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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sem perder a ternura

Leia ouvindo:
Titãs - Não vou lutar


Lembrei agora que há um ano, embarcarva para a minha aventura em terras hermanas. Decisão tomada em apenas um fim de semana de conversa, duas semanas antes. Foi o tempo de tirar o passaporte e fazer as malas. Sem pensar direito e sem arrependimentos.

Foram dias lindos em Buenos Aires, dias corridos, alegres e tristes. A saudade dos amigos e da família batia forte, sentia falta de tudo. Foi lá que eu percebi que eu não sou tão cidadã do mundo, como eu imaginava. Percebi que sou muito enraizada e que sim, minha mãe faz falta.

Neste ano que passou aprendi a não me arrepender das minhas decisões e a viver todos os momenrtos. Não deixar as oportunidades passarem. Fazer amigos, sair, cair e levantar. Tudo sem perder a ternura e sem deixar de lutar.

***
PS: Viciada no livro do Keith. Vou colocar mais trechos por aqui em breve.
PS2: Foto da rua de casa, em Buenos Aires, a Avenida de Mayo.
PS3:  Findes começa amanhã, simbora galera!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Viva, viva 2011!

Leia ouvindo:
Raul Seixas - Sociedade Alternativa



Pensei em começar o ano compartilhando com vocês a grande aventura que foi o final de 2010. O ano acabou, acabou uma década de sonhos realizados, amigos para a vida e muito sangue, suor e lágrimas. 
Mas vamos ao que interessa. Meu happy new year em Superagüi (sim com trema). Foi assim: todo mundo estava sem programação para o fim de ano, e alguém sugeriu o Superagüi, que é uma ilha, longe pra cacete. Duas horas de barca saindo de Pguá. Daí fomos acampar, pq somos mulheres modernas e destemidas (e pobres, já que é barato acampar). 

Chegamos dia 28 por lá. Eu e outra amiga, o pessoal ia chegar só dia 30. Já nos primeiros momentos vimos que ia ser trash. A pousada era muito ruim. Muito, mesmo. Banheiro imundo, cozinha xexelenta. Se tinha três árvores para montarmos as barracas embaixo era muito. Mas vamos lá né. Uhuuu. Alegria. Já acamparam? Eu adoro! Já fiz isso várias vezes, em vários feriados da minha vida. Se o camping te oferece o mínimo de estrutura (entende-se por estrutura: banheiro limpo e decente) dá pra morar. É claro que no Superagüi não tem nada disso. Anyway... foi muito divertido. 

O pessoal chegou dia 30 e o outro povo ainda dia 31. Trouxeram as cervejas e, quando elas acabaram,  o resto do feriado foi regado a muita cataia, catuaba e deus sabe o que mais. O que valeu foram as risadas, as caminhadas, o desapego (cel não funcionava, imagina internet essas coisas). As novas amizades e o reforço às antigas.

É isso que eu espero de 2011. Meus amigos perto de mim, aqueles que me fizeram ressurgir das cinzas ano passado, e que as novas amizades continuem nesse ano novo. Estamos aí.
Adorei cada minuto no Superagüi. Não sei se volto, nunca mais é muito tempo. Mas se valeu a pena? Ah, valeu!

***
PS: Vista de perto do trapiche. Lindo né? Mais fotos no meu Facebook, me add lá quem ainda não tem. Orkut morreu galera.
PS2: Compomos um funk lá. Quando eu tiver o vídeo coloco na roda. Super engraçado.
PS3: Um ano novo cheio de aventuras para eu compartilhar com vocês né?

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vai no SWU?

Leia ouvindo:


Olá pessoal, tudo bem? Tudo na mais tranquila ordem? Preparados para o fim de semana mais esperado do ano? Isso mesmo pessoas, o Dia das Crianças está chegando! Se comportaram esse ano? Fizeram a listinha de presentes para a mamãe comprar? Não? Então deixa de frescura e confira algumas dicas para você, que vai no SWU, não se ferrar! Como eu já contei aqui, já fui em alguns shows internacionais de grande porte, então posso dar umas dicas para você, querido leitor, ficar mais orientado daqui em diante! Comentem outras dicas! Me contem os perrengues que vocês já passaram para ver a banda dos seus sonhos, vou dar muita risada, óbvio.

Vamos parar de putaria e ir ao que interessa:

*Vista do SWU que acontece em Itu, este fim de semana.

- Sempre leve uma muda de roupa, meias limpas e de preferência vá de galocha ou coturno. Chove, e vira um lamaçal e vc vai se arrepender de ter ido de All Star (como eu no show do Killers). E vai voltar para casa com o pé molhado. Ninguém merece.
- Meninas: Caprichem no shortinho, tshirt da banda e galocha. Sério, não adianta mais do que isso. Se vc chegar cedo, pode até fazer frio. Mas na hora do show o calor vai ficar insuportável! Você só vai se preocupar em não perder o moletom.
- Meninos: Mesma coisa: tênis ou galocha, shorts e camiseta! Se joguem!
- Levem de casa: frutas como maçã e banana para volta, protetor solar (mesmo em dias nublados o mormaço queima!), e no caso do SWU repelente, afinal lá é no meio do mato. Leve também travesseiro e coberta para volta. Provavelmente você virá dormindo, então qndo mais confortável melhor.
- Na chegada: Não adianta levar as barrinhas de cereal para dentro do show. Normalmente a organização não deixa entrar com nenhum tipo de comida ou bebida. Deixa no ônibus para a volta, acredite é a melhor coisa que você faz.
- Na bolsa, dentro do show: Escolha uma pequena, com um compartimento para o ingresso, dinheiro, identidade e carteirinha. Não levem a carteira inteira que se vc perder, um abraço. Coloquem o protetor solar, capa de chuva, câmera (cuidado, tem shows que é proibido) e só. É legal embrulhar em algum plástico pq se vc levar uma chuva torrencial (como eu no Killers) não molha seu moneys nem seus documentos!

Provavelmente você vai se estressar, então não dê bola para: patricinhas de salto no meio da lama (sim eu já vi), playboys, maconha (rola muito), gente bêbada. Aliás, não se estresse com as pessoas! Muito provavelmente você vai levar muitas encoxadas! Quer conforto? Fica em casa!
O que importa é que você se divirta, faça amizades e conte suas aventuras para os netos!

***
PS: Foto que o pessoal do @SWUbrasil colocou no Twitter hoje. Entederam o pq das galochas?
PS2: Conto como foi o show por aqui, semana que vem! Aguardem! =D
PS3: Não estou conseguindo postar a foto. Em casa eu atualizo. ¬¬

domingo, 3 de outubro de 2010

Contagem regressiva

Leia Ouvindo:

Pixies – Where is my mind

nirvana Kurt Cobain em entrevista para a Rolling Stone em 27 de janeiro de 1994. Quem o entrevistou foi o David Fricke. Dali há três meses ele estouraria os miolos com uma espingarda, em um suicídio mal explicado até hoje.

Ele está respondendo a uma pergunta sobre o porque deles não terem tocado Smell Like Teen Spirit no show que havia terminado.

Kurt diz:

“Mas eu mal consigo, especialmente numa noite horrível como essa, tocar ‘Teen Spirit’. Eu literalmente quero arremessar minha guitarra no chão e dar o fora. Não consigo ter prazer em tocá-la.”

Mas você deve ter se divertido ao escrevê-la.

Estivemos praticando por três meses. (…) Eu tentava escrever a canção pop definitiva. Eu basicamente estava tentando chupar dos Pixies. Preciso admitir isso (sorri). Quando ouvi pixiesos Pixies pela primeira vez, fiquei tão ligado na banda que deveria ter entrado nela – ou ao menos ter uma banda cover dos Pixies. Nós usamos suas dinâmicas, a suavidade e tranquilidade, só que bem alto e pesado. (…)

As melhores entrevistas da Revista Rolling Stone – Ed. Larousse – 445 páginas.

***

PS: Uma semana para o SWU. Sim eu vou ver os Pixies!

PS2: Momento cidadania no Elo: Pensem bem em quem votar!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Drops da Vida - Parte V

Leia ouvindo:

Chico Science e Nação Zumbi - A praieira

cerveja


Na balada:
- Me vê uma cerveja, por favor?
- Qual?
- Qual vc tem?
- Moça, tenho mais de 180 rótulos…
- Beleza, fala um por um para eu escolher!
- ¬¬'

***

PS: Da série: aconteceu no feriado! Rá! =D

PS2: Essa não aconteceu comigo, com uma amiga lá em Caxias, mas eu estava junto! haha =D

domingo, 23 de maio de 2010

Coisas mais doces

Leia ouvindo:

Sweetest Thing – U2

Um primeiro beijo. Passeio descompromissado em dias frios com sol. Andar a esmo. Dar risada com as amigas, chorar com as amigas, falar dos outros com as amigas.

Ir a lugares que você nunca esteve. Desabafar, chorar tudo que tem para chorar. Rir de tudo. Cantar bem alto. Pertubar os vizinhos.

Fazer novos amigos, dar atenção e carinho aos antigos. Correr até ficar sem ar. Colocar a cabeça pra fora no carro. Conversar com seus pais, dar conselhos para os irmãos. Brincar com os cachorros.

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Ler, dormir, comer, escrever, atualizar o blog. Falar horas no telefone com um amor ou um amigo. Ler o jornal, tomar um café, ir ao cinema.

Ir em um show, terminar um bom livro, arrumar a bagunça do quarto. Estar presente na vida daqueles que você ama. O riso de uma criança, a risada de um idoso.

Tomar uma cerveja no fim da tarde. Tomar um porre fim de semana. Relembrar os bons momentos passados com um amor antigo, relembrar os momentos nem tão bons assim.

Acordar na praia com cheiro de mar. Andar descalço. Catar conchinhas. Tomar sol. Descansar na areia. Olhar o mar.

Um novo amor, um toque na mão. Um esbarrão, um abraço. Todas as coisas são doces, basta você querer.

PS: Hoje tem Fernanda Takai, então pretendo fazer um texto sobre ela essa semana. Fiquem ligados.

PS2: Muito obrigada para todos os amigos que comentaram no post passado. Vocês são tudo na minha vida!

terça-feira, 4 de maio de 2010

A vida até parece uma festa

Leia ouvindo:

Diversão – Titãs

Tenho apenas 23 aninhos. Nessa minha pouca vida, tive a oportunidade de ir em alguns shows memoráveis, pelo menos pra mim! Tanto aqui em Curitiba, como em outras cidades. Alguns internacionais, outros nem tanto. Uns em estádios outros dentro de um porão.

A emoção de ver seu artista ou banda preferido é indescritível. É uma emoção sem tamanho quando você ouve os primeiros acordes de sua música preferida, não tem como não chorar, não tem como não ficar com os pelos arrepiados.

Hoje vou contar um pouco da história dos shows que eu já fui. Por enquanto só os internacionais se não fica muito longo. Espero que vocês gostem.

R.E.M. – Porto Alegre – Estádio do Zequinha
- Acho que foi em novembro de 2008

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A história desse show é muito legal. Aconteceu numa quinta-feira em Porto Alegre. Peguei o avião pela manhã e já fui direto para o Zequinha. Este foi o único show que eu fiquei em um espaço VIP. Então quando cheguei estava bem vazio. Os portões abriram às 16h, e às 22h o R.E.M. entrou. Eles estavam lançando o último CD deles Accelarate (dizem que é o último!).

Mas foi quando Michael Stipe cantou Drive, clássico de Automatic for the People, que eu chorei de verdade. Foi um espetáculo lindo, o primeiro com o Obama presidente então eles comentaram sobre isso durante o show, foi muito bacana. rem2Exatamente a meia-noite eles terminaram e eu fui dormir no aeroporto porque pegava o primeiro avião de volta para Curitiba bem cedo. Não era 9h eu já estava no trampo. Valeu o cansaço, valeu a correria, valeu ver a banda da primeira fila no alambrado. Se eu morrer amanhã eu morro feliz.

Radiohead – São Paulo – Chácara do Jóquei.
- Março 2009

radiohead

Outra história louca. Como a passagem de avião para São Paulo é muito cara, dessa vez fui de excursão, de ônibus. O show era no domingo. Saí de Curitiba sábado à noite e cheguei de manhãzinha em SP. Fiquei o dia inteirinho na fila. Das 7h até a hora que os imbecis dos Looser Hermanos começaram a tocar (desculpa não nunca gostei deles, sempre achei uma banda horrível, e a partir desse dia, passei a odiá-los com cada célula do meu corpicho. Motivo: pense em 30 mil teenagers que vão até a Chácara do Jóquei só para vê-los. Eu pensei que fosse morrer pisoteada!) Enfim, para mim só começou quando o Kraftwerk começou a tocar. Simplismente fenomenal! Os caras mandam muito bem.

Mas foi quando Thom Yorke começou a tocar os primeiros acordes que eu pensei realmente que eu fosse morrer. Eles estavam lançando In Rainbows, um puta cd! Mas claro, meu êxtase foram com as músicas do Ok Computer, Karma Police, Paranoid Android, No surprises.

Mais uma vez, terminou novamente a meia-noite. Volta para o ônibus. Menos de oito horas depois estava novamente sentadinha na minha mesa, trabalhando, só a capa da gaita. O mais legal foi o pessoal do trampo comentando: “Vi o show do Radiohead pela TV no Multishow” e eu respondi: “Eu estava lá!”

The Killers – São Paulo – Chácara do Jóquei (de novo)
- Acho que foi novembro de 2009

killers

Também fui de excursão nesse show, mas dessa vez acompanhada da Cinthya Mara e da Ana Carolinda. Graças à Brian – The God – Wilson esse show foi no sábado, então cedinho fomos pegar o bus em frente ao Shopping Curitiba.

Só que nós saímos na sexta e a Cinthya esqueceu a identidade dela com uma amiga nossa que não ia no show. O tiozinho não queria de jeito nenhum deixar ela embarcar, sem um documento com foto. Então, ela pegou um táxi (eram 6h40 o bus saía as 7h) e foi voando até o Barreirinha onde ela mora para buscar o passaporte. Por incrível que pareça, ela conseguiu chegar a tempo e nós embarcamos.

killers2 Ufa! Chegamos com a chuva em São Paulo. Choveu a tarde toda e metade do show. Ficamos molhadas até os ossos. Meu All-Star eu tive que jogar fora quando cheguei porque a lama impregnou nele de um jeito que nada resolveu. Mesmo assim, foi um puta show, com ótimas companhias e muita diversão, afinal os Killers são ótimos, as músicas super dançantes, então uma hora você até esquecia da água que caia ou espirrava.

Afinal, a vida até parece uma festa. E diversão é a solução para mim! Vale muito a pena o sacrifício, o frio, chuva, sol, espera, horas no bonde. Não tem como esquecer. São lembranças para toda a vida mesmo!

PS: Acabei de chegar do cinema, assiti Alice no IMAX 3D. Muito bom! Adorei, essa parada de 3D é a revolução do cinema mesmo.

PS2: A continuação desse post conto as aventuras (mas nem tanto) dos shows nacionais.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Razões que ela desconhecia

Leia ouvindo:
The Killers - For Reasons Unknown

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O dia amanheceu com uma grande expectativa. O último feriado antes do Natal estava recheado de planos. Levantou, tomou café e partiu para o trabalho. O dia ia ser corrido. Tudo aconteceu normalmente. O telefonema dele confirmando a viagem dela para o interior do estado ocorreu no horário de sempre. Durante a hora do almoço, ela voou até a rodoviária para comprar a passagem para aquele dia, às 18h. Como ela tinha imaginado, estava lotada de pessoas que como ela, iam visitar parentes, amigos ou amores.

Durante a tarde, a hora não passava, mas finalmente, o relógio bateu às 17h e ela pode ir embora. A tarde estava tão linda! A caminho do interior tirou fotos do crepúsculo do dia que estava terminando. A única coisa que a incomodava era o fato dele ainda não ter ligado, só tinham se falado pela manhã, mas isso não chegava a ser uma preocupação. Ela tinha enviado um e-mail para ele informando a hora da saída e a provável hora de chegada na rodoviária. Com certeza ele já tinha visto.

Deixou que o livro de contos que estava lendo a distraísse sua mente desses pensamentos. Tinha ido a livraria uns dias antes para comprar e autografar o livro de uma de suas cantoras preferidas, que agora se mostrava uma ótima escritora.

Então, começou a lembrar dos planos que eles tinham feito para o feriado prolongado. O carro novo na garagem trazia a espectativa de momentos românticos em algum vilarejo aos arredores da cidade natal dele. A compra do carro pelos dois mostrava um futuro lindo pela frente. Um futuro juntos, destinado um para o outro. Apesar de estarem namorando há apenas dois anos, parecia que eles já se conheciam durante a vida toda. Tudo era belo e especial.

Mas, por razões que ela desconhecia, ele não apareceu na rodoviária. Por razões que ela desconhecia, seu coração não bateria mais como bateu um dia. Por razões que ela desconhecia, seus lábios não beijariam mais como um dia. Por razões que ela desconhecia seus olhos não o reconheceriam novamente.

Por razões que ela ainda desconhecia, depois daquele dia de solidão na rodoviária, a espera de alguém que está para chegar, mas que não chegou, sua vida nunca mais seria a mesma.

PS: Ufa! Meu primeiro texto de ficção (ou não!) do Blog, espero que vocês gostem.

PS2: A foto é de uma trip para Floripa, tanto tempo atrás que eu quase nem me lembro mais.