (quase a mesma banda)?

E como eu ouvi. Pensando hoje não sei como não enlouqueci com esse pianinho do Ray e estou viva até hoje (mistério…) tem músicas que eu consigo ‘imitar’ todos os instrumentos.

Tocaram a maioria das músicas que eu gosto, incluindo a que eu indico hj no ‘Leia ouvindo’. Se bem que demorou tanto que uma hora eu queria mesmo que a música acabasse.

Posso dizer sem sombra de dúvida que foi um dos dia mais felizes da minha vida. O mais feliz será o dia que o número 1 da lista fizer um show no Brasil, mas acho que eu não vou sobreviver para contar o relato nesse humilde broguis.

***

PS: Fim de semaninha básico com as gatas no Layout. Como diria, ‘o de sempre’.

PS2: Não tem ps2 hj, minha vida está muito desinteressante. ¬¬

domingo, 23 de maio de 2010

Coisas mais doces

Leia ouvindo:

Sweetest Thing – U2

Um primeiro beijo. Passeio descompromissado em dias frios com sol. Andar a esmo. Dar risada com as amigas, chorar com as amigas, falar dos outros com as amigas.

Ir a lugares que você nunca esteve. Desabafar, chorar tudo que tem para chorar. Rir de tudo. Cantar bem alto. Pertubar os vizinhos.

Fazer novos amigos, dar atenção e carinho aos antigos. Correr até ficar sem ar. Colocar a cabeça pra fora no carro. Conversar com seus pais, dar conselhos para os irmãos. Brincar com os cachorros.

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Ler, dormir, comer, escrever, atualizar o blog. Falar horas no telefone com um amor ou um amigo. Ler o jornal, tomar um café, ir ao cinema.

Ir em um show, terminar um bom livro, arrumar a bagunça do quarto. Estar presente na vida daqueles que você ama. O riso de uma criança, a risada de um idoso.

Tomar uma cerveja no fim da tarde. Tomar um porre fim de semana. Relembrar os bons momentos passados com um amor antigo, relembrar os momentos nem tão bons assim.

Acordar na praia com cheiro de mar. Andar descalço. Catar conchinhas. Tomar sol. Descansar na areia. Olhar o mar.

Um novo amor, um toque na mão. Um esbarrão, um abraço. Todas as coisas são doces, basta você querer.

PS: Hoje tem Fernanda Takai, então pretendo fazer um texto sobre ela essa semana. Fiquem ligados.

PS2: Muito obrigada para todos os amigos que comentaram no post passado. Vocês são tudo na minha vida!

terça-feira, 4 de maio de 2010

A vida até parece uma festa

Leia ouvindo:

Diversão – Titãs

Tenho apenas 23 aninhos. Nessa minha pouca vida, tive a oportunidade de ir em alguns shows memoráveis, pelo menos pra mim! Tanto aqui em Curitiba, como em outras cidades. Alguns internacionais, outros nem tanto. Uns em estádios outros dentro de um porão.

A emoção de ver seu artista ou banda preferido é indescritível. É uma emoção sem tamanho quando você ouve os primeiros acordes de sua música preferida, não tem como não chorar, não tem como não ficar com os pelos arrepiados.

Hoje vou contar um pouco da história dos shows que eu já fui. Por enquanto só os internacionais se não fica muito longo. Espero que vocês gostem.

R.E.M. – Porto Alegre – Estádio do Zequinha
- Acho que foi em novembro de 2008

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A história desse show é muito legal. Aconteceu numa quinta-feira em Porto Alegre. Peguei o avião pela manhã e já fui direto para o Zequinha. Este foi o único show que eu fiquei em um espaço VIP. Então quando cheguei estava bem vazio. Os portões abriram às 16h, e às 22h o R.E.M. entrou. Eles estavam lançando o último CD deles Accelarate (dizem que é o último!).

Mas foi quando Michael Stipe cantou Drive, clássico de Automatic for the People, que eu chorei de verdade. Foi um espetáculo lindo, o primeiro com o Obama presidente então eles comentaram sobre isso durante o show, foi muito bacana. rem2Exatamente a meia-noite eles terminaram e eu fui dormir no aeroporto porque pegava o primeiro avião de volta para Curitiba bem cedo. Não era 9h eu já estava no trampo. Valeu o cansaço, valeu a correria, valeu ver a banda da primeira fila no alambrado. Se eu morrer amanhã eu morro feliz.

Radiohead – São Paulo – Chácara do Jóquei.
- Março 2009

radiohead

Outra história louca. Como a passagem de avião para São Paulo é muito cara, dessa vez fui de excursão, de ônibus. O show era no domingo. Saí de Curitiba sábado à noite e cheguei de manhãzinha em SP. Fiquei o dia inteirinho na fila. Das 7h até a hora que os imbecis dos Looser Hermanos começaram a tocar (desculpa não nunca gostei deles, sempre achei uma banda horrível, e a partir desse dia, passei a odiá-los com cada célula do meu corpicho. Motivo: pense em 30 mil teenagers que vão até a Chácara do Jóquei só para vê-los. Eu pensei que fosse morrer pisoteada!) Enfim, para mim só começou quando o Kraftwerk começou a tocar. Simplismente fenomenal! Os caras mandam muito bem.

Mas foi quando Thom Yorke começou a tocar os primeiros acordes que eu pensei realmente que eu fosse morrer. Eles estavam lançando In Rainbows, um puta cd! Mas claro, meu êxtase foram com as músicas do Ok Computer, Karma Police, Paranoid Android, No surprises.

Mais uma vez, terminou novamente a meia-noite. Volta para o ônibus. Menos de oito horas depois estava novamente sentadinha na minha mesa, trabalhando, só a capa da gaita. O mais legal foi o pessoal do trampo comentando: “Vi o show do Radiohead pela TV no Multishow” e eu respondi: “Eu estava lá!”

The Killers – São Paulo – Chácara do Jóquei (de novo)
- Acho que foi novembro de 2009

killers

Também fui de excursão nesse show, mas dessa vez acompanhada da Cinthya Mara e da Ana Carolinda. Graças à Brian – The God – Wilson esse show foi no sábado, então cedinho fomos pegar o bus em frente ao Shopping Curitiba.

Só que nós saímos na sexta e a Cinthya esqueceu a identidade dela com uma amiga nossa que não ia no show. O tiozinho não queria de jeito nenhum deixar ela embarcar, sem um documento com foto. Então, ela pegou um táxi (eram 6h40 o bus saía as 7h) e foi voando até o Barreirinha onde ela mora para buscar o passaporte. Por incrível que pareça, ela conseguiu chegar a tempo e nós embarcamos.

killers2 Ufa! Chegamos com a chuva em São Paulo. Choveu a tarde toda e metade do show. Ficamos molhadas até os ossos. Meu All-Star eu tive que jogar fora quando cheguei porque a lama impregnou nele de um jeito que nada resolveu. Mesmo assim, foi um puta show, com ótimas companhias e muita diversão, afinal os Killers são ótimos, as músicas super dançantes, então uma hora você até esquecia da água que caia ou espirrava.

Afinal, a vida até parece uma festa. E diversão é a solução para mim! Vale muito a pena o sacrifício, o frio, chuva, sol, espera, horas no bonde. Não tem como esquecer. São lembranças para toda a vida mesmo!

PS: Acabei de chegar do cinema, assiti Alice no IMAX 3D. Muito bom! Adorei, essa parada de 3D é a revolução do cinema mesmo.

PS2: A continuação desse post conto as aventuras (mas nem tanto) dos shows nacionais.