domingo, 28 de outubro de 2012

Nem tão Serena

Terminei outro livro do McEwan. Genial é a única palavra que acho para descrevê-lo sem cometer nenhuma injustiça. Serena parece tão comigo que em alguns momentos, eu achava que talvez tivesse sido espionada. Sensacional. Incrível.



"Gente que fala alto, especialmente as mulheres, sempre atraem inimigos."
Serena, Companhia das Letras, pág 58.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Sobre a volta do blog e solidão


Este tem sido um ano incrível. Trabalho, viagens, amores, cerveja, trabalho, correria, amor e muitos amigos. Tudo tem sido tão intenso que às vezes dá até medo.

Sentimento que surge principalmente em dias do nada. A pessoa (eu) está tão acostumada com o sangue nos zóio que não consegue sossegar o facho num fim de semana. A aflição e a ansiedade tomam conta, como se o dia tivesse sido desperdiçado. Como se não existisse.

Pura besteira. Um fim de semana dedicado aos estudos e aos livros. Terminei um, retomei outro e estou no primeiro terço da biografia incrível da Clarice Lispector.

Realmente acho que o meu grande problema é ficar sozinha, estar bem comigo mesma, na solidão dos meus pensamentos. Aqueles momentos em que pensar em si é tão difícil. É tão bom estar na companhia de alguém, muito melhor do que ficar pensando nos seus problemas, nas suas responsabilidades, na vida que começa amanhã novamente.

Não fomos feitos para ficarmos sozinhos. Precisamos aprender a conviver com a solidão. Por isso, dias do nada são importantes, além de fazer aquilo que o nome sugere, é bom para lembrar quem você é, caso tenha esquecido ou em processo de.

Ficar bem consigo mesma é o primeiro passo para tudo começar a dar certo. É hora de deixar coisas ruins de lado, pessoas que fazem mal, antigos vícios e pequenas atitudes corriqueiras do dia a dia que só nos puxam para baixo. Como aquela poesia tatuada na bunda de uma atriz qualquer que posou pelada: “Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos”. Grande Fernando Pessoa.

O Elo volta, assim como eu, que estava um pouco perdida.

Fazer nada em Miami, pode isso?

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PS: Era para o post ter entrado ontem, mas as minhas segundas estão bem movimentadinhas.

domingo, 30 de setembro de 2012

Aquilo que te arremata

Um bom livro. Pode ser qualquer um do Ian McEwan que já me detona nas primeiras páginas.

Amsterdam, Companhia das Letras.

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PS: Elo voltando devagar gente.


quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Meta: em 2012 eu serei ryca!

Para ser ryca (o) em 2012, você vai precisar de:

- 1 garrafa pet.
- 1 faca.
- Moedas de 1 real.
- Criatividade (não tenho).
- Boa vontade e foco no objetivo (vou tentar!)


O resto é simples: faça um cortinho do tamanho da moeda de 1 real.














O lance é colocar somente moedas de 1 real. Como ela é maior não sai pela tampa, e quando você for abrir seu cofrinho não vai dar aquela depressão de ter R$ 15.35 depois de meses economizando (já aconteceu comigo).














Agora entra a parte mais difícil: a decoração! Roubei das canetinhas da minha irmã mas mesmo assim ficou uma bela porcaria:














Por enquanto tenho cinco reais! Vale lembrar que eu aprendi essa dica com o motoboy que veio entregar pizza aqui em casa esses dias. Paguei com 34 moedas de 1 real e ele me explicou como faz esse cofrinho. Me contou que uma vez ele fez, mas precisou abrir quando metade da garrafa estava cheia de moedas, pq passou por uma emergência. Tinha mais de 400 reais guardados!

Vocês devem estar se perguntando: o que essa infeliz vai fazer com dois litros de moedas de 1 real? Não é obvio? Comprar tudo em bala!

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PS: 2012! Uhuuu! ;D

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Tudo se renova

"E assim, com o sol e as explosões de folhas brotando nas árvores, à maneira como as coisas crescem num filme acelerado, tive aquela certeza familiar de que a vida se renova a cada verão".

O grande Gatsby, Penguin Companhia, pág. 68.



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PS: Um livro triste, que tanto ouvi falar mas só agora conheci seu final.
PS2: Mais sobre ele por aqui em breve. Prometo!

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

When you were young

Tudo é tão simples quando somos crianças.

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PS: Doce outubro.
PS2: Ando sumida.
PS3: É a vida.

domingo, 11 de setembro de 2011

Terça-feira, 11 de setembro de 2001


E para não dizer que não falei das flores, como eu soube do ataque às Torres Gêmeas? Naquela terça-feira  meu pai me pegou na escola como sempre. Estava no segundo ano e ainda não sabia do acontecido, nem lembro se eu tinha celular na época. O pai me contou no carro, no caminho para casa. Na hora, eu confundi o Word Trade Center com o Empire Stade Building, pq não conseguia entender o que o pai estava falando. Até então eu não tinha ouvido falar nas Torres Gêmeas, não tinha a menor ideia que elas existiam, pelo menos conscientemente. Foi só quando cheguei em casa e vi tudo aquilo, aquelas cenas horríveis na televisão, que entendi o que estava acontecendo. 

E aí? Bom, aí nada. Não me lembro de mais nada. Incrível como eu apago as coisas da minha memória. Não me lembro o que eu fiz depois, nem das homenagens nos anos seguintes. Passei despercebida pelos atentados. Claro que depois de adulta comecei a ver aquilo tudo com outros olhos, sua influência no nosso dia a dia, na literatura, no cinema e na vida de milhões de americanos e nas nossas, (in)diretamente.

Concordo que os ataques abalaram as estruturas (literalmente) de uma das maiores potências mundiais, e que até hoje, 10 anos depois, os EUA ainda não estão livres das consequências daquele dia. Assim como eu penso que durante décadas, países que estiveram (e estão) em guerra ficaram com a sombra de novos ataques. Acho as homenagens dignas e sei que tudo deve ser lembrado com respeito e dignidade, sem achar que esta batalha está ganha. 

***
PS: Para quem ainda não assistiu, fica a dica do documentário "O Equilibrista". Nele a história do louco da enchente que atravessou as Torres Gêmeas em cima de uma corda. Sensacional.

domingo, 4 de setembro de 2011

A primavera triunfa


"Com tantas árvores na cidade, podia-se ver a primavera chegando dia a dia, até que uma noite de vento quente a traria de repente na manhã seguinte. Pesadas chuvas frias poderiam retardá-la às vezes, e temíamos que nunca mais chegasse, fazendo-nos perder, assim, uma estação em nossa vida. Esse era o único tempo realmente triste em Paris porque era fora do natural. A gente já espera ficar triste no outono. Uma parte da gente morre a cada ano, quando as folhas caem das arvores e seus galhos ficam nus, batidos pelo vento e pela luz fria, invernal. Mas sabíamos que haveria sempre outra primavera, como sabíamos que o rio fluiria de novo depois de ser congelado. Quando as chuvas frias continuavam durante longo tempo e acabavam matando a primavera, era como se um jovem tivesse morrido à toa.
Naqueles dias, porém, a primavera triunfava, mas dava-nos um frio na espinha pensar que faltava pouco para que ela tivesse falhado". 

Paris é uma festa, Ernest Hemingway. Pág. 59 - Bertrand Brasil.

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PS: Tatie, meu BFF do feriado.
PS2: Primavera é a minha estação gente.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Update - Ainda me irrita

Perder a ponta do durex. Raiva que me cega.

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PS: Se eu preciso fazer algo com durex, acreditem vai demorar.
PS2: Calor! Eba!
PS3: Setembro vem com tudo seu lindo! #25anosfeelings

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Hatoum & Eu


Sou apaixonada pelos livros do Milton Hatoum. Apesar de não ter lido sua obra completa, dois deles tem um cantinho especial na minha prateleira. Adoro suas histórias do Amazonas, que misturam lendas, personagens, culturas, credos e religiões. Desde que o conhecei, toda vez que eu ouço falar do nosso maior estado, o imagino como nas histórias dos seus livros, cheio de cores e sons. Seus livros me fazem pensar como nosso Brasil é grande e como eu conheço pouco o país que eu vivo. São tantas culturas em uma só que é de espantar. 

Agora imaginem a minha felicidade quando soube que ele se descambar lá de Manaus para uma sessão de autógrafos na Livrarias Curitiba. Nem me lembro qual livro ele estava lançando na época, talvez fosse "Órfãos do Eldorado". Mas, como tudo nessa vida tem um 'mas', tinha prova do Paulo Camargo no dia, um dos meus grandes mestres.

Pensei, ingenuamente que ele ia me 'liberar', já que o motivo era nobre, oras! Fiquei o dia inteiro matutando o diálogo, tentando imaginar o ele ia falar (totalmente em vão). Eis (mais ou menos) o diálogo (a prova e o encontro seria na semana seguinte). Achei melhor vomitar as palavras de uma vez do que ficar me enrolando para falar:

- Professor, não posso fazer sua prova semana que vem. Você vai ter que me liberar pq é um motivo muito nobre, o Milton Hatoum vai estar em Curitiba para uma noite de autógrafos, ele é um dos meus escritores preferidos, preciso ir até lá e ouvir ele contar as histórias pessoalmente professor, por isso não posso estar aqui.

Paulo Camargo olha pra mim, cheio de sabedoria e diz:

- Ele também é um dos meus escritores preferidos e eu também gostaria de ir vê-lo, mas vou ter que aplicar prova, para você.

Na semana seguinte eu fui fazer a prova. Compartilhei com meu professor o mesmo sentimento, nós dois estávamos ali, e nosso ídolo lá, contando as suas histórias maravilhosas para alguns sortudos. Ficou para a próxima.

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PS: Não dá para ter tudo na vida, gente.
PS2: Para quem não conhece, fica a dica.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A pérola

Hoje na janta, um assunto puxando o outro. Nem sei como começamos.
Minha mãe:

- Parece aquele filme, Montain Bike.

Três rostos:

- Ahm?

A resposta, aqui.

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PS: Papo que só acontece na Wences, gente.

domingo, 14 de agosto de 2011

Uma carta para meu pai

Gato, tudo bem?

Não sei se você lê o Elo, sei que sua vida é corrida. Sei que você não tem tempo de ficar na internet, e quando fica, resolve o que tem que ser feito e pronto. Por isso Pai, quero que saiba que o texto de hoje é dedicado à você. O único que me entende. O único que não me julga. Me dá a mão quando eu preciso e está sempre ao meu lado. Me escuta e tbém faaaaala "pra mais de metro". Você me ensinou a cozinhar, me deu uma infância rígida, mas divertida. Se sacrificou por mim (por nós) e nunca pediu nada em troca. Tem um coração imenso, onde sempre cabe mais um. Esteve comigo na pior época da minha vida, me apoiando.

Obrigada pelas brigas (acho que foram poucas) pelas noites acordado quando eu passo mal. Pelas risadas nos domingos pela manhã quando eu conto como foi a noite. Pelo sarro que você tira quando chego tropeçando de madrugada. Obrigada por segurar minha mão, quando estou ao seu lado, quando você dirige. Por sempre perguntar como foi meu dia. Por me acordar qndo eu perco a hora. Pelo bom dia sempre animado. Obrigada por me dar irmãos maravilhosos, férias inesquecíveis no interior e tantos ensinamentos. Obrigada por tudo gato, vc não é perfeito, mas é o único homem que eu já amei.

Feliz Dia dos Pais,
De sua filha,

Lálika.



***
PS: Estou para escrever sobre o pai desde quando ele fez 60 anos, em fevereiro. A carta de hoje é um começo.
PS2: Gato, te amo!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Cápsula do tempo

Já dizia o velho deitado que o futuro a Zeus pertence. Pode até ser, mas quem não tem uma puta curiosidade para saber o que estará fazendo daqui há 10 anos, por exemplo? Você se lembra de como era sua vida 10 anos atrás? Que músicas ouvia, com quem saia, o que estava acontecendo no mundo... Ok, com a internet é fácil procurar o que acontecia no universo tempos atrás, mas é bem pouco provável que você tenha sido notícia e por isso, vc se lembre do que aconteceu.

E se você pudesse mandar uma cápsula do tempo para você mesmo para só ser aberta daqui há 10 anos? A dica de hoje aqui do Elo vem do ótimo blog que eu descobri ontem, no Dia do Nada, o 365 Nuncas. Todos os dias as blogueiras fazem uma coisa que elas achavam que nunca fariam. Tem ideias ótimas, como a que eu conto hoje. 

A proposta é simples: mandar uma cápsula do tempo para você mesmo ou para um amigo, pai, mãe, peguete, marido, ficante, rolo, amizade colorida etc., que só será aberta daqui há 10 anos. Claro que é importante manter os contatos atualizados e tals, pois o sistema vai te enviar a cápsula de volta por e-mail. Achei muito legal e obeveeeo que eu mandei uma para mim (amigas, esperem que esta semana vocês receberão uma). Contei como está minha vida, quem está próximo de mim, das amigas e dos amigos, de uma história que eu ainda vou contar aqui no Elo, dos meus pais, das músicas que eu estou ouvindo, fiz declarações de amor para meus irmãos, lembrei das dogs que moram aqui em casa. Enfim, um pouco de tudo.



Um dia, na escola na era pré-internética, uma professora pediu para gente escrever um texto sobre como a nossa vida estaria dali há 10 anos. Deveria estar na sexta ou sétima série com uns 11 ou 12 anos. Escrevi páginas e páginas. Muitos anos depois, meus pais trocaram toda a mobília dos quartos e na mega faxina, joguei fora todos meus cadernos antigos, mas passei os olhos por cima desta redação e a única coisa que eu me lembro é que no final dizia que eu teria uma tartaruga chamada Zac. Deve ter sido uma vontade muito momentânia pq eu não me lembro, de um dia, querer uma tartaruga. Para mim elas fedem.

O interessante do projeto é isso, é lembrar de uma época que mesmo as melhores memórias podem esquecer. E sério gente, como eu estou vivendo no momento, não quero esquecer nunca.

***
PS: Tirem um dia para ler o 365 Nuncas, vocês vão adorar.
PS2: Procurei uma foto minha antiga para ilustrar, mas melhor deixe.
PS3: Dia do Nada fica para esta semana!

domingo, 7 de agosto de 2011

Update - 99+1

Quando uma gota cai certinho no olho. Ódio mortal.

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PS: Vou fazer um post sobre o Dia do Nada. Por enquanto, uma imagem de como eu comemorei este dia, hoje.


domingo, 31 de julho de 2011

99 coisas que me irritam

1 - Perceber que o shampoo ou o condicionador acabou no meio do banho.
2 - Quando meus irmãos deixam um restinho de leite na caixa para não ter que abrir outra.
3 - As minhas roupas que não ficam dentro do meu guarda-roupa.
4 - Qndo vc faz uma tattoo e confunde o esparadrapo com fita crepe e a cola demora meses pra sair.
5 - Funk que não sai da cabeça.
6 - Quando vc não recebe uma mensagem há três dias daí a operadora lembra de vc.
7 - Pessoas que ainda te adicionam no Orkut.
8 - Gente que fala alto dentro do ônibus.
9 - Gente que anda de ônibus.
10 - Quando eu não acho o outro pé da meia.
11 - Qndo estou com uma meia furada e por algum motivo tenho que tirar o sapato na frente de todo mundo.
12 - Gente que me empurra quando eu passo.
13 - Qndo o Explorer trava e fecha as janelas da internet.
14 - Quando o msn trava no meio de uma conversa interessante.
15 - Dm's não respondidas.
16 - O adesivo do meu quarto que está descolando.
17 - Toalha nova que não seca.
18 - Água com gás.
19 - Meu pé maior que o outro.
20 - Meus braços compridos que não me permitem comprar vários casacos.
21 - Domingo no shopping.
22 - Um quadro que eu não pendurei.
23 - Verdades que eu nunca disse.
24 - Mentiras que eu já contei.
25 - Culpa cristã.
26 - Conversa de boteco que gira em torno de culpas cristãs.
27 - A igreja ao lado da minha casa.
28 - As pessoas que frequentam a igreja do lado da minha casa.
29 - A poça que eu tenho que desviar toda vez que chove.
30 - Lembrar que eu esqueci de passar desodorante no meio do caminho.
31 - Esquecer de carregar o celular e ficar o dia todo sem telefone.
32 - Fazer a unha e ao chegar em casa perceber que já está saindo o esmalte.
33 - Um livro que eu não tenho dinheiro pra comprar.
34 - Um livro bom que eu não quero que acabe.
35 - Alguém legal que não chega nunca.
36 - Alguém chato que não me esquece.
37 - Arrumar o quarto e não achar mais nada.
38 - Frascos de perfume que eu não jogo fora.
39 - Piriri depois do banho.
40 - Quando chove no meio da tarde e vc esqueceu o guarda-chuva.
41 - Quando faz sol durante o dia e vc está de pijama por baixo da roupa.
42 - Quando eu durmo sem sutien e fico com preguiça de colocar pela manhã.
43 - Frases de pseudo-efeito no status do Facebook.
44 - Sabedoria de power-point.
45 - Gente q fica séculos sem falar comigo e volta a falar, do nada.
46 - Cachorro latindo.
47 - Gente que não sabe os naipes.
48 - Gente que me olha com cara de espanto qndo eu digo que não acredito em deus.
49 - Derrubar o copo de cerveja e chorar com o desperdício.
50 - Toc toc do sapato de alguém no corredor.
51 - Canetas que somem qndo eu mais preciso delas.
52 - Programas humorísticos que subestimam minha inteligência.
53 - Gente que conversa no cinema.
54 - Bala que gruda na embalagem.
55 - Pasta de dente no final.
56 - Buzina.
57 - Uma música que eu não lembro o nome.
58 - O fato de eu não saber dirigir.
59 - O cabelo das vacas nas baladas.
60 - Fumaça de gelo seco.
61 - Senso comum.
62 - Preconceito.
63 - Gente desinformada. 
64 - Gente que nunca ouviu Beatles.
65 - O frio que eu sinto sempre.
66 - Foto de pessoas mostrado a língua.
67 - Foto de pessoas na frente do espelho.
68 - Aquela bala que vira chiclete e faz a gente salivar um monte.
69 - Roupa que escorrega do cabide quando vc está na loja e não consegue colocar de novo.
70 - Filme que sai de cartaz e vc não teve tempo de ir ao cinema.
71 - Fiapo de manga.
72 - A vap no domingo pela manhã.
73 - Acordar um minuto antes do celular despertar.
74 - Achar que domingo é segunda.
75 - Tic tac do relógio.
76 - Luz que entra por debaixo da porta.
77 - Molhar a meia.
78 - Chegar em casa com fome e não ter pão.
79 - O fato de eu ser tão parecida com a minha mãe.
80 - Espinha.
81 - O carnaval que não chega.
82 - Calças 36 que não me servem mais.
83 - A Madonna não ser mais aquela Madonna puta.
84 - A Fran ter me deixado duas horas esperando no terminal há 4 anos e chegar comendo um crepes.
85 - A minha ansiedade que faz eu queimar a língua.
86 - Fazer a mala.
87 - Desfazer a mala.
88 - Gente que anda com uma peça de roupa de cada estação e fica linda.
89 - Minha vida antes do meu pó da MAC.
90 - Gente que acha que o rock brasileiro tem solução.
91 - Os azulejos da minha cozinha.
92 - Minha irmã ser tão parecida comigo.
93 – Ter a sensação de estar sempre em segundo lugar.
94 - Me envolver com tanta facilidade.
95 - Acreditar no impossível.
96 - A falta de paciência que alguns tem comigo.
97 - Eu não cantar tipo a Adele.
98 - Não ter ido ver o Bowie na Pedreira.
99 - Pensar em uma lista com 99 coisas que me irritam.

***
PS: Mais sobre mim aqui e aqui.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Ainda Amy

Leia ouvindo:


Não faz nem uma semana que Amy morreu. Durante esses dias, relembrei do show que eu fui dela em São Paulo, dos momentos com os bródes que estavam junto, das horas que passamos esperando para o show da nossa diva. Dali há algumas horas ela entraria (ou não, como saber?) no palco e iria arrasar no microfone. O show foi bom? Claro! O que valeu foi a emoção que eu senti ouvindo ela cantar "Black to back" com os olhos marejados, olhando pra cima, meio tonta. Emocionante.

Na verdade, faço esse update aqui no Elo por dois motivos que eu descobri durante a tarde. Primeiro: tenho quase certeza que a foto que eu ilustrei o post abaixo faz parte deste ensaio divulgado pelo site da Marie Claire, lindas imagens. Segundo: os pais da cantora deram uma entrevista para um jornal londrino dizendo que Amy morreu devido a uma crise de abstinência. Eles contaram que fazia três semanas que a filha deles não bebia e por isso seu corpo sucumbiu. Engraçado eles declararem isso, com este vídeo rolando na net onde ela aparece supostamente bêbada três dias ates de morrer.

Esta idiotice que os pais dela falaram me chocou mais que a notícia da morte da cantora. Me fez pensar naquele ditado que eu ouço desde criança "morreu virou santo". Da onde vem essa necessidade da família dela em declarar um absurdo desses? Ok, pode até ser, e quero acreditar nisso, que Amy talvez estivesse tentando se livrar dos seus muitos vícios. Mas aí sair falando que a filha deles morreu de abstinência é uma infâmia e um desrepeito com a imagem dela. Felizmente eu não sou tão ingênua assim e acredito que a maioria dos que me leem também não. 

Ainda bem que eu e outros fãs da Amy podem levar consigo a imagem daquela menina frágil e tímida que vimos no show em Sampa, pq se depender do que diz a família dela, sim ela virou santa.

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PS: Amanhã é sexta! Findes seu lindo! ;D
PS2: Veja aqui mais fotos como a que eu escolhi para ilustrar o post de hoje.

domingo, 24 de julho de 2011

Eu volto para o luto

Amy Winehouse - You know I'm no good

A morte da Amy Winehouse me fez refletir. Depois as piadinhas sem graça, (eu mesma fiz algumas, confesso) comecei a pensar na falta que um ídolo faz para nossa geração. Não estou falando de alguém que devemos idolatrar como um deus ou algo parecido. Mas daquele que nos faça sentir completos. Alguém que por meio de sua arte, toque nossos corações cibernéticos. Seja por meio da música, pintura ou qualquer outra forma de expressão. 

Acho que a comoção toda com a morte da Amy vem em uma época em que não temos mais nossos heróis. Ela não era exemplo de nada, mas com certeza se ela não tivesse feito o sucesso que fez, muitas outras cantoras não existiriam, entre elas a Adele. Desde a Janis, linda, louca e drogada, não existiu uma figura feminina tão controversa na música. Alguns vão se lembrar da Courtney Love, que é doida e noiada, mas querida, vc jamais será tão diva quanto Amy um dia foi.

Infelizmente nós que não vivemos os anos 60, 70 ou até os 80 nunca saberemos como é estar em uma época em que Bowies, Lennons e Morrisons faziam sucesso, ao vivo, naquele momento. Mas sabemos como foram os anos em que Amy nos acompanhou, e acreditem: foram os melhores, evah. Hoje eu chorei por você no chão da cozinha.

***
PS: Obrigada por ter vindo para o Brasil. Ainda bem que eu te conheci antes disso tudo.
PS2: Amy morreu ontem (sábado) mas provavelmente você estará lendo isso hoje (domingo) mas para mim ainda é ontem (sábado) pq eu não dormi. 

domingo, 17 de julho de 2011

Tristeza de domingo

Leia ouvindo:

Bom, aí que eu ouço em pleno domingo que, toda a terapia que eu já fiz nesta vida foi pouca. Que bom. Não vem ao caso quem disse, o porquê, nem em qual circunstância. O fato é que existe uma "obrigação" em sermos e permanecemos felizes. Como assim? Eu que sempre fui dada às rebeldias, só de birra ficava emburrada para atazanar todo mundo, um lance de carência, para ficarem perguntando o que estava acontecendo, e eu respondendo: "nada, nada". E era exatamente isso. Nada. Mania que perdi com os anos, pq a tristeza que eu comecei a sentir passou a ser real, e aí pra quê fingir?

Enfim, o que eu quero dizer é que acho essa imposição (de estar sempre feliz) quase uma ditadura. E tudo aquilo que eu tenho que fazer obrigada, faço com ódio no coração. Tudo bem que às vezes, o que fazemos no dia a dia, não significa que fazemos felizes. Como andar de ônibus (a não ser que seja para encontrar os bróder no boteco) ou ir ao banco (salvo os dias que vc vai tirar dinheiro e ficar rica). É quase impossible manter o bom humor em todas as situações.

Concordo que ficar permanentemente infeliz e reclamando de tudo é chato e patológico. Se vc é assim, por favor, procure tratamento médico especializado. Existem dias bucólicos, nostálgicos e aqueles em que tudo dá errado. Saiba diferenciar e amadureça com esses sentimentos. A humanidade agradece.

É fato que domingos nos deixam tristes e mal humorados. Simples. As perspectivas da semana podem até trazer um sentimento bom. Mas vamos combinar: em 99% dos casos, o fato de acordar cedo faz que a deprê chegue em ondas.

Em tempo: tento com muito esforço, mas muito esforço meeesmo (chega a doer) não descontar meu humor e minhas tristezas nos outros. Quem me conhece sabe. Normalmente eu falo o que está acontecendo (o motivo pelo qual estou sentido aquilo) e 17 minutos depois já estou fazendo piada.

Reservo estes momentos para mim e meus travesseiros. Uma hora as coisas melhoram.

***
PS: Não estou triste, é só um desabafo.
PS2: Foto de mili anos, de um dia que eu esqueci.
PS3: O "Leia ouvindo" voltou. Por enquanto.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Todas as horas em Paris

Meia-noite em Paris é uma festa. Assisti há uns dias o novo filme do Woody Allen, e claro, mexeu comigo de uma maneira que até agora não voltei ao normal. Mas também, como passar despercebida por aqueles lindos planos que o cineasta faz da Cidade Luz. Impossível.

Paris é um sonho, uma alegria, é aquilo que me faz levantar para trabalhar, pq eu sei que um dia eu estarei lá, caminhando por aquelas ruas, visitando os museus e tantos outros lugares incríveis. Minha vida já é uma festa, mas em Paris, a festa será interminável.

E como a vida é cheia de coincidências, meus livros da Sontag retornaram para minha casa, e esses dias eu estava folheando-os. Lembrei das aulas de foto aos sábados pela manhã para tentar me formar mais rápido, e de uma apresentação que eu fiz que, entre outros fotógrafos, falava sobre o Brassai. Isso antes da ida ao cinema e antes de saber disso. Um coração bate muito mais feliz. 

***

Ontem, dia 13 foi Dia do Roque (maaa oeee!). Aí que além de jogo do Brasil (zzzZZZzzz) e botequis negadis com os bróder, tentei me lembrar qual foi o primeiro rock que eu ouvi. Pensei, pensei e nada. Depois de muita reflexão, acho que as músicas do Raulzito são as primeiras que eu tenho lembrança de cantar (sim, eu não lembro das músicas da escolhinha, aliás eu nem fui pra escolhinha, fui pra escola direto). Enfim, já falei do Raul aqui ó.

O que eu quero dizer é que claro, ouvi (e ouço) rock, mas que não existe, pelo menos conscientemente, uma lembrança do meu primeiro rock. Loucura. Mas eu me lembro da primeira vez que eu ouvi Doors. Foi no filme, assisti sem saber que banda era. Tinha 15 anos. Já curtia Led e Beatles nesta época, mas minha vida mudou tanto depois desta sessão que imagino que se eu não tivesse ido, eu seria uma pessoa completamente diferente.

***

PS: Óbvio que a foto é do Brassai. Não consigo colocar trema no "i".
PS2: Post dois em um. Acontece muita coisa na minha vida gente. (mentira).

domingo, 3 de julho de 2011

O verdadeiro cobertor de orelha

Nas noites frias de Curitiba, a briga aqui em casa é por ele. O grande Seprocado. Esse é o nome do cobertor mais antigo, que claro, tem uma história curiosa. Minha mãe o comprou logo quando veio para cá, 30 anos atrás (isso mesmo!). Ele é de nailon, verde e lazarento de feio. Mas como é quentinho! 

Por anos ficou esquecido dentro de algum guarda roupa, sem ninguém dar bola. Quando eu comecei a acampar, ressuscitei ele. Por ser fácil de carregar, esquentava as noites frias dentro da barraca. Ficou desaparecido por um tempo, mas tornou a sua casa. Agora compartilha as noites geladas comigo, como é de nailon, não deixa o calor escapar. Pode fazer o frio que fizer, fico bem susse embaixo dele! Meu cobertor de orelha preferido!

Mas como assim, Seprocado? Dá onde veio este nome? Então, como eu disse, a mãe comprou o cobertor mili anos atrás, mas não teve como pagar. Assim, o nome dela foi para o Seproc, de tanto meu pai tirar sarro, virou Seprocado. 

***
PS: Chuva, chuva e mais chuva.
PS2: Na foto, o Seprocado, o computador, a janela e a chuva.