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domingo, 14 de agosto de 2011

Uma carta para meu pai

Gato, tudo bem?

Não sei se você lê o Elo, sei que sua vida é corrida. Sei que você não tem tempo de ficar na internet, e quando fica, resolve o que tem que ser feito e pronto. Por isso Pai, quero que saiba que o texto de hoje é dedicado à você. O único que me entende. O único que não me julga. Me dá a mão quando eu preciso e está sempre ao meu lado. Me escuta e tbém faaaaala "pra mais de metro". Você me ensinou a cozinhar, me deu uma infância rígida, mas divertida. Se sacrificou por mim (por nós) e nunca pediu nada em troca. Tem um coração imenso, onde sempre cabe mais um. Esteve comigo na pior época da minha vida, me apoiando.

Obrigada pelas brigas (acho que foram poucas) pelas noites acordado quando eu passo mal. Pelas risadas nos domingos pela manhã quando eu conto como foi a noite. Pelo sarro que você tira quando chego tropeçando de madrugada. Obrigada por segurar minha mão, quando estou ao seu lado, quando você dirige. Por sempre perguntar como foi meu dia. Por me acordar qndo eu perco a hora. Pelo bom dia sempre animado. Obrigada por me dar irmãos maravilhosos, férias inesquecíveis no interior e tantos ensinamentos. Obrigada por tudo gato, vc não é perfeito, mas é o único homem que eu já amei.

Feliz Dia dos Pais,
De sua filha,

Lálika.



***
PS: Estou para escrever sobre o pai desde quando ele fez 60 anos, em fevereiro. A carta de hoje é um começo.
PS2: Gato, te amo!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sem perder a ternura

Leia ouvindo:
Titãs - Não vou lutar


Lembrei agora que há um ano, embarcarva para a minha aventura em terras hermanas. Decisão tomada em apenas um fim de semana de conversa, duas semanas antes. Foi o tempo de tirar o passaporte e fazer as malas. Sem pensar direito e sem arrependimentos.

Foram dias lindos em Buenos Aires, dias corridos, alegres e tristes. A saudade dos amigos e da família batia forte, sentia falta de tudo. Foi lá que eu percebi que eu não sou tão cidadã do mundo, como eu imaginava. Percebi que sou muito enraizada e que sim, minha mãe faz falta.

Neste ano que passou aprendi a não me arrepender das minhas decisões e a viver todos os momenrtos. Não deixar as oportunidades passarem. Fazer amigos, sair, cair e levantar. Tudo sem perder a ternura e sem deixar de lutar.

***
PS: Viciada no livro do Keith. Vou colocar mais trechos por aqui em breve.
PS2: Foto da rua de casa, em Buenos Aires, a Avenida de Mayo.
PS3:  Findes começa amanhã, simbora galera!

domingo, 8 de agosto de 2010

As árvores somos nozes

Leia ouvindo:

Cássia Eller – Todo o amor que houver nessa vida

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Sempre morei na mesma casa, desde que eu nasci. Na verdade, morei uns anos fora, na tentativa dos meus pais de desbravar o interior do estado. Qndo voltamos para a capital, voltamos para a mesma casa, onde na época moravam os meus avós. Na sequência, eles mudaram para o sítio em Cândido de Abreu e aqui estamos, desde então.

Tenho lembranças ótimas minhas e do meus irmãos correndo pelas calçadas e desbravando o quintal. Naqueles tempos, tinha até tatu bola! E as árvores do vizinho já estavam lá. Desde épocas imemoráveis, segundo contava a minha avó.

As mini floresta começa logo que termina o nosso quintal, separado por um muro não muito alto. Lembro de criança olhar para aquelas árvores balançando e deixar a mente vagar… era tão legal! As folhas caindo, o barulho dos galhos, o cheiro do eucalipto…

Mas agora, o vizinho (que eu nunca soube quem é) resolveu cortar as árvores, como mostra a foto. Agora eu enxergo a casa dele. Agora o verde não preenche mais o espaço. Toda vez eu eu olhava pela janela da cozinha, dava com as árvores. Agora elas não existem mais. Ele está cortando uma a uma. Começou com uma araucária linda, no momento os coitados dos eucaliptos.

Que tristeza que me dá olhar pela janela e não ver mais as árvores que estão tão presentes em toda a minha vida. Olho e vejo um buraco, e a sensação é que esse buraco está em mim, como se na atitude do cara em cortar as árvores, cortasse um pedaço meu…

Minha mãe tenta justificar, falando que a mini floresta pode servir de mocó para ladrões, como já aconteceu. Prefiro que levem tudo, mas deixem as árvores. Todo o amor que houver nessa vida para elas, que agora estão mortas.

***

PS: Feliz dia dos pais! Em especial para o seu Vitoldo, meu gato! =D

PS2: O erro no título é intencional. Para quem não conheçe, clique aqui.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Eu sou o amargo da língua

Leia ouvindo:

Raul Seixas – Gita

Lembrei pelo Twitter o aniversário (de vida!) do Raul Seixas. E como esse blog é meu, ninguém manda em mim (falou) vou escrever sobre ele pq eu estou afim! Até rimou!

Se eu fizer uma forcinha, consigo lembrar a primeira vez que eu o ouvi. Acho que estava na terceira série e a tia fez uma apresentação com Gita (especialmente no ‘Leia ouvindo de hj, apesar de não ser uma das minhas preferidas do cantor). Lembro dos ensaios, mas não lembro da apresentação. E como a minha mãe nunca teve o hábito de filmar ou fotografar alguma coisa que a gente fazia na escola, não tenho fotos desse dia. Nem lembranças, que estranho.

rauzito Enfim, cheguei em casa cantando e meu pai estranhou, pq ele nunca tinha prestado atenção nisso. E logo tratou de me por para ouvir as fitas (faz tempo ein?) que ele tinha do Raul Seixas. Decorei todas, sei um monte de músicas dele de cor, e ele está sempre presente na minha vida. Seja em uma viagem pra praia ou um dia comum no iPod.

Escrevo esse texto sem tanta nostalgia como o sobre o MJ. Quando ele morreu em 89 eu tinha três aninhos, e hj ele está presente em minha vida de uma maneira diferente em comparação aos outros ídolos que morreram (mas eu divago…)

Ah, uma das minhas músicas preferidas do Raulzito é ‘Tu és o MDC da minha vida’. Acho meio brega, mas sempre coloco as frases dessa música no MSN, tipo ‘eu me lembro do dia que você entrou num bode, quebrou minha vitrola e minha coleção do Pink Floyd’ ou ‘não tem pepsi-cola que sacie a delícia dos seus beijos’ ou ‘nessa sala hj eu peço arrego, não tenho paz nem tenho sossego’ ou ‘quando eu me declarava você ria’. Muito bom! Dá pra listar um monte de músicas dele aqui.

Se depender de mim, o Raulzito ficará vivo com sua música por muito tempo.

***

PS: O jogo do Brasil ontem foi tudo de bom! Dei muita risada com as meninas e depois teve até churras em casa de desconhecidos. Adoro.

PS2: Que preguiça, meu jisuis.

domingo, 23 de maio de 2010

Coisas mais doces

Leia ouvindo:

Sweetest Thing – U2

Um primeiro beijo. Passeio descompromissado em dias frios com sol. Andar a esmo. Dar risada com as amigas, chorar com as amigas, falar dos outros com as amigas.

Ir a lugares que você nunca esteve. Desabafar, chorar tudo que tem para chorar. Rir de tudo. Cantar bem alto. Pertubar os vizinhos.

Fazer novos amigos, dar atenção e carinho aos antigos. Correr até ficar sem ar. Colocar a cabeça pra fora no carro. Conversar com seus pais, dar conselhos para os irmãos. Brincar com os cachorros.

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Ler, dormir, comer, escrever, atualizar o blog. Falar horas no telefone com um amor ou um amigo. Ler o jornal, tomar um café, ir ao cinema.

Ir em um show, terminar um bom livro, arrumar a bagunça do quarto. Estar presente na vida daqueles que você ama. O riso de uma criança, a risada de um idoso.

Tomar uma cerveja no fim da tarde. Tomar um porre fim de semana. Relembrar os bons momentos passados com um amor antigo, relembrar os momentos nem tão bons assim.

Acordar na praia com cheiro de mar. Andar descalço. Catar conchinhas. Tomar sol. Descansar na areia. Olhar o mar.

Um novo amor, um toque na mão. Um esbarrão, um abraço. Todas as coisas são doces, basta você querer.

PS: Hoje tem Fernanda Takai, então pretendo fazer um texto sobre ela essa semana. Fiquem ligados.

PS2: Muito obrigada para todos os amigos que comentaram no post passado. Vocês são tudo na minha vida!

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Aos meus amigos, todo o amor do mundo

Leia ouvindo:

Amigo – Roberto Carlos
ou
Canção da América – Milton Nascimento

Amigo. Só sabe o significado dessa palavra quem é amigo de verdade. Porque não é preciso TER amigos, é preciso SER amigo.

Meus amigos são os melhores do mundo. Tem a intrometida (Fran, é de você que eu estou falando, mas que sempre me dá os melhores conselhos, e está sempre comigo, para o que der e vier) tenho a amiga parceira (Paola, o que vai ser de mim sem você?) Tenho a amiga esforçada (Ana Carol, deixa a vida te levar um pouco!) Tem a indecisa (Cibe, vc sabe do que estou falando!).

Tenho as amigas que estão longe, mas sempre perto (né Michelle, Camie e Laís, afinal quarteto um dia, sempre quarteto). As amigas que eu trabalhei um dia e me aguentaram nas minhas piores manhãs (Ione, Dai, Lari, Pati, Sil, Clau, Ruth, Ana V). As amigas da faculdade que mudaram tanto, pq casaram, separaram ou tiveram filho! Não é mesmo Suellen, Suzana e Taci?

Ou da Priscila Farias com quem eu peguei a mania de fazer as coisas cantando, ou de cantar do nada? A Pri César que acompanha as novidades do Elo lá da Argentina, e que faz meu peito doer de saudades dela. E a Vitória? Minha irmã? Vejo tanto de mim nela que as vezes eu não sei quem é quem. Minha mãe, que é sempre sincera, não importa quem esteja certo ou errado.

Tem os amigos homens, aqueles que me colocam no chão, como o Ton, que além de tudo é meu irmão e não se preocupa muito com nossa amizade quando é para me alertar ou me xingar de alguma coisa que eu fiz ou vou fazer. O que dizer do Clau que sai comigo agora que estamos solteiros? E do Felipe? Que é meu amigo antes de ser meu professor na facul (além de orientador) e que me fez uma jornalista muito melhor. Die, Nigga, Guinho, Fer e Fábio, que vinham aqui em casa e ficavam falando de mangás, assistindo desenho e jogando video-game. Tempo bom que não volta nunca mais.

Tem o Seu Vitoldo (meu pai) que é meu melhor amigo, aquele que eu nunca precisei mentir (de uns anos para cá! Confesso, mas fazer o quê? Adolescência é assim mesmo). Me entende e me conheçe melhor do que ninguém. Mas é fácil pq eu sou a versão feminina dele.

Não acredito naquela história de que amigos vem e vão. Acho que os amores vem e vão, os amigos vem e ficam. Porque sempre aprendemos com eles, somos melhores (ou piores, depende) por causa deles. Com eles aprendemos a amar verdadeiramente, afinal amizade também é amor. Claro que pode virar amor, como diria o Cazuza “amizade é uma das coisas mais preciosas da vida e fica melhor ainda quando vira amor”.

Aos meus amigos, citados aqui ou não, é muito bom saber que vocês são MEUS amigos. Muito obrigada por tudo! E lembrem-se: sempre contem comigo!

PS: O texto é em homenagem a todos aqueles que estão sempre comigo, muito obrigada!

PS2: Marca tbém a nova cara do blog! Chega de histórias tristes!