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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Onde estiver, juntos

Leia ouvindo:

Scar Tissue – Red Hot Chilli Peppers

Um relacionamento pode ser comparado a um livro.

Às vezes ficamos indecisos no começo, antes de ‘pegar no tranco’. Sempre com algumas dúvidas do tipo: prosseguir com a leitura ou não, largar no meio ou continuar? Podemos deixar ele quietinho em algum lugar, mas uma hora alguma coisa vai lembrá-lo que você precisa terminar o que começou. Mesmo que isso não te incomode mais.

Ou, podemos nos empenhar na leitura, nem perceber que as páginas estão terminando. Podemos continuar lendo, mesmo depois que o livro já está na prateleira há séculos. E o tempo vai parecer que não passou, porque você vai estar sempre com ele, como uma cicatriz.

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O pior é quando não queremos que as páginas acabem. Fazemos de tudo para retardar aquele momento. Tudo para não deixar aquela sensação no coração, aquele ato de derrota quando você finalmente termina um livro. Ele te venceu. Te tornou uma pessoa melhor, mais sábia. Te ensinou várias coisas. Trechos ficarão para sempre em sua memória, gravados em seu coração.

Ou podemos ter a impressão de que o livro não te deixou tão mais sábia assim, não mexeu tanto com você. Não te tornou uma pessoa melhor. Na verdade, você tenta escondê-lo no fundo de uma gaveta, dentro do baú antigo da avó, só para não admitir que perdeu tempo. Só para não admitir que teve vergonha de ler tudo aquilo.

Mesmo quando um livro é excelente ou quando não é tão bom assim, as palavras escritas de caneta, na primeira página, sempre te trazem uma lembrança boa. Como aquelas palavras que diziam em tom de profecia: ‘Onde estiver, juntos’.

PS: A editora “Ficção ou não” está bombando. Sempre é difícil para mim escrever, mas tem se mostrado um ótimo exercício.

PS2: Estou com medo de assistir o remake do Freddy Krugger, até pq sonhei (mas sobrevivi) com o infeliz essa semana. Se eu encarar eu conto a experiência por aqui.

PS3: A foto é do meu quarto reformado! O pai ajeitou ele nas férias, ficou bem legal. Claro que faltam um monte de livros nas prateleiras e a de cima despencou com o peso das Barsas, então no momento a coitada está precisando de um reforço. Vamos esperar a boa vontade do meu pai.

domingo, 25 de abril de 2010

Vivendo e (não) aprendendo

Leia ouvindo:
Vou Festejar - Beth Carvalho

Sou péssima para dar conselhos. Uma das vantagens de ser minha amiga, é que eu sempre ouço, e é difícil eu expressar minha opinião de cara. Depois de um tempo posso até falar o que eu estou pensando, mas isso nem sempre acontece.

Por isso mesmo que eu não sigo nem os meus próprios conselhos. No post passado falei das coisas para se fazer sozinha. Me deu uma louca e eu saí de casa depois que eu escrevi, fui no cinema, fui na livraria, tomei café em um café e comprei o jornal. Para terminar o dia, caí no samba com minha amiga Paola e estou com os dois joelhos arrebentados (velhice!).

Será que foi um passo importante? Talvez. Como eu disse, as coisas tem que acontecer naturalmente, sem pressão. Um dia de cada vez. E claro, reaprender a fazer as coisas, reaprender a ser você novamente.

PS: Ontem fui no cinema, finalmente assisti O Segredo de Seus Olhos. Estou chocada até agora. O cinema mexe comigo de uma maneira que eu não consigo explicar. Um filmão. Vou deixar para quem entende tentar explicar. Aqui e aqui. Um dos melhores diálogos do filme, na minha humilde opinião é quando Sandoval (Guillermo Francella) conversa com Benjamin (Ricardo Darín) em um boteco de Buenos Aires tentando desvendar o crime que acontece no início da trama. Ele diz para seu companheiro que um homem pode mudar tudo, nome, cidade, país, religião, Deus. Mas não pode mudar uma paixão. Devastador.

PS2: Comprei o livro da Alice no País das Maravilhas. Uma edição boa, bonita e barata da editora Zahar. Leitura de domingo. Ah, vem o Alice através do Espelho nessa edição também. Aproveitem!

PS3: Estou bolando um post sobre o novo mal do século. A ressaca! Aguardem!