segunda-feira, 21 de março de 2011

Dinheiro na mão é vendaval...

Leia ouvindo:
Paulinho da Viola - Pecado Capital


Nunca consegui economizar dinheiro. Nem cofrinho eu conseguia ter quando criança, sempre achava um pretexto para gastar as moedinhas. Dá pra contar nos dedos de uma mão as vezes que eu economizei dinheiro para comprar alguma coisa. Justamente por isso que hoje não nada (tirando meus livros), sou desapegada mesmo.

Aí a minha surpresa em achar dinheiro. Mas não pense que eu tenho sorte ou algo parecido (nem acredito nisso), eu já perdi muito dinheiro, e não foi no bingo clandestino. Na época em que eu fazia estágio em uma assessoria de imprensa, pelos idos do tempo do guaraná de rolha, recebia em dinheiro. Eis que aquele dia de pagamento, coloco minha grana toda (e nem era muito!) dentro de um porta-moeda que eu tinha e pego o busão pra ir para a faculdade. Chegando lá, quis fazer um lanche e tcharans! Cadê o porta-moeda? Sim, eu tinha perdido. Com todooo o meu rico dinheirinho lá dentro. Eu prefiro pensar que eu perdi, do que achar que alguém me roubou. 

Por isso a minha felicidade em achar dinheiro. Ainda não achei tudo o que eu perdi dentro do porta-moedas, mas vai que até o fim da minha vida, eu não recupero o prejuízo ein? Por isso dividi em cenas as minhas 'achadas' de moneys pela cidade, leiam aí:

Cena Um: Nos tempos do desemprego (metade do ano passado), fui um belo dia almoçar com a Ana Carol lá no Italy. Desci na Rui, peguei a XV, fui até o Correio antigo e cheguei. Daí decidimos almoçar no Mc da XV, ou seja, tinha que voltar tudo que eu já tinha andado. Tudo bem, adoro andar e sem compromisso com horário, então susse. Na metade do caminho, nós duas de papo, bem distraídas, eu vejo a uns cinco metros  uma nota de cem reais dobrada. Meu primeiro pensamento foi: 'é aquelas propagandas de empréstimo'. Não parei de falar com a Ana Carol e quando fui chegando perto, pensei 'bom, não custa pegar né'. Quando finalmente me aproximei, me abaixei, e muito desbaratinadamente coloquei a nota no bolso de trás da calça.
Acontece o seguinte diálogo:

Eu - Guria, acho que achei 100 pilas.
Ana - Capaz, é aquelas notas de propaganda.
Eu - Não, acho que é real.
Ana - Bom, deixa mocado aí no Mc a gente vê.

Chegamos no Mc e tcharans! Era uma nota verdadeira! Como eu estava sem trampo, o dinheiro caiu do céu!

***

Cena dois: Não trabalhei durante o primeiro ano da facul. Então, eu e a Fran íamos para a aula de tarde e ficavámos lá, estudando (juro). Como éramos pobres (continuo sendo) nunca tínhamos dinheiro pra fazer lanche (qntos cincão eu emprestei da galera e até hj nada o/), e um belo dia, andando os corredores da hoje UP, acho uns 40 e poucos dobradinho. Eis o diálogo.

Eu: Guriaaaa! Achei dinheiro.
Fran: Claro que não! É meu, eu vi primeiro.
Eu: Óbvio que não, eu vi primeiro.
(Ficamos uma meia hora nesse papo até decidirmos dividir, já que não chegamos a uma conclusão de quem viu primeiro).

***

Cena três: Um dia, fazendo faxina de ano novo (lá por junho) nas gavetas do meu guarda-roupa, acho 50 reais. Esse dia eu perdi o dinheiro de mim mesma, já que escondi e esqueci. O legal foi o que aconteceu no meio, o diálogo com meu pai. Ele entra no meu quarto um pouquinho antes.

Gato*: Filha, vc tem um dinheiro pra me emprestar? Só esse fim de semana, segunda te pago...
Eu: Vixiii pai, não tenho nada. (continuo mexendo nas coisas)
Gato: Então tá bom, sem problema.O que vc está fazendo? (eu olhando dentro de umas agendas antigas).
Eu: Nada pai, to aqui jogando uns papeis fora... 
Nesse momento, pula 50 reais de dentro de uma agenda. Foi muito engraçado a cara que o meu pai fez, pq a gente tinha falado de dinheiro na hora. Fiquei muito feliz e é claro, emprestei para ele né?
*Para quem não sabe, eu chamo meu pai de Gato.

***
PS: Gente, estou cansada de pensar em uma desculpa por não atualizar o Elo, então vou ser sincera. É preguiça mesmo. Mas vou me esforçar, tenho tantas novidades para contar! Carnaval, livros novos, cds novos. Tanta coisa, mas vamos por partes, como diria Jack, o EstripaZzzzzzzZZZzzzzz....
PS2: Meus dog days acabaram pessoal! Por isso pretendo aparecer mais por aqui tbém. Por isso a frase do meu guru e da Pri, Caio F., cai (sacou?) como uma luva: "Quem procura não acha. É preciso andar distraído e esperando absolutamente nada. Não há nada a ser esperado. Nem desesperado". =D

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Desafio do Livrada!

Olá pessoas, tudo bem?
O Yuri do blog Livrada! Teve uma ideia muito legal. Um desafio literário. O negócio funciona assim: é só escolher um ganhador do Nobel e ler quatro livros dele durante o ano. Susse né?
Eu escolhi o J.M. Coetzee. Para participar é só comentar lá no Livrada! Logo ele vai fazer uma listinha da galera participando.
Ah, ele tbém fez um banner. Se vc for participar é só colocar o selo no seu blog. Eu não descobri ainda como faz isso, mas pretendo colocar ali do ladinho.
É isso, participem!



***
PS: Hj apenas o post institucional hehe. Volto com novidades essa semana. O livro do Keith está ótimo. Cada pérola gente. Estou adorando. =D

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Sem perder a ternura

Leia ouvindo:
Titãs - Não vou lutar


Lembrei agora que há um ano, embarcarva para a minha aventura em terras hermanas. Decisão tomada em apenas um fim de semana de conversa, duas semanas antes. Foi o tempo de tirar o passaporte e fazer as malas. Sem pensar direito e sem arrependimentos.

Foram dias lindos em Buenos Aires, dias corridos, alegres e tristes. A saudade dos amigos e da família batia forte, sentia falta de tudo. Foi lá que eu percebi que eu não sou tão cidadã do mundo, como eu imaginava. Percebi que sou muito enraizada e que sim, minha mãe faz falta.

Neste ano que passou aprendi a não me arrepender das minhas decisões e a viver todos os momenrtos. Não deixar as oportunidades passarem. Fazer amigos, sair, cair e levantar. Tudo sem perder a ternura e sem deixar de lutar.

***
PS: Viciada no livro do Keith. Vou colocar mais trechos por aqui em breve.
PS2: Foto da rua de casa, em Buenos Aires, a Avenida de Mayo.
PS3:  Findes começa amanhã, simbora galera!

sábado, 22 de janeiro de 2011

A banda mais perigosa do mundo

Leia ouvindo:

"Por que fomos parar no 4-Dice Restaurant, em Fordyce, Arkansas, para almoçar no final de semana do Dia da Indepedência? Aliás, qualquer que fosse o dia? Mesmo com tudo o que eu já sabia depois de dez anos percorrendo de carro o Cinturão da Bíblia. A cidadezinha de Fordice. Rolling Stones no cardápio da polícia, em todo o território dos Estados Unidos. Todos os tiras querendo prender a gente, fosse do jeito que fosse, para se promoverem, serem promovidas e patrioticamente livrar a América dessas "bichinhas" inglesas. Estávamos em 1975, tempos de brutalidade e confronto. A temporada de caça aos Stones foi declarada aberta desde nossa última turnê, a de 1972, chamada STP. O Departamento de Estado tinha registrado tumulto nas ruas (verdade), desobediência civil (novamente verdade), sexo ilícito (seja lá o que isso quer dizer) e violência em vários lugares dos Estados Unidos. Tudo por nossa culpa, meros menestréis. Tínhamos incitado os jovens a se rebelar, estávamos corrompendo a América, e eles decretaram que nós nunca mais entraríamos nos Estados Unidos de novo. No governo de Nixon isso havia se tornado uma questão política séria. Ele tinha pessoalmente lançado mão de truques muito baixos e atiçado seus cães contra John Lennon que, no seu entendimento, poderia custar-lhe a eleição. Quanto a nós, disseram oficialmente ao nosso advogado, formávamos a banda de rock and roll mais perigosa do mundo". 

Trecho de Vida - Keith Richards.


***
PS: Ganhei o livro do Keith e o vinil dos Beatles da Aline de Natal atrasado junto com um cartão lindo. Obrigada amiga! 
PS2: Tenho que agradecer todos os dias os amigos que eu tenho, eles são os melhores do mundo.
PS3: Já agradeci a Aline? Ah, obrigadaaaa amiga! =D

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Viva, viva 2011!

Leia ouvindo:
Raul Seixas - Sociedade Alternativa



Pensei em começar o ano compartilhando com vocês a grande aventura que foi o final de 2010. O ano acabou, acabou uma década de sonhos realizados, amigos para a vida e muito sangue, suor e lágrimas. 
Mas vamos ao que interessa. Meu happy new year em Superagüi (sim com trema). Foi assim: todo mundo estava sem programação para o fim de ano, e alguém sugeriu o Superagüi, que é uma ilha, longe pra cacete. Duas horas de barca saindo de Pguá. Daí fomos acampar, pq somos mulheres modernas e destemidas (e pobres, já que é barato acampar). 

Chegamos dia 28 por lá. Eu e outra amiga, o pessoal ia chegar só dia 30. Já nos primeiros momentos vimos que ia ser trash. A pousada era muito ruim. Muito, mesmo. Banheiro imundo, cozinha xexelenta. Se tinha três árvores para montarmos as barracas embaixo era muito. Mas vamos lá né. Uhuuu. Alegria. Já acamparam? Eu adoro! Já fiz isso várias vezes, em vários feriados da minha vida. Se o camping te oferece o mínimo de estrutura (entende-se por estrutura: banheiro limpo e decente) dá pra morar. É claro que no Superagüi não tem nada disso. Anyway... foi muito divertido. 

O pessoal chegou dia 30 e o outro povo ainda dia 31. Trouxeram as cervejas e, quando elas acabaram,  o resto do feriado foi regado a muita cataia, catuaba e deus sabe o que mais. O que valeu foram as risadas, as caminhadas, o desapego (cel não funcionava, imagina internet essas coisas). As novas amizades e o reforço às antigas.

É isso que eu espero de 2011. Meus amigos perto de mim, aqueles que me fizeram ressurgir das cinzas ano passado, e que as novas amizades continuem nesse ano novo. Estamos aí.
Adorei cada minuto no Superagüi. Não sei se volto, nunca mais é muito tempo. Mas se valeu a pena? Ah, valeu!

***
PS: Vista de perto do trapiche. Lindo né? Mais fotos no meu Facebook, me add lá quem ainda não tem. Orkut morreu galera.
PS2: Compomos um funk lá. Quando eu tiver o vídeo coloco na roda. Super engraçado.
PS3: Um ano novo cheio de aventuras para eu compartilhar com vocês né?

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Vem com tudo, seu lindo!

Eu ia fazer um post especial sobre o ano, tipo uma retrospectiva das coisas que me aconteceram, mas acho que as palavras do Drummond sobre o ano novo, dizem muito mais que as minhas mal traçadas linhas.
Vou viajar terça e amanhã vai ser corrido. Então, sejam felizes em 2011. De resto a gente corre atrás!
E esperem muitas novidades aqui no Elo ano que vem. Boas histórias não vão faltar, deixem comigo.

***

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.
Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente."

Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

1+1=2

Leia ouvindo:
Pixies - Wheres is my mind?

Uma pergunta que eu sempre me faço, quando me deparo com situações inusitadas (algumas minhas ou de outras pessoas) é: até onde vai o grau da loucura? Pergunta que até hoje, não consegui responder, apesar de ter conversado bastante sobre isso, em mesas de botecos, principalmente.

Pois bem. Dias atrás resolvi comprar dois livros do Ian McEwan, escritor inglês que eu já paguei pau aqui, Solar e Na Praia. O primeiro é lançamento e o segundo já é antigo. Comprei pela Estante Virtual, site que reúne milhares de sebos, então o preço é bem bacaninha, já que dinheiro é coisa rara na minha carteira, apesar de não me incomodar em pagar 'caro' em um bom livro, mas se eu posso economizar, economizarei.

Ok, fiz a compra. Demora um pouquinho pra chegar em casa, encomenda simples e tals. Os dias passam, os livros chegam. Começo a ler Solar (ainda não terminei) e coloco o outro na prateleira. Bem alegre e serelepe, como diz uma amiga.

Mais alguns dias passam. Essa época do ano é terrível para mim. Odeio Natal, papai noel e pisca-pisca. Sempre fico introspectiva, pensando o que estou fazendo da minha vida, tentando lembrar o porque de não ter realizado nenhuma meta do ano novo, fazendo um retrospecto das coisas que eu fiz e deixei de fazer. Faço planos para o ano que vai chegar: 'vou dar um jeito na minha vida, gastar menos dinheiro com cachaça, ir mais ao teatro ou ao cinema, fazer o bem, viajar, encontrar o amor da minha vida, emagrecer' essas coisas.

Eis que eu chego em casa, uma noite, super cansada lá da Revista. Sento na minha cama, penso no dia de trabalho, mas coisas feitas, nas palavras ditas. Viro a cabeça para a esquerda, olho para os meus livros, que ficam bem na minha frente, e penso: "ai como eu adoro meus livros, eles são a unica coisa de valor que eu tenho. Ai como eu adoro o Ian McEwan! Aos pouquinhos vou comprando os livros dele, mas já tenho o Na Praia, Sábado, Na Praia, Cães Negros..."

Ops, deu tilt. Como assim Na Praia e Na Praia?

Sim pessoas, eu comprei um livro que eu já tinha. Eu simplesmente esqueci. Me dei ao trabalho de entrar no site, encomendar, pagar e esperar. Daí o livro chegou e eu coloquei na prateleira quase ao lado do outro e não percebi. Gente, eu não percebi.

Só que quando eu me deparei com a "cagada", reparei como ando distraída. Como coisas supérfluas andam sugando minha energia, fazendo eu esquecer de coisas tão importantes para mim. Aguardem mudanças para o ano que vem. Em 2011 esse tipo de coisa não vai acontecer. Só terei uma resolução de ano novo. 


Ah, o que eu fiz como o livro repetido? Dei para a Aline de presente, ela adorou. E fica a dica é uma ótima leitura.

***
PS:  "Leia Ouvindo" repetido. O blog é meu e eu mando aqui. Coloco a música que eu quiser, capiche?
PS2: Ai ai, dezembro. Mês de reflexão. 2010 foi um ano libertador, 2011 venha com tudo, seu lindo.
PS3: Minha irmã faz 18 anos por esses dias. O baby cresceu.