terça-feira, 24 de maio de 2011

Realização de um sonho!

Leia ouvindo:



A música dos Beatles que vinha de alguma casinha no entorno do Engenhão deixava o cenário ainda mais lúdico. Eu estava realizando o meu grande sonho. Dali a alguns passos, eu ia chegar ao estádio onde Paul McCartney faria seu primeiro show.

A tarde perfeita de domingo passou rápido, depois um sábado lindo visitando a Cidade Maravilhosa. As horas na fila valeram a pena quando o meu preferido do FabFour entrou em cena, cantando “Hello, Goodbye”. A maior emoção da minha vida. Já contei aqui e aqui alguns show internacionais que eu já fui. Em nenhum a emoção foi tão grande. Grandes sucessos dos Wings se misturaram as antigas canções dos Beatles para o delírio de 45 mil pessoas que cantaram em uníssono.

A surpresa ficou na hora de “Hey Jude” onde a galera do vip ergueu vários cartazes com a palavra “na”. Deu pra ver na cara do Paul a surpresa, ele ficou realmente impressionado.

Estou meio boba até agora, relembrando os momentos do último domingo. Nunca vou me esquecer, foi tudo lindo e perfeito. Tomara que daqui há seis meses ele volte, estarei lá. 

***
PS: Queria agradecer a Andressa pela hospedagem, passeio e risadas do fim de semana. Obrigada amiga!
PS2: Claro, não posso esquecer do Marlon que foi o grande companheiro das 542872578 horas que ficamos na fila e do show. O vídeo do "Leia ouvindo" de hoje é dele. Obrigada!
PS3: Gente, sério. Morri e fui pro céu.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A certeza


Todos já tiveram um ou vários momentos de certeza na vida. Tenho certeza que essa é a formação que eu quero seguir, que é com ele(a) que eu quero ficar, que vou pegar esse avião.

Confesso: nunca soube o que fazer da vida (e até hoje não sei). Uma vez perguntei aos colegas de turma se eles sempre souberam que queriam ser jornalistas. Uma amiga me respondeu entusiasmada que, quando criança, fazia jornalzinhos em casa. Achei lindo! Eu só soube que queria ser jornalista quando entrei no jornalismo.

O meu momento de certeza absoluta eu soube em uma noite de lua cheia, como a de hoje. O fato de eu gostar muito de ler me ajudou a ir levando a facul até o segundo ano, quando começaram as aulas de Tele. Um dia, fomos fazer uma reportagem de "cunho social", como dizia a Fran, na Comunidade do Icaraí, longe para cacete. Fomos eu e a Vanessa contar a história de uma senhora que catava os restos do Ceasa (os que davam para consumir, óbvio), levava para casa e fazia uma baita de uma sopa. Colocava os panelões em uma kombi caindo aos pedaços e partia pro Icaraí, distribuir para o pessoal.

Naquele dia, vi as pessoas morando literalmente em palafitas, já que eles estavam sob o pântano. O que mais me impressionou foi a luz azul que saia de todas as casinhas. Em cada uma delas tinha uma televisão. Embaixo da noite que caia, eles poderiam sonhar com um outro mundo que saía da tela.

Não deu tempo de fotografar. Estava ficando tarde e perigoso. Mas a imagem está gravada em meu coração e em minha mente. Quem sabe um dia meu jornalismo alcance aquelas pessoas.

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PS: Ando sem inspiração para a atualizações, vou tentar melhorar! ;D
PS2: Domingo vou realizar um sonho. Contarei detalhes aqui em breve! =D

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Crer é ver


"Senti uma decepção já familiar. Ninguém conseguia concordar em nada. Vivíamos numa névoa de percepções fugidias, compartilhadas apenas em parte, e nossos dados sensoriais eram distorcidos por um prisma feito de desejo e crença, que também alterava nossas memórias. Víamos e lembrávamos em nosso próprio favor, e íamos nos autopersuadindo ao longo do caminho. A objetividade implacável, principalmente em relação a nós mesmos, sempre foi uma estratégia social condenada. Somos descendentes daqueles contadores de meias-verdades que, passionais e indignados, no afã de convencer os outros, simultaneamente convenciam a si mesmos. Através das gerações o sucesso fora nos selecionando, e com o sucesso surgiu esse nosso defeito, gravado profundamente nos nossos genes, como sulcos numa trilha de carroças: quando não era o quer queríamos, não conseguíamos concordar sobre o que estava na nossa frente. Crer é ver. É por isso que há divórcios, disputas por território, e guerras, e é por isso que esta estátua de Virgem Maria chora lágrimas ou aquela, de Ganesh, bebe leite. E era por isso que a metafísica e a ciência eram inimigas tão corajosas, invenções tão espantosas, maiores do que a roda, maiores do que a agricultura: artefatos humanos dirigidos contra a textura da natureza humana. A verdade desinteressada. Mas isso não conseguia nos salvar de nós mesmos; os sulcos eram profundos demais. Não podia haver redenção particular na objetividade”.

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Amor para Sempre - Ian McEwan - Editora Rocco.

PS: Oitavo livro do McEwan terminado hj na volta pra casa. Sexto com lugar garantido na prateleira. ;D

terça-feira, 5 de abril de 2011

O que você quer?

Leia ouvindo:
Lou Reed - Satellite of Love 



Eu quero dias frios com o céu azul e passarinhos cantando de madrugada.
Quero o sorriso do meu irmão, a gargalhada da minha irmã e a cumplicidade do meu pai.
Quero meus amigos perto e meus inimigos mais ainda.
Quero esquecer o passado e pensar no futuro.
Quero café, papel e caneta sempre à mão.
Quero andar de bicicleta e correr até os pulmões arderem.
Quero que os dias passem rápido e que as noites não terminem.
Quero sorrisos sinceros e carinho retribuído.
Quero dançar atém furar a sola do sapato e beber até cair.
Quero viver loucamente e nascer todos os dias.
Quero passeios a pé intermináveis e viagens solitárias.
Quero um bom livro e um dia de chuva.
Quero um banco na praça e a risada das crianças.
Quero rir até chorar e me emocionar com uma música.
Quero dias preguiçosos e noites em claro.
Quero declarações verdadeiras e dias repletos de amor.

E você, o que quer?

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PS: Resultado de noites insone.
PS2: Gente, não tinha visto, mas a Mi tbém fez um post "eu quero", confere aqui!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Ternura



"Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar
                                                                     [extático da aurora."

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PS: Poesia que muitas vezes embalou meu coração apaixonado.
PS2: Criei um Tumblr. Olha.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dinheiro na mão é vendaval...

Leia ouvindo:
Paulinho da Viola - Pecado Capital


Nunca consegui economizar dinheiro. Nem cofrinho eu conseguia ter quando criança, sempre achava um pretexto para gastar as moedinhas. Dá pra contar nos dedos de uma mão as vezes que eu economizei dinheiro para comprar alguma coisa. Justamente por isso que hoje não nada (tirando meus livros), sou desapegada mesmo.

Aí a minha surpresa em achar dinheiro. Mas não pense que eu tenho sorte ou algo parecido (nem acredito nisso), eu já perdi muito dinheiro, e não foi no bingo clandestino. Na época em que eu fazia estágio em uma assessoria de imprensa, pelos idos do tempo do guaraná de rolha, recebia em dinheiro. Eis que aquele dia de pagamento, coloco minha grana toda (e nem era muito!) dentro de um porta-moeda que eu tinha e pego o busão pra ir para a faculdade. Chegando lá, quis fazer um lanche e tcharans! Cadê o porta-moeda? Sim, eu tinha perdido. Com todooo o meu rico dinheirinho lá dentro. Eu prefiro pensar que eu perdi, do que achar que alguém me roubou. 

Por isso a minha felicidade em achar dinheiro. Ainda não achei tudo o que eu perdi dentro do porta-moedas, mas vai que até o fim da minha vida, eu não recupero o prejuízo ein? Por isso dividi em cenas as minhas 'achadas' de moneys pela cidade, leiam aí:

Cena Um: Nos tempos do desemprego (metade do ano passado), fui um belo dia almoçar com a Ana Carol lá no Italy. Desci na Rui, peguei a XV, fui até o Correio antigo e cheguei. Daí decidimos almoçar no Mc da XV, ou seja, tinha que voltar tudo que eu já tinha andado. Tudo bem, adoro andar e sem compromisso com horário, então susse. Na metade do caminho, nós duas de papo, bem distraídas, eu vejo a uns cinco metros  uma nota de cem reais dobrada. Meu primeiro pensamento foi: 'é aquelas propagandas de empréstimo'. Não parei de falar com a Ana Carol e quando fui chegando perto, pensei 'bom, não custa pegar né'. Quando finalmente me aproximei, me abaixei, e muito desbaratinadamente coloquei a nota no bolso de trás da calça.
Acontece o seguinte diálogo:

Eu - Guria, acho que achei 100 pilas.
Ana - Capaz, é aquelas notas de propaganda.
Eu - Não, acho que é real.
Ana - Bom, deixa mocado aí no Mc a gente vê.

Chegamos no Mc e tcharans! Era uma nota verdadeira! Como eu estava sem trampo, o dinheiro caiu do céu!

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Cena dois: Não trabalhei durante o primeiro ano da facul. Então, eu e a Fran íamos para a aula de tarde e ficavámos lá, estudando (juro). Como éramos pobres (continuo sendo) nunca tínhamos dinheiro pra fazer lanche (qntos cincão eu emprestei da galera e até hj nada o/), e um belo dia, andando os corredores da hoje UP, acho uns 40 e poucos dobradinho. Eis o diálogo.

Eu: Guriaaaa! Achei dinheiro.
Fran: Claro que não! É meu, eu vi primeiro.
Eu: Óbvio que não, eu vi primeiro.
(Ficamos uma meia hora nesse papo até decidirmos dividir, já que não chegamos a uma conclusão de quem viu primeiro).

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Cena três: Um dia, fazendo faxina de ano novo (lá por junho) nas gavetas do meu guarda-roupa, acho 50 reais. Esse dia eu perdi o dinheiro de mim mesma, já que escondi e esqueci. O legal foi o que aconteceu no meio, o diálogo com meu pai. Ele entra no meu quarto um pouquinho antes.

Gato*: Filha, vc tem um dinheiro pra me emprestar? Só esse fim de semana, segunda te pago...
Eu: Vixiii pai, não tenho nada. (continuo mexendo nas coisas)
Gato: Então tá bom, sem problema.O que vc está fazendo? (eu olhando dentro de umas agendas antigas).
Eu: Nada pai, to aqui jogando uns papeis fora... 
Nesse momento, pula 50 reais de dentro de uma agenda. Foi muito engraçado a cara que o meu pai fez, pq a gente tinha falado de dinheiro na hora. Fiquei muito feliz e é claro, emprestei para ele né?
*Para quem não sabe, eu chamo meu pai de Gato.

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PS: Gente, estou cansada de pensar em uma desculpa por não atualizar o Elo, então vou ser sincera. É preguiça mesmo. Mas vou me esforçar, tenho tantas novidades para contar! Carnaval, livros novos, cds novos. Tanta coisa, mas vamos por partes, como diria Jack, o EstripaZzzzzzzZZZzzzzz....
PS2: Meus dog days acabaram pessoal! Por isso pretendo aparecer mais por aqui tbém. Por isso a frase do meu guru e da Pri, Caio F., cai (sacou?) como uma luva: "Quem procura não acha. É preciso andar distraído e esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado". =D

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Desafio do Livrada!

Olá pessoas, tudo bem?
O Yuri do blog Livrada! Teve uma ideia muito legal. Um desafio literário. O negócio funciona assim: é só escolher um ganhador do Nobel e ler quatro livros dele durante o ano. Susse né?
Eu escolhi o J.M. Coetzee. Para participar é só comentar lá no Livrada! Logo ele vai fazer uma listinha da galera participando.
Ah, ele tbém fez um banner. Se vc for participar é só colocar o selo no seu blog. Eu não descobri ainda como faz isso, mas pretendo colocar ali do ladinho.
É isso, participem!



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PS: Hj apenas o post institucional hehe. Volto com novidades essa semana. O livro do Keith está ótimo. Cada pérola gente. Estou adorando. =D