domingo, 12 de junho de 2011

Solteira e feliz

Não vou me prolongar no papo dia-dos-namorados-é-uma-data-comercial-aham-claudia-senta-lá. O negócio é que mais um ano estou passando o dia sozinha (sem namorado). O que é ótimo! Adoro minha solteirice e minha liberdade. Claro, na hora que aparecer um louco da enchente aí para preencher esse coraçãozinho e esquentar meus pézinhos nestas noites frias, darei uma chance. Por enquanto, o negócio é continuar a chegar tarde, beber, sair, comemorar com os amigos, rir, conhecer pessoas novas, se apaixonar e amar. E claro, ir tentando com os errados enquanto o certo não aparece.

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PS: Gente, no post dos bichos esqueci de falar da Tina Turner, nossa calopsita! Que dó.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Eu e os bichos

Tudo começou com a Vicky. Ela está aqui até hoje. Aí veio a Fada, Nina, Lex e a Melância que também está aqui até hj. A Fada vinha quando eu assobiava, a Nina (filha da Vicky) colocava a cara toda dentro do pote de água e fazia bolinhas. O Lex, labrador mais lindo desse mundo, amarelo com o nariz marrom e os olhos verdes, arrancava todas as roupas da mãe do varal e enterrava. Meias e calcinhas estão desaparecidas até hoje. Doamos ele para dois meninos que moravam no sítio e de Lex ele passou a ser Matador. Vai entender.

Tivemos periquitos, porquinhos da índia e um canário belga que eu achei no beiral da janela de casa numa manhã que eu cheguei bêbada. Por um instante achei que fosse alucinação. Dei o nome de Amarelo para ele que viveu um tempão na varanda, encantando todos com seu canto. Até a noite que eu esqueci ele pra fora na madrugada mais fria do ano em Curitiba. Triste fim do Amarelo.

E a Amy. Gata que adorava brincar com as rolhas e tampinhas de garrafa que eu colecionava, para fazer justiça ao seu nome. Suicidou-se uma vez que eu viajei pro Sul. Tristeza que ainda dói.

Agora, alegram nossos dias, além da Vicky e da Melância, a Lara e a Vida. A Yorkie (Lara) conquistou todos com seu amor incondicional e companheirismo. Dorme em todas as camas, sobe em todos os sofás, tem mais moral que eu. Já a Vida, FoxTerrier mais doida da Lindóia, chegou para bagunçar nossa vida (entenderam?) e tirar nossa paz. Mas quem resiste aos seus ‘olhos juntos?´ Late feito uma louca todas as vezes que eu chego de madrugada, acorda todo mundo, faz um puta escândalo. Ainda bem que eu não preciso (mais) mentir a hora que eu chego. Pula mais de metro quando a Vitória e o Leandro (seus donos) chegam. Chora, uiva de desespero pq ela sabe que eles estão chegando só pelo barulho que eles fazem com a chave. Arisca com os outros, a Vida de vez em quando me visita no quarto, sobe na cama e olha pela mesma janela que eu. Adoramos a vista.

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PS: Ando inspiradinha né? Impressão.

terça-feira, 7 de junho de 2011

A origem do medo

Leia ouvindo:
Iron Maden - Fear of the Dark

Sempre senti muito medo. Alguns que me conhecem (a Aline é defensora dessa teoria) dizem que, o fato de eu não acreditar em deus faz com que eu seja tão cagona. Eles justificam dizendo que, como eu não tenho uma figura (?) para me agarrar, acabo sentindo muito mais medo que o comum. Eu não concordo. Acho que a origem dos meus medos vem da minha infância, qndo eu e o meu irmão ficávamos horas acordados madrugadas adentro contando histórias um para o outro. De tão aterrorizantes, não nos deixavam dormir. Havia noites que berrávamos de medo para nossos pais, e eles nem tchum, dormindo bem susse no quarto deles. Nunca iam nos socorrer, então o negócio era esperar amanhecer. Outra origem de tanto medo, talvez seja a mania que eu tinha de assistir filmes de terror quando criança. Coisa que hoje não me atrevo. Foram incontáveis noites insone depois de sessões de Freds, Jasons e Diabos dentro de armários. Sinistro. 

Uma vez, acampando, logo pela manhã, comecei a ouvir uns barulhos no lado de fora da barraca. O medo tomou conta de mim. Acho que tinha mais duas ou três barracas no camping, e no momento, achei que poderia ser alguém, querendo assaltar o pessoal. Meu corpo inteiro gelou. Simplesmente não conseguia me mexer! Fiquei paralisada, quase em choque. Apenas os sentidos funcionavam com máxima atenção. Depois de um tempo, não sei dizer quanto, criei coragem e abri, aos poucos e bem devagar o zíper da barraca. Eram vacas pastando. Fim do mistério.  

Agora que sou adulta, depois de tanta terapia, monstros do passado já não me aterrorizam mais. Talvez, quando ainda acampo sinta medo de insetos (aqueles imensos, cascudos, tipo umas baratas desenvolvidas e aranhas, ui!), por isso não me atrevo à sair em caminhadas noturnas, por exemplo. 

Sentir medo pode ser bom, como um instinto de sobrevivência. Eu continuo por aqui, com medo de bichos cascudos, mas só deles.

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PS: Tem feito tanto frio que eu acho que vou virar um picolé. Adeus!
PS2: Louca para assistir o novo filme do Woody Allen, Meia-noite em Paris. Assim que estreiar, posto aqui e conto da minha paixão pela Cidade Luz.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Realização de um sonho!

Leia ouvindo:



A música dos Beatles que vinha de alguma casinha no entorno do Engenhão deixava o cenário ainda mais lúdico. Eu estava realizando o meu grande sonho. Dali a alguns passos, eu ia chegar ao estádio onde Paul McCartney faria seu primeiro show.

A tarde perfeita de domingo passou rápido, depois um sábado lindo visitando a Cidade Maravilhosa. As horas na fila valeram a pena quando o meu preferido do FabFour entrou em cena, cantando “Hello, Goodbye”. A maior emoção da minha vida. Já contei aqui e aqui alguns show internacionais que eu já fui. Em nenhum a emoção foi tão grande. Grandes sucessos dos Wings se misturaram as antigas canções dos Beatles para o delírio de 45 mil pessoas que cantaram em uníssono.

A surpresa ficou na hora de “Hey Jude” onde a galera do vip ergueu vários cartazes com a palavra “na”. Deu pra ver na cara do Paul a surpresa, ele ficou realmente impressionado.

Estou meio boba até agora, relembrando os momentos do último domingo. Nunca vou me esquecer, foi tudo lindo e perfeito. Tomara que daqui há seis meses ele volte, estarei lá. 

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PS: Queria agradecer a Andressa pela hospedagem, passeio e risadas do fim de semana. Obrigada amiga!
PS2: Claro, não posso esquecer do Marlon que foi o grande companheiro das 542872578 horas que ficamos na fila e do show. O vídeo do "Leia ouvindo" de hoje é dele. Obrigada!
PS3: Gente, sério. Morri e fui pro céu.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

A certeza


Todos já tiveram um ou vários momentos de certeza na vida. Tenho certeza que essa é a formação que eu quero seguir, que é com ele(a) que eu quero ficar, que vou pegar esse avião.

Confesso: nunca soube o que fazer da vida (e até hoje não sei). Uma vez perguntei aos colegas de turma se eles sempre souberam que queriam ser jornalistas. Uma amiga me respondeu entusiasmada que, quando criança, fazia jornalzinhos em casa. Achei lindo! Eu só soube que queria ser jornalista quando entrei no jornalismo.

O meu momento de certeza absoluta eu soube em uma noite de lua cheia, como a de hoje. O fato de eu gostar muito de ler me ajudou a ir levando a facul até o segundo ano, quando começaram as aulas de Tele. Um dia, fomos fazer uma reportagem de "cunho social", como dizia a Fran, na Comunidade do Icaraí, longe para cacete. Fomos eu e a Vanessa contar a história de uma senhora que catava os restos do Ceasa (os que davam para consumir, óbvio), levava para casa e fazia uma baita de uma sopa. Colocava os panelões em uma kombi caindo aos pedaços e partia pro Icaraí, distribuir para o pessoal.

Naquele dia, vi as pessoas morando literalmente em palafitas, já que eles estavam sob o pântano. O que mais me impressionou foi a luz azul que saia de todas as casinhas. Em cada uma delas tinha uma televisão. Embaixo da noite que caia, eles poderiam sonhar com um outro mundo que saía da tela.

Não deu tempo de fotografar. Estava ficando tarde e perigoso. Mas a imagem está gravada em meu coração e em minha mente. Quem sabe um dia meu jornalismo alcance aquelas pessoas.

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PS: Ando sem inspiração para a atualizações, vou tentar melhorar! ;D
PS2: Domingo vou realizar um sonho. Contarei detalhes aqui em breve! =D

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Crer é ver


"Senti uma decepção já familiar. Ninguém conseguia concordar em nada. Vivíamos numa névoa de percepções fugidias, compartilhadas apenas em parte, e nossos dados sensoriais eram distorcidos por um prisma feito de desejo e crença, que também alterava nossas memórias. Víamos e lembrávamos em nosso próprio favor, e íamos nos autopersuadindo ao longo do caminho. A objetividade implacável, principalmente em relação a nós mesmos, sempre foi uma estratégia social condenada. Somos descendentes daqueles contadores de meias-verdades que, passionais e indignados, no afã de convencer os outros, simultaneamente convenciam a si mesmos. Através das gerações o sucesso fora nos selecionando, e com o sucesso surgiu esse nosso defeito, gravado profundamente nos nossos genes, como sulcos numa trilha de carroças: quando não era o quer queríamos, não conseguíamos concordar sobre o que estava na nossa frente. Crer é ver. É por isso que há divórcios, disputas por território, e guerras, e é por isso que esta estátua de Virgem Maria chora lágrimas ou aquela, de Ganesh, bebe leite. E era por isso que a metafísica e a ciência eram inimigas tão corajosas, invenções tão espantosas, maiores do que a roda, maiores do que a agricultura: artefatos humanos dirigidos contra a textura da natureza humana. A verdade desinteressada. Mas isso não conseguia nos salvar de nós mesmos; os sulcos eram profundos demais. Não podia haver redenção particular na objetividade”.

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Amor para Sempre - Ian McEwan - Editora Rocco.

PS: Oitavo livro do McEwan terminado hj na volta pra casa. Sexto com lugar garantido na prateleira. ;D

terça-feira, 5 de abril de 2011

O que você quer?

Leia ouvindo:
Lou Reed - Satellite of Love 



Eu quero dias frios com o céu azul e passarinhos cantando de madrugada.
Quero o sorriso do meu irmão, a gargalhada da minha irmã e a cumplicidade do meu pai.
Quero meus amigos perto e meus inimigos mais ainda.
Quero esquecer o passado e pensar no futuro.
Quero café, papel e caneta sempre à mão.
Quero andar de bicicleta e correr até os pulmões arderem.
Quero que os dias passem rápido e que as noites não terminem.
Quero sorrisos sinceros e carinho retribuído.
Quero dançar atém furar a sola do sapato e beber até cair.
Quero viver loucamente e nascer todos os dias.
Quero passeios a pé intermináveis e viagens solitárias.
Quero um bom livro e um dia de chuva.
Quero um banco na praça e a risada das crianças.
Quero rir até chorar e me emocionar com uma música.
Quero dias preguiçosos e noites em claro.
Quero declarações verdadeiras e dias repletos de amor.

E você, o que quer?

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PS: Resultado de noites insone.
PS2: Gente, não tinha visto, mas a Mi tbém fez um post "eu quero", confere aqui!